<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741</id><updated>2012-02-05T01:03:46.344Z</updated><category term='Ano Novo'/><category term='Séries'/><category term='Publicidade'/><category term='Tremoços e Imperiais'/><category term='Sociedade'/><category term='curta-metragem'/><category term='Entrelinhas'/><category term='Do Amor'/><category term='Portugal'/><category term='Manifestação'/><category term='autores'/><category term='Livros'/><category term='Pai Natal...'/><category term='memórias'/><category term='PostSecret'/><category term='Protesto'/><category term='homenagens'/><category term='Hot Girls'/><category term='Imagens'/><category term='The Dumb Man'/><category term='Citações'/><category term='WTF'/><category term='notícias'/><category term='Lugares'/><category term='Acordo Ortográfico'/><category term='lulz'/><category term='vídeos'/><category term='momentos'/><category term='Coimbra'/><category term='Geração à Rasca'/><category term='televisão'/><category term='Cinema'/><category term='Livros da Minha Vida'/><category term='Serenata'/><category term='animação'/><category term='Casting'/><category term='12 de Março'/><category term='Introdução'/><category term='Textos'/><category term='Música'/><category term='História'/><category term='Tuna'/><category term='actualidade'/><category term='Divagações'/><category term='gente'/><category term='anormal sensorial'/><category term='Legend'/><category term='Feminismo'/><category term='trabalhos'/><title type='text'>The sole keeper of the pie maker's Secret</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>162</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-958971636494099126</id><published>2012-02-05T00:58:00.002Z</published><updated>2012-02-05T01:03:46.357Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'></title><content type='html'>A Difel tem um longo historial, enquanto editora, de traduzir obras excelentíssimas e publicá-las com capas intragáveis. Mas uma mudança abeira-se. A Difel faliu, e a Saída de Emergência apoderou-se dos direitos de autor de uma escritora que, ao longo destes anos, já merecia obras com capinhas mais bonitas do que aquelas composições 3D horrorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que me deparo com isto, e logo entro em êxtase:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bDh4jqkeK1w/TylrkygvWQI/AAAAAAAAMsw/Pk5BmFMKsMI/s1600/As+Brumas+de+Avalon.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 411px; height: 588px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bDh4jqkeK1w/TylrkygvWQI/AAAAAAAAMsw/Pk5BmFMKsMI/s1600/As+Brumas+de+Avalon.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E é tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-958971636494099126?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/958971636494099126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=958971636494099126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/958971636494099126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/958971636494099126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2012/02/difel-tem-um-longo-historial-enquanto.html' title=''/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bDh4jqkeK1w/TylrkygvWQI/AAAAAAAAMsw/Pk5BmFMKsMI/s72-c/As+Brumas+de+Avalon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8592313617738158132</id><published>2012-01-04T07:52:00.003Z</published><updated>2012-01-04T08:13:34.280Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros da Minha Vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Livros da minha vida #3</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/73/The_forest_house_book_cover.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 313px; height: 475px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/73/The_forest_house_book_cover.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Casa da Floresta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Género:&lt;/span&gt; Fantástico, Histórico&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autor:&lt;/span&gt; Marion Zimmer Bradley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de ler &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Brumas de Avalon&lt;/span&gt;, apaixonei-me de tal modo pela escrita de Bradley que decidi aventurar-me por mais obras da autora. Na altura, não sabia que havia mais obras relacionadas com o mito arturiano, e nomeadamente Avalon - e foi através da Casa da Floresta que descobri que, ao todo, são, excluindo os quatro da saga das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brumas&lt;/span&gt;, seis livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Casa da Floresta&lt;/span&gt;, cronologicamente, insere-se bem antes da saga das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brumas&lt;/span&gt;. Passado no século I d.C., esta é, nada mais nada menos, do que uma história de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conta-nos a história de Eilan, a neta do druida Bendeigid e destinada a tornar-se a alta Sacerdotisa da Casa da Floresta, e o seu amor Gaiu, filho de um proconsul romano. Esta não é, no entanto, uma história de amor desenfreada e de pontas soltas. É coesa e é bela, como uma balada mais antiga que o próprio Romeu e Julieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história passa-se depois do massacre da Ilha de Mona, sagrada ilha do antigo santuário da Deusa, onde, após a derrota a Boudicca, os homens são mortos e as sacerdotisas violadas. O estigma da barbaridade romana prevalece ainda quando Gaius cai numa armadilha de ursos e é cuidado por Eilan e a sua família, assumindo o seu nome celta, das origens da sua mãe - Gaius tem sangue real das tribos celtas - Gawen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto este faz juras de amor a Eilan, a rapariga é chamada pela Deusa a servir a Casa da Floresta, onde depois da morte Lhiannon, a grã-sacerdotisa, ela é ordenada. Mas antes, concebe um filho de Gaius nas fogueiras de Beltane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu filho carrega consigo o sangue dos Sábios (os Druidas), do Dragão (a realeza das tribos Celtas) e da Águia (romano) e Eilan sabe que terá um papel importante no futuro da Bretanha. No entanto, ela pressente igualmente um final trágico, causado pelo seu avô Bendeigid, Arquidruida da Bretanha. Caillean, que lhe ensinou os caminhos da Deusa e se torna a sua mais fiel amiga, sob a ordem de Eilan, agarra numa quantidade de sacerdotisas e funda uma nova Casa na Ilha de Avalon, levando consigo o seu filho. Numa instância final, Eilan e Gaius são sacrificados para protegerem o seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é apaixonante e parece ter um efeito estranho sobre quem a lê. O máximo que posso explicitar sobre este livro refere-se a uma experiência pessoal: emprestei-o a uma amiga aconselhando-a a lê-lo, ao que no dia seguinte ela me diz que o seu pai encontrou o livro e decidiu começar a lê-lo. O mais incrível é que esta pessoa, que voluntariamente decidiu começar a ler o livro - e mais tarde me diria que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;amou&lt;/span&gt; a obra - é das pessoas mais frias e distantes que conheço. Então, eu pergunto: qual será, afinal, o poder da escrita de Bradley para demover até os mais frios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, sem sombra de dúvida, a história mais apaixonante que até hoje li, e de todas as obras de Bradley relativamente a Avalon, a que mais me fascinou. Todo o ritmo deste amor é contado de uma forma que se assemelha a uma balada, uma canção de embalar. A beleza interior de cada personagem é de louvar, e julgo que seja impossível ficarmos indiferentes a tamanha história humana e bela como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8592313617738158132?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8592313617738158132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8592313617738158132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8592313617738158132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8592313617738158132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2012/01/livros-da-minha-vida-3.html' title='Livros da minha vida #3'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3882053061186442244</id><published>2011-12-28T02:23:00.005Z</published><updated>2012-01-04T08:15:26.262Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros da Minha Vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Livros da minha vida #2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://misadventuresofmoppet.files.wordpress.com/2010/08/mists-of-avalon-02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 329px; height: 500px;" src="http://misadventuresofmoppet.files.wordpress.com/2010/08/mists-of-avalon-02.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Brumas de Avalon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Género:&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Fantástico, Histórico&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autora:&lt;/span&gt; Marion Zimmer Bradley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho por hábito, em certas e muito particulares ocasiões, arriscar às cegas no mundo da arte. Às vezes, compro filmes sem saber nada sobre eles, como que atraída por eles. É um sexto sentido que tenho, em que sei imediatamente que aquele pedaço de arte que me está a atrair irá mudar qualquer coisa na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o caso com esta obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia ter 15 anos quando ouvi ou li o título pela primeira vez. Não sei onde, não sei como, até hoje não faço ideia como este título chegou até mim, mas foi na feira do livro de Lisboa, talvez em 2006 se a memória não me falha, que decidi arriscar. Na banca da Difel, vendia-se um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pack&lt;/span&gt; com os quatro livros por 20 euros. Não perdi mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não me lembro se os li todos num só ano, mas lembro-me que terminei de ler no verão de 2007. E foi assombroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fascínio que aqui tenho desde miúda, herdado da minha mãe, pelo mundo britânico, os druidas e o misticismo do megalítico da ilha da Grã-Bretanha, esse fantástico povo envolto em tamanho misticismo e beleza que são os Celtas. A língua gaélica fascinava-me. A mitologia celta era a minha perdição. Além disso, um outro assunto do qual pouco sabia mas que me deslumbrava era acerca desse rei chamado Artur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler este livro foi como um conciliar de expectativas e paixões desses mundos que me tanto me deslumbravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marion Zimmer Bradley encontra um discurso pleno e sereno, que facilmente se adapta às situações que ela cria nesta saga. A fórmula utilizada para recontar a história do Rei Artur é, no fundo, fascinante, mágica, deslumbrante. Este livro trouxe-me risos e lágrimas e ensinou-me coisas inúmeras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta a história da ascensão e queda de Avalon, dos confrontos entre paganismos difusos, a vida e a morte desse grande líder aliado ao Cristianismo que era Artur, do ponto de vista de uma mulher enfabulada, enbruxada e enegrecida pela tradição oral: Morgaine, ou como popularmente se enraizou, Morgan le Fay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prisma feminino de um império em ascensão e declínio é aqui definido através de personagens distintas e com objectivos bem traçados. Não existem erros nem incongruências. É como se elas próprias tivessem existido, tal é a certeza e o carácter presente em cada uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro não é, como tem-se vindo a pensar erradamente, um contraste brusco entre religiões, uma oposição em força a qualquer tipo de cristianismo. Ele é, antes de mais, a alternativa para essa incessante guerra, a conciliação perfeita e pacífica de dois mundos opostos, de duas crenças em mútua desavença: «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todos os deuses são um Deus&lt;/span&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino fatal de Merlin, os erros de Artur, a criancisse de Gwenhwyfar, a aceitação muda e dolorosa de Morgaine, a heroína que silenciosamente aceita as divergências religiosas e assiste ao declínio de um mundo antigo para dar lugar a um novo mundo; a determinação de Morgause, a inocência de Igraine, a bravura de Lancelot e a ousadia de Mordred... Toda uma conciliação perfeita entre personagens atinge, aqui, um culminar belo, uma linda fábula sobre a Britânia celta em guerra com Roma, um conto feminino da Terra e da Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escrita de Bradley é cativante. O seu discurso é pleno de beleza, em que cada palavra merece ser saboreada lentamente. Esta é uma obra que me deliciou durante anos (bem como outros livros adjacentes à saga), que me ensinou e me acompanhou. Um verdadeiro clássico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3882053061186442244?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3882053061186442244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3882053061186442244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3882053061186442244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3882053061186442244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/12/livros-da-minha-vida-2.html' title='Livros da minha vida #2'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3663859174713758861</id><published>2011-12-28T00:05:00.006Z</published><updated>2011-12-28T00:35:01.397Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros da Minha Vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Livros da minha vida #1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-yzrRRN7loiA/Tvpd2dfddSI/AAAAAAAAAoc/Wz3wlGKNruA/s1600/livros1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 379px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yzrRRN7loiA/Tvpd2dfddSI/AAAAAAAAAoc/Wz3wlGKNruA/s320/livros1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690964269346944290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trilogia do Reino Antigo &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trilogia de Abhorsen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Género:&lt;/span&gt; Fantástico.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autor:&lt;/span&gt; Garth Nix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha 12 anos, tinha uma professora de português que nos fazia ler. Todas as semanas, ela trazia um livro diferente da colecção Estrela do Mar, da editora Presença, e contava-nos a sua história. Todos nós, preguiçosos como éramos para crianças na flor da adolescência, nos sentíamos imediatamente cativados pelo seu entusiasmo ao recriar as histórias fantásticas na sua própria visão e palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena que sempre li, mas foi com esta professora que aprendi a escolher os meus livros, a entrar numa livraria e ler a contra-capa, escolher o desenho mais bonito da capa, avaliá-lo pela sinopse. Passei a ter um gosto e vontade própria em comprar livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha 14 anos, entrei na Fnac de Almada, muito recentemente aberta no muito recentemente inaugurado Almada Fórum - estávamos em 2004 - e vagueei pela secção infanto-juvenil, onde a minha colecção predilecta (a Estrela do Mar) estava disposta. Nesse dia, aventurei-me por outros corredores, nomeadamente os da secção fantástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, todas as capas dos livros que estavam dispostos eram bonitas e tinha desenhos apelativos. As sinopses escritas nas contracapas tinham nomes incompreensíveis e difíceis de pronunciar - apaixonei-me de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me apeguei demasiado à literatura fantástica por sentir, por vezes, que não passa disso: fantasia. Um punhado de personagens com nomes esquisitos lançadas para um mundo de monstros e feras em que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o escolhido&lt;/span&gt; renasce das cinzas de miséria em que provavelmente se insere e domina com riqueza e bravura o seu mundo. E, no fim, consegue a miúda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia em que avaliei a secção de literatura fantástica pela primeira vez, descobri numa prateleira um livro verde intitulado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Missão de Sabriel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (versão portuguesa). Os desenhos eram, para mim, ousados e atrevidos. A capa da versão portuguesa apresenta uma mulher de cabelo preto, segurando uma espada numa mão, que atravessa ao longo do seu olhar com um ar pesado e ousado, e no seu peito está atravessado um cinto com pequenas bolsas para sete sinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ler o livro quase imediatamente e não consegui parar. Quando o terminei, a minha professora de português trouxe-o numa semana de aulas e apresentou-o e eu disse-lhe que fiquei fascinada. Do que eu não gostava na literatura fantástica, eu percebi porquê quando li &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sabriel, Lirael &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Abhorsen.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A trilogia conta a história de duas gerações num país em duas cidades se encontram divididas por um muro: Ancelstierre, a cidade da razão, lógica, ciência e racionalidade, em que todo o desconhecido é ignorado, tal como aquele do Reino Antigo, do outro lado do muro, em que a Necromancia e a Magia livre batalham-se mutuamente por questões de paz e poder, estabilidade e desordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leque de personagens é variado, misterioso, fascinante. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sabriel &lt;/span&gt;é a herdeira do título de Abhorsen - uma espécie de Templário da Necromancia, o Necromante encarregue de enviar os Mortos rebeldes de volta para os seus eternos descansos através do uso dos sete sinos - que, juntamente com Touchstone (um ser aprisionado como figura de proa de madeira de um barco durante duzentos anos e legítimo herdeiro do trono do Reino Antigo) e Mogget (um estranho gato branco que fala com sarcasmo, ironia e uma divertida má disposição), irá aprender numa viagem de salvamento e auxílio ao seu pai a difícil missão de suportar tal título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lirael &lt;/span&gt;é uma jovem habitante do Glaciar das Clayr que, aos catorze anos (três anos mais tarde do que o normal), ainda não recebeu os seus dons da Visão. Sentindo que não se consegue enquadrar, ela cria uma companhia própria para si - a Cadela desavergonhada, uma criatura da Magia Livre aprisionada numa coleira mágica. Embora não possua a Visão, a moça irá descobrir que possui dons e capacidades mais poderosas e intensas do que qualquer Clayr do glaciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Sameth é o filho da actual Abhorsen Sabriel e o rei Touchstone I e o legítimo Abhorsen-em-Espera, mas que sofre um medo terrível da morte depois de um encontro quase mortal com Hedge. A sua missão consiste em encontrar o seu amigo Nicholas Sayre, descrente em toda a magia do Reino Antigo, raptado por Hedge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Abhorsen&lt;/span&gt;, a história do segundo livro encontra um fim quando uma profecia ditada pelas Clayr se concretiza: Lirael e Nicholas Sparks atravessam o rio num barco. Aqui, todo o enredo encontra um final fascinante e emocionante, pleno de surpresas, tristezas, alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras não contam apenas histórias fantásticas de dois mundos inexistentes. Falam-nos de questões humanas como o destino de cada um, o caminho a seguir, a luta interior em aceitar - ou não - as consequências da nossa hereditariedade. Ensina-nos sobre a amizade e a união, sobre a força, a coragem e o humanismo. É uma bela história, uma harmonia entre personagens ricas, que nos ensina a esperança sob a forma literária fantástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da obra, encontramos referida a mesma frase várias vezes, frase essa que, oito anos depois, tenho bem impressa na memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«É o caminhante que escolhe o caminho, ou o caminho que escolhe o caminhante?»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3663859174713758861?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3663859174713758861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3663859174713758861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3663859174713758861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3663859174713758861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/12/livros-da-minha-vida-1.html' title='Livros da minha vida #1'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yzrRRN7loiA/Tvpd2dfddSI/AAAAAAAAAoc/Wz3wlGKNruA/s72-c/livros1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6560227312599530609</id><published>2011-12-26T04:29:00.005Z</published><updated>2011-12-26T04:33:06.946Z</updated><title type='text'>Perguntas sem resposta #2</title><content type='html'>&lt;h6 style="font-weight: normal;" class="uiStreamMessage" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span class="messageBody" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Porque é que há pessoas que insistem em entrar num autocarro atolado de gente até à janela para saírem duas paragens depois?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6560227312599530609?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6560227312599530609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6560227312599530609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6560227312599530609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6560227312599530609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/12/perguntas-sem-resposta-2.html' title='Perguntas sem resposta #2'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6819212500052520327</id><published>2011-12-26T04:12:00.003Z</published><updated>2011-12-26T04:28:40.146Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O fim de uma saga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-YEQvAaWv0tE/Tvf0icK5zgI/AAAAAAAAAoE/98Xs7Nij01c/s1600/toy_story_three_ver10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-YEQvAaWv0tE/Tvf0icK5zgI/AAAAAAAAAoE/98Xs7Nij01c/s320/toy_story_three_ver10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690285526720564738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro DVD que comprei na vida foi o do Toy Story 2. Tinha 12 anos. Tínhamos acabado de comprar, cá para casa, um leitor de DVDs para o nosso computador Desktop. Nunca tinha visto um DVD na vida, nem sabia como funcionava. No Natal, a minha mãe ofereceu-me um DVD. O do Toy Story 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha visto o primeiro, de maneira que inverti o jogo, e vi o Toy Story 1 anos mais tarde. Continuava a preferir o segundo. Até hoje, aliás, continuo a preferir o segundo ao primeiro, por uma razão muito simples.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-XDVigne48xE/Tvf1dBB8b7I/AAAAAAAAAoQ/jqdcxF_E5Gc/s1600/Jessie-jessie-toy-story-11372730-409-688.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-XDVigne48xE/Tvf1dBB8b7I/AAAAAAAAAoQ/jqdcxF_E5Gc/s320/Jessie-jessie-toy-story-11372730-409-688.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5690286533047513010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Jessie era amorosa, e quando conta a história da sua dona Emily, despedaçou-me. Esta boneca ensinou-me a não deitar fora os brinquedos, a não descartá-los, e se os der a alguém, escolher muito bem as pessoas. Como todas a crianças, nem sempre eu tratei bem os meus brinquedos. Por vezes, maltratava-os. Às vezes, tirava as roupas às barbies e pintava-lhes roupas no corpo, estilo bodypaint. A uma delas, caiu-lhe uma perna. Cheguei a ter bonecas a quem as cabeças caíam. Mas a Jessie ensinou-me a dar alma aos meus brinquedos. Não de uma forma materialista, não como um produto do capitalismo. Ela ensinou-me a valorizar os meus brinquedos pela alma que me dera e que eu lhes dava, pelas memórias que me deram e as muitas mais que viriam a dar. Eu não queria mais brinquedos - os que eu tinha bastavam-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que fui crescendo, poucos foram os brinquedos que fui capaz de dar. Alguns, perdi-lhes a vista, não sei o que lhes aconteceu. Mas ainda assim, muitos deles ainda se encontram empilhados dentro de sacos no armário da casa de banho pequena do meu quarto. As Barbies continuam dentro do saco. Um cesto cheio de peluches continua na casa de banho da casa. Alguns ainda estão dispostos no meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acontece em certos dias a mão agarrar um deles e abraçá-lo, abraçar o brinquedo que me protegeu quando era criança e que me encheu de alegria e alma. A pequena Jessie ensinou-me isso. Ensinou-me a não deitar fora as coisas que me deram alma. Que eram a minha alma e vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acabei de ver o terceiro filme, não consegui evitar se não deixar cair a lagrimazinha da praxe. Terminou, ali, a saga que me encantou enquanto criança e me ensinou tudo isto enquanto crescia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, Jessie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6819212500052520327?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6819212500052520327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6819212500052520327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6819212500052520327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6819212500052520327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/12/o-fim-de-uma-saga.html' title='O fim de uma saga'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YEQvAaWv0tE/Tvf0icK5zgI/AAAAAAAAAoE/98Xs7Nij01c/s72-c/toy_story_three_ver10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-2606980319323895142</id><published>2011-12-23T20:58:00.003Z</published><updated>2011-12-23T21:00:13.187Z</updated><title type='text'>Perguntas sem resposta #1</title><content type='html'>Porque e que as pessoas expoem arte na casa de banho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-2606980319323895142?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/2606980319323895142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=2606980319323895142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2606980319323895142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2606980319323895142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/12/pergunts-sem-resposta-1.html' title='Perguntas sem resposta #1'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-7342874134245329787</id><published>2011-12-22T20:37:00.003Z</published><updated>2011-12-23T00:02:02.226Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momentos'/><title type='text'>Cenas diárias de um plebeu num transporte público #3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há três tipos de mulheres num transporte público: as rainhas do corredor, geralmente de aspecto físico, e para não ferir susceptibilidades, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;largo&lt;/span&gt;; as peixeiras que têm tendência a falar com as amigas que encontram no autocarro, nomeadamente à distância, de forma a que todos os que lá dentro estão oiçam; e as que gostam de falar com tudo o que se mexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destas três classes, a mais impressionante é, com toda a certeza, a primeira. Estas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rainhas do cautocarro&lt;/span&gt; são também, muitas das vezes, as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rainhas da ru&lt;/span&gt;a, que independentemente da pressa, dos pedidos ou das fintas do transeunte que vem atrás, fazem questão de ocupar toda a largura da rua. E quando não têm largura física para isso, zigue-zagueiam por forma a impedir qualquer passagem. São aquelas pessoas que nos calham sempre à frente numa rua quando estamos com pressa, colocadas ali por ordem divina para nos foder o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No autocarro, são sempre as primeiras a entrar. Para piorar as coisas, está &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sempre&lt;/span&gt; uma fila interminável atrás de si. E para piorar ainda mais, aparecem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sempre&lt;/span&gt; à hora de ponta. São as senhoras que, calmamente, sobem os degraus e páram no centro da entrada, que já de si não é propícia em espaço, para retirar algo da carteira. E quando pensamos que é o passe, para piorar ainda mais, eis que vão pagar a dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se não bastasse, ainda padecem da Síndrome da Velhota na Fila do Supermercado à Hora de Almoço: só quando chegam ao ponto de troca monetário é que retiram a carteira da mala. E já de si, retirar a carteira da mala se parece com uma questão plena de aventura, porque a este ponto, como se não bastasse, ainda vêm com quinhentos sacos pendurados em cada mão. Se a senhora em si não é larga o suficiente para obstruir a passagem aos outros, a sua carga de mão faz o trabalho por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora entre retirar a carteira e pagar o preço do bilhete ainda vão largos e largos minutos. Primeiro, há que contar as moedas. E como o tempo é dinheiro, vamos mas é pagá-lo a muito custo e trocá-lo por miúdos que as moedinhas na mala pesam, e toca lá de pagar tudo a 2, 5, 10 e 20 cêntimos. As de 50 dão jeito para tirar chocolatinhos das máquinas da estação de comboios de Sete Rios e as de um 1 euro para cima são exclusivas para os cafés com as amigas ou para pagar aqueles rolos de papel higiénico que precisam de comprar de urgência no Mini Preço a um Sábado à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, há que relembrar que, em quadra natalícia, estará, dito na gíria popular, um frio da puta que o pariu na rua, portanto, no mínimo, está uma fila de transeuntes congelados do lado de fora do autocarro. Mas isso não interessa, que esta senhora, ao menos, está ali quentinha e com 3 quilos de moedas na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pago o bilhete, o suspiro de alívio daqueles que morrem de frio na rua é só um falso alarme, porque ainda falta aqui qualquer coisa. Recolhido o bilhete e guardada a carteira e as moedinhas restantes - que isto é daquelas situações em que nunca acertam com o dinheiro completamente - debate-se, agora, a criatura com o problema desta instância que é: a) em que lugar se sentar; b) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como&lt;/span&gt; sentar-se no lugar, dada a colecção de sacos que consigo traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra geral, acontece uma particularidade nesta cena: o primeirinho banco do autocarro está sempre vazio. Mas aí não se sentam. Oh, não. É preciso atrapalhar mais as pessoas, fazê-las esperar mais um bocadinho, e não basta o cabrão de frio que os que estão lá fora faz minutos longos de espera passam, ainda há que atrofiar com quem está sentado nos seus banquinhos, descansado, e ansioso pro chegar a casa depois de um dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de compreender que isto tem tendência a passar-se numa altura do dia em que já não há dois lugares seguidos vazios. A partir de agora, só há lugares ao lado de alguém. E a escolha do lugar é estratégica, resta saber é que tipo de estratégia. Mas requer o seu quê de concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, antes de esta cena terminar completo e depois de tempos intermináveis das pessoas sentadas ofegarem interiormente desejos de que a merda do autocarro parta de uma vez por todas, eis que a senhora, nobremente, desliza pelo corredor (de lado, porque não tem largura para andar de frente, ali), ora é sacos de papel na cara dos outros, ora é cotoveladas num moço a dormir, ora é uma alça de uma das três malas que leva penduradas que fica presa no braço do banco, ora são os fios dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;phones&lt;/span&gt; de um gajo a dormir que ela arranca brutalmente dos ouvidos (e nem um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desculpe&lt;/span&gt;, que enquanto perfila esta quantidade de disparates, com um sorriso estúpido na cara, limita-se a olhar para trás para verificar o que aconteceu, não lhe tivesse antes perdido qualquer coisa pelo caminho ou algo mais grave), e pior,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; pior&lt;/span&gt;: ora são rabadas na cara dos outros que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não têm&lt;/span&gt; mais por onde se encolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado estabelecer o paralelismo de tempo entre uma gaja destas e as pessoas que vêm atrás, que enquanto uma só mulher com um rácio de três sacos por dedo e um punhado de moedas pequenas leva cerca de três minutos e meio desde o momento em que entra até ao momento em que se senta e uma fileira de cinco paspalhos que, depois de três minutos e meio ao frio à espera que a gorda tivesse a decência de se encostar e deixar os outros passar, entram com uma velocidade tal que se resume a coisa de dois minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pensem. Não pensamos estas coisas porque, hoje, acordámos de mau humor e fomo-nos logo sentar ao lado de um velho rezingão ou de uma mulher que cheira mal. Pensamos estas coisas, desta forma precisa, porque a educação é das poucas coisas neste país que ainda não se paga nem cobra IVA, portanto, e isto acho cá eu, até que podíamos recorrer a ela e usufruir dela, que até fica bem. E se você é a senhora que leva trezentos sacos consigo diariamente e só se queixa que ninguém a ajuda, pense um bocadinho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque será&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os outros dois tipos não merecem, sequer, apresentação. Aconselho a comprarem um passe mensal da TST que vá até Lisboa (um A23, aqui, chega) e que frequentem diariamente as carreiras Almada - Lisboa (qualquer uma delas) que circulam entre as seis e as oito da manhã e entre as cinco e as sete da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto para não falar em carreiras como as da Costa da Caparica, já dva uma dissertação sobre fenómenos sociológicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-7342874134245329787?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/7342874134245329787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=7342874134245329787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7342874134245329787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7342874134245329787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/12/cenas-diarias-de-um-plebeu-num.html' title='Cenas diárias de um plebeu num transporte público #3'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8471805809963045130</id><published>2011-12-04T03:26:00.000Z</published><updated>2011-12-04T03:27:12.080Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>The greatest speech ever told</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/WibmcsEGLKo" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filme "O Grande Ditador", de Charles Chaplin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8471805809963045130?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8471805809963045130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8471805809963045130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8471805809963045130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8471805809963045130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/12/greatest-speech-ever-told.html' title='The greatest speech ever told'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/WibmcsEGLKo/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8780635384579516638</id><published>2011-11-29T03:37:00.001Z</published><updated>2011-11-29T03:38:50.196Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curta-metragem'/><title type='text'>"Apricot"</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/lfprSp8_BR8" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Ben Briand.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8780635384579516638?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8780635384579516638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8780635384579516638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8780635384579516638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8780635384579516638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/11/apricot.html' title='&quot;Apricot&quot;'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/lfprSp8_BR8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-1576933280311133693</id><published>2011-11-21T20:19:00.000Z</published><updated>2011-11-21T20:21:28.321Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? Realidade ou paranóia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas são demasiado complicadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-1576933280311133693?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/1576933280311133693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=1576933280311133693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1576933280311133693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1576933280311133693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/11/realidade-ou-paranoia-realidade-ou.html' title=''/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8275192001219880473</id><published>2011-11-19T19:28:00.004Z</published><updated>2011-11-20T07:07:05.008Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>Resumo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teorias. Textos e textos, milhares, corridos, em colunas, poesias e prosas. Teorias, e o renascimento e a geometria, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sfumattos &lt;/span&gt;e perspectiva; cadeiras que se cruzam; Alberti e o cinema, Leonardo e perspectivas, imagem em movimento, imagem movimento, imagem-movimento... Pasolini e o plano sequência infinito - o campo contra-campo; o campo fora-de-campo; o campo e o som do campo, a estética do campo, o movimento interno. Deleuze, dás-me dores de cabeça; Aumont, quando te tornaste tão complicado? A prática, falta a prática. Que teorias se lixem a quem não exercer a arte. Definições, conceitos - que invalida num realizador ignorar tais teorias? Folhas e mais folhas, livros empilhados, euros gastos em fotocópias. Não aprendemos nada. Projectos. Vontade. Crença, filosofia, vida. Tudo por água abaixo: deturpação dos meus planos pessoais. Respira. Mais um projecto. Arte, arte nova, arte livre, palavra futura, crédula, universal. Menos vontade. Cansaço. Respira... E Deleuze? E Aumont? Cheiro a carne, a bacalhau, a comida portuguesa nas ruas de Lisboa. Não te distraias. Sono. Tanto sono. Filma, edita, corta, corta, corta. Falhanço. Miséria. Perda. Vencidos. Derrotados. Erros. E Deleuze e Aumont perderam-se. Teorias. Engels. Métodos sociológicos, formalismos, psicologia. Mukarovsky. Adorno e a escola de Frankfurt. Aprendi! Teoria crítica - aprendi! Cansaço... Sono... Dormência... Conflitos pessoais. Picardias, desavenças. Perda. Perda colossal. Perdi. Desisti. Solidão. Palavras encurraladas, agora escritas, aqui, aqui. Quem as lê? Eu. Um ditado que já sei de cor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8275192001219880473?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8275192001219880473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8275192001219880473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8275192001219880473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8275192001219880473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/11/teorias.html' title='Resumo'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8145456778915649250</id><published>2011-11-17T13:38:00.001Z</published><updated>2011-11-20T07:02:47.282Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Urge, na escuridão que assombra o magoado, um incitar à dor individual por meio de uma expressão exacerbada dos sentimentos trancados no interior daquele que é danificado. E a voz, a voz que grita a tempo inteiro é tida como um mero sussurro quando necessita ser ouvida. E não há ouvido que a escute, que tente compreendê-la. E eis que aos olhos dessas normas sociais, tudo se pinta uniformemente perante os outros de uma forma que não é. E os olhos que vêem, a boc que fala, os ouvidos que escutam, tudo são mecanismos que colapsam lentamente e falham, e antes que demos por isso, todo o conjunto se auto-destrói antes sequer dfesse veneno exterior que nos queima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há justiça possível para os que se sentem eternamente injustiçados, porque não há compreensão capaz de atingir os cérebros velhos e decrépitos dos que nos ouvem e falam e observam. Não há justiça. A corda da balança quebrou e a venda caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos formigas nojentas de uç ser que nos pisa e esmaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deus ri-se de nós como quem lê uma anedota. E os anjos choram no inverno porque a humanidade é decrépita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há justiça nem amor nem fantasias de vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8145456778915649250?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8145456778915649250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8145456778915649250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8145456778915649250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8145456778915649250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/11/urge-na-escuridao-que-assombra-o.html' title=''/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6497423013886994004</id><published>2011-10-31T05:13:00.002Z</published><updated>2011-10-31T05:16:31.175Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='momentos'/><title type='text'>Cenas diárias de um plebeu num transporte público #2</title><content type='html'>Quase duas da manhã e um autocarro TST. Duas negras conversam a uma distância considerável uma da outra no que me pareceu ser uma variante de crioulo. Não as percebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma volta-se para trás e diz, clara e veementemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O salário do pecado é a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me esqueci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6497423013886994004?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6497423013886994004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6497423013886994004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6497423013886994004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6497423013886994004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/10/cenas-diarias-de-um-plebeu-num.html' title='Cenas diárias de um plebeu num transporte público #2'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-2548595977261908489</id><published>2011-10-23T21:04:00.001+01:00</published><updated>2011-10-23T21:04:46.068+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>Última Viagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Ali estava sentado. Estava junto ao degrau defronte para a porta vermelha, a terceira rua e terceira casa a contar do cimo do bairro. Observava as nuvens com atenção quando três estrondos rebentaram mesmo por cima da sua cabeça. Todas as formas pontiagudas que contemplava dissipam-se agora  ao som do ribombar que atormenta a sua cabeça. Não se lembrava ao certo de onde se encontrava mas passaram-lhe à frente o que julgava ser imagens de memórias anteriores. Três quartos de hora mais tarde, entre memórias e medos, perdas e vacilos, é um barulho muito mais forte que o sacode desta doce inércia. Gritos e alguma pressão bastaram para voltar a si. Tentou levar as mãos à cara mas só à terceira vez é que reparou que não conseguia. Tinha sangue no rosto e uma tontura mais forte fê-lo regressar ao sonho. Três minutos até ao hospital não foram suficientes para evitar o que já se esperava. O alarme estridente e contínuo que já ecoava no seu cérebro há três lomgos minutos, trouxe-o, ainda que por breves instantes, de volta à realidade - uma espécie de déjà vu passara por si, relembrando-lhe a sua impotência. Fechara os os olhos com determinação. permaneceu imóvel. Só experimentara três. Foi esta a última delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;Por Daniel Palmeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-2548595977261908489?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/2548595977261908489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=2548595977261908489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2548595977261908489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2548595977261908489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/10/ultima-viagem.html' title='Última Viagem'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-678102372608275334</id><published>2011-10-05T03:39:00.002+01:00</published><updated>2011-10-05T03:51:08.568+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>Os idos de Janeiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz quase um ano que escrevi o texto abaixo citado. Faz quase um ano que as situações da minha vida divergiam em completo absoluto daquilo que hoje se apresentam. As ideias uqe permaneciam na minha cabeça tornaram-se tormentos perante as realidades que se me afrontaram, e nada mais pude fazer que não aprender a viver com elas. Se cresci, não consigo dizer, porque no meu íntimo mais profundo, os sentimentos assemelham-se àqueles vividos nesta altura citada, porque a dor, a traição, e em resumo, a vida são sentidos de forma universal, apenas variando de se humano para ser humano. Faz um ano que o dito texto foi escrito, atendendo situações diferentes, atendendo a uma vida diferente, atendendo a vicissitudes que em nada se assemelham. Mas a universalidade do seu sentimento ligam-no a uma actualidade pessoal que não consigo expressar, e cuja única expressão encontro nestas mesmas palavras, as que abaixo cito, que se tornam intemporais e universais nessa intemporalidade e universalidade que são os sentimentos que vivemos diariamente e que nos ensinam a crescer e a ser mais fortes. Em que me reforçaram, não sei. Em que me ensinaram a crescer, e que crescimento foi esse que me proporcionaram, não sei. Mas eis que queria sentar-me a descrever tudo isto que me passa pelo coração neste preciso momento, e me deparo com estas palavras, e eis que penso: tudo ocorre de forma unitária, demasiado homogénea para ser ignorada. E aqui está. As dores de um vazio que parecem ser universais dentro de uma universalidade pessoal. Que serão sempre as mesmas. E como eu dizia quando era miúda, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sou demasiado pequenina para ter mais do que um sentimento em simultâneo no meu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Surge, no início, como  um aperto no peito que desfaz e torce o coração como uma toalha molhada  num dia frio e húmido. Persegue-nos infinitamente até ao momento em que  nos deitamos no escuro e olhamos o ar vago perguntando-nos onde  haveremos de ter errado, onde terá acontecido o erro que nos  propulsionou a esta desgraça. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ninguém  sabe o vazio de um coração até o sentir; e eis que mundo ordinário como  este julgará todos estes momentos como nada mais que pinturas externas  das histórias românticas de que tanto fugimos e que nos banham  diariamente as infantilidades do dia-a-dia, impossíveis de se viver,  ladeadas de mentiras belas suficientes para nos cercarem de ilusão. Até o  sentirem, a dor de sentir aquele espaço vago entre o sentimento e a  saudade; até sentirem o seu ardor inconstante, ninguém o sabe, nem o  saberá até que dor essa lhe corra pelas veias e lhe suba pela sangue até  ao cérebro. Ninguém sabe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E  podem julgar e apontar dedos e citá-la como ridícula ou inóspita;  verdade é essa que ela existe e atormenta as mentes mais puras que nada  mais que um bem universal desejam; e espelham seu esforço nos olhos  tingidos de um ardor inefável que escondem nos acontecimentos secretos  do dia-a-dia. Verdade é essa a que se esconde nos olhares alheios e nos  braços trémulos de quem deseja o bem e embebe o mal nas suas mãos  trémulas e cansadas de uma tristeza desconhecida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O  bem, esse, esconde-se por entre as ervas daninhas da vida e se disfarça  por entre as ervas verdes que pintam os prados da cor da inveja e matam  os bichos alegres que nos alimentam a terra. O bem esconde-se por onde  não pode ser encontrado e é esmurrado e espancado porque ninguém se  apercebe de onde ele está. O bem infiltra-se nas situações e nos  momentos em que não deverá existir ou presencias, apenas deverá ser  procurado. Do bem, ninguém sabe dele. E os outros que o procurem sem o  êxtase que ele próprio encontra ao sorrir e ao segurar essa mão alheia  que não o reconhece e o pinta como o malvado. Esse que anda aí, e  lacrimeja as verdades que todo o restante mundo se recusa a sentir por  si.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela pinga  sobre a pedra da calçada que vai pisando languidamente e sente essa dor  escondida dos corações palpitantes que sentem e sentem tudo e os  sentimentos como uma pedra que se infiltra no calçado do homem vagabundo  que procura nada mais do que a felicidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;  Não  recorram a ela como quem precisa de favores últimos e não sabe achar as  verdades nos recantos mais reconhecidos de sua juventude, ou se deixa  conduzir por banalidades inexistentes de uma mente sã e material que  nada mais quer que o seu próprio conforto, bastante anterior a qualquer  outra sensação universalizante da boa-ventura. Não a tomem por  garantida. Para sempre estará ela sob uma dúvida divina ou humana de  suas qualidade enquanto confiante de tais instintos. Para sempre deveria  ela ser duvidada enquanto é ela mesma tida como uma garantia  irredutível. Pois sua confiança não se compra a troco coisa barata, mas  cara também não o é. O segredo, sempre e sempre, permanece em palavras  mágicas escondidas entre os infinitos disfarçados de embriaguez. E nada  mais vos custará.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-678102372608275334?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/678102372608275334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=678102372608275334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/678102372608275334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/678102372608275334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/10/os-idos-de-janeiro.html' title='Os idos de Janeiro'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-7063668859386822639</id><published>2011-09-13T02:44:00.004+01:00</published><updated>2011-09-13T03:13:13.300+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei definir se os caminhos que a vida toma são, de facto, transcritos por algo superior a nós, alguma entidade lá em cima que nos força a tomar decisões erradas, ou se todas as pedras que pisamos são chutadas por quem pertence o pé que as pisa apenas. Gostaria de um dia entender se o dia em que Deus terá colocado uma pessoa à minha frente numa mesa da esplanada dos quiosques da Catarina Portas da Avenida da Liberdade terá sido para me ensinar uma qualquer lição que ainda estou a tentar compreender, ou se a sua intenção não foi mais do que proporcionar-me uma fugacidade de alegria de tal maneira intensa que me leva a exaltar-me em momentos idos que não os encontro em vez mais alguma de volta. Ou se terei sido apenas eu. Que cheguei estranhamente cedo demais para a entrevista. Que o destaquei estranhamente sem o conhecer quando me procurava perdido. Que me sentei à mesa a beber o meu café enquanto esperava pela minha colega, estranhamente não-desejosa da sua chegada. Que quando lhe falei pela primeira vez, cada palavra me saía fluída como a água que corre de uma torneira para uma bacia que enche. Como estranhamente o entrevistado era tão fácil de se comunicar. Como estranhamente tudo se ligou num pedaço de um segundo. No momento em que se debruça sobre a mesa, captando a minha atenção, e chamando o meu nome em tom interrogativo, como quem procura uma pessoa que já tinha a certeza ser aquela, embora todos estes desígnios o deixassem atarantado, perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pensei mil vezes nessa razão misteriosa para esse Deus desconhecido ter sentado esta figura à minha frente a um domingo de tarde, dias antes da minha partida de férias para fora. E em toda a recriação deste meu complexo percurso, não existe evidência de que este ponto de reviravolta em particular faça sentido. Marcou-me aquele momento, marcariam-me muitos mais que eu não imagina aí virem, apenas para me deixarem à deriva mais tarde, perdida na confusão dos porquês, do grande porquê de tudo isto ter acontecido. Quem foi, e o que foi, coisas que nunca obterei a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que se sentou à minha frente (ainda me lembro das cores que vestia, grená e preto) não imaginaria eu as noites que passaria em claro plena de confusão, as chamadas escapulidas e o dinheiro gasto, a ânsia durante as noites no estrangeiro, a saudade e o sofrimento. O engano e o choque. A perda. A dor. As primeiras vezes da vida dos sentimentos misturados, das confusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que naquela segunda-feira eu respondi positivamente à sua pergunta quando, apanhando frio numa plataforma de comboios de Barcarena, me insistiam que não o fizesse; porque é que me propus a passar uma noite na rua de braços dados e mãos entrelaçadas num ser que mal conhecia; porque é que nos aventurámos nas ruelas de Lisboa e nos becos tristes da cidade à noite e os pintámos de cores que só eu vi; porque é que falámos da iluminação da Câmara Municipal quando nos olhámos e queríamos dizer tanto mais, se agora tanto disso ficou por dizer. Porque é que aconteceram todas estas coisas que constituem todo esse fantástico que envolve a vida de duas pessoas apaixonadas se o plano divino, o objectivo dessa entidade superior, a ideia desse Deus que tanto adoramos era, desde sempre, retirar tudo no dia imediatamente a seguir - não consegui encontrar as respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E posso unir as mãos e cruzar os dedos até eles ficarem vermelhos e dormentes da minha força de vontade, existem pontas soltas que não se unirão, que oscilarão ao vento do rio Tejo à medida que as palavras que foram ditas nessa noite se perdem para sempre nos ares das estrelas que mais brilham naquele hemisfério norte que lhe apontei, às tantas. Posso fechar os olhos e sussurrar as palavras sob os lençóis ou sub a Lua Cheia com toda a força até as lágrimas me escorrerem pelos olhos e pintarem a face com o que se perdeu nessa noite em que as rochas do Tejo gravaram os gestos que nunca mais ninguém irá reproduzir e que mais ninguém neste mundo os saberá. Poderei exaltar todos esses seres divinos que provocam estes estranhos desígnios nas nossas vidas, que um dia nos sentaram frente a frente para uma entrevista para um emprego não pago numa esplanada a um domingo de tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderei fazer tudo. Não encontro resposta. Não existe resposta para um momento de felicidade fortuito, para uma química até então inexistente, para um súbito explodir de esperança, uma réstia de forças de alegria que surge no fundo negro pintado por esse passado ido, e que depressa se foi e nunca mais voltará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu-se para sempre. A resposta, nunca surgirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-7063668859386822639?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/7063668859386822639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=7063668859386822639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7063668859386822639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7063668859386822639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/09/nao-se-definir-se-os-caminhos-que-vida.html' title=''/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-343928641119079016</id><published>2011-08-29T02:30:00.003+01:00</published><updated>2011-08-29T02:33:59.017+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tremoços e Imperiais'/><title type='text'>Novidades em Tremoços &amp; Imperiais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto no blog como no nosso grupo do Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diaria ou semanalmente, vamos dando a conhecer todos os membros da nossa equipa, desde aqueles que estão connosco desde o início até àqueles que nos ajudaram por vontade própria. No nosso blog podem ler, para já, as breves biografias de ambas as realizadoras, Ana Santos (moi même) e Helena Neves, mas a partir de amanhã muitas mais sairão. Entretanto, podem já ler na nossa página de Facebook as bios de outros elementos da equipa, como Ana Lopes e Rose Copatto (produtoras) Pedro Araújo (assistente) e Jorge Humberto (equipa técnica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareçam, leiam e mostrem um pouco de amor aos nossos membros que tanto trabalharam ao longo destes meses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blog: &lt;a href="http://tremocosimperiais.blogspot.com/"&gt;http://tremocosimperiais.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página do Facebook: &lt;a href="http://www.facebook.com/TremocosImperiais"&gt;http://www.facebook.com/TremocosImperiais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-343928641119079016?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/343928641119079016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=343928641119079016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/343928641119079016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/343928641119079016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/08/novidades-em-tremocos-imperiais.html' title='Novidades em Tremoços &amp; Imperiais'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3722149318785260650</id><published>2011-08-09T04:41:00.004+01:00</published><updated>2011-08-09T04:43:59.374+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A filmografia de Kubrik explicada aos mais novos</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/23030893?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das mais belas homenagens que já assisti.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3722149318785260650?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3722149318785260650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3722149318785260650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3722149318785260650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3722149318785260650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/08/filmografia-de-kubrik-explicada-aos.html' title='A filmografia de Kubrik explicada aos mais novos'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-2150783881446988999</id><published>2011-08-09T02:49:00.004+01:00</published><updated>2011-08-09T03:09:47.553+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Das pessoas que vivem debaixo de uma rocha cultural (eu inclusive).</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes últimos dias, com todo o freneticismo que tem sido a pós-produção e os últimos momentos relativos à produção de &lt;a href="http://tremocosimperiais.blogspot.com/"&gt;Tremoços e Imperiais&lt;/a&gt;, mal tenho parado para absorver a sociedade à minha volta. Não ligo a televisão há um mês, quanto mais ler um jornal ou uma revista, de modos que não faço grande ideia daquilo que se passa no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As únicas notícias que vou recebendo diariamente do mundo cingem-se àquilo que a malta fala no Facebook, até porque será através dele mesmo que estabeleço a maioria das trocas de informação e comunicações necessárias para o projecto. O que, pensaria eu inocentemente, resumiria bastante bem os highlights da actualidade mundial. Excepto que, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava ao telefone com um amigo quando ele me diz, muito espantado, 'O que é que se passa em Londres? Está tudo a arder, parece uma guerra!'. Fiquei surpresa porque, apesar de (e soube hoje) a situação durar faz três dias, só hoje fiquei a par das revoltas nas ruas de Tottingham que transformaram a cidade num plantel de revolução extremista, mais semelhante a um cenário de guerra completamente fora do controlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu olho em volta e fico estúpida com a indiferença perante a situação. Metade dos meus conhecimentos no Facebook só falava desse ultraje que foi os roubos e os assaltos durante o Sudoeste TMN, que é aquilo que já sabemos que é. E nem um referia a situação de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fui eu perguntar ao tio Google o que é que, afinal, se passava em Londres e o que é teria despoletado tamanha situação tão assustadora, ao que o tio Google lá me respondeu tudo o que queria: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;em inglês&lt;/span&gt;. Talvez eu tenha pesquisado mal, ou pouco, ou talvez me tenha aborrecido, ou usado as palavras erradas, não sei, mas como é que não há artigos de destaque sobre este assunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando é para falar a merda de festival que é o Sudoeste estamos lá todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a merda do Sudoeste interessa mais do que um acto revolucionário na periferia de uma capital Europeia daquelas de grande gabarito que se revela um fenómeno das últimas revoltas a nível mundial que se têm vindo a espalhar? Porque é que insistem em comentar a desgraça dos roubos e assaltos em tendas amontoadas num festival merdoso cheio de miúdas ricas e gajos do bairro a fingirem que têm dinheiro? Querem gozar com quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não há o mínimo interesse? Estive eu com cara de parva na manifestação de Doze de Março a lutar por uma geração que, mais tarde, me diz 'que só fui para ver os homens da luta ao vivo'? É por esta geração que não é capaz de se interessar por um evento que exemplifica a mudança de mentalidade de um povo - e do mundo - em épocas de crise e de dificuldades extremas? Só sabem meter a cabecinha de fora dos lençóis e reclamarem, mas não sabem fazer nada quanto isso? Uma geração que põe o rabo entre as pernas quando a desafiam a fazer algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que sempre fui ávida defensora dos jovens e dos seus direitos à palavra, à arte, à presença fincada e evidenciada na sociedade enquanto isso mesmo, cidadãos que têm algo a dizer e que querem ser ouvidos. Mas sou eu que me dou com as pessoas erradas, ou parece-me que as pessoas em volta me estão a desiludir? É isto que tens para responder, Geração À Rasca? "Então há motins violentíssimo em Londres?", "Não sei, mas o Sudoeste foi uma porcaria, parece que Interpol não prestou. Ouviste dizer que houve lá uns assaltos e cenas?'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a inteligência é uma cena que a vocês não assiste?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-2150783881446988999?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/2150783881446988999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=2150783881446988999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2150783881446988999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2150783881446988999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/08/das-pessoas-que-vivem-debaixo-de-uma.html' title='Das pessoas que vivem debaixo de uma rocha cultural (eu inclusive).'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3561492282065153368</id><published>2011-08-06T03:18:00.002+01:00</published><updated>2011-08-06T03:22:47.112+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeos'/><title type='text'>Move, Eat, Learn</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/27246366?color=ffffff" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/27243869?color=ffffff" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/27244727?color=ffffff" frameborder="0" height="225" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3561492282065153368?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3561492282065153368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3561492282065153368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3561492282065153368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3561492282065153368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/08/move-eat-learn.html' title='Move, Eat, Learn'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3871766154131909514</id><published>2011-08-02T03:27:00.003+01:00</published><updated>2011-08-02T03:31:12.214+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Manifesto?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquê &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alters&lt;/span&gt;? Porquê acrescentar-se mais ainda àquilo que já somos? Aliás, correcção: porquê alterarmos completamente essa percepção de quem somos e reinventá-la totalmente? Reinventar essa mesma pessoa que nós somos e dizer assim, basta!, hoje sou outra pessoa, hoje sou outro ser, hoje tenho outro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada obra que me sai, cada trabalho, cada peça, parece-me que pede uma designação nova. Porque há obras que não parecem ter sido uma Ana a fazê-la, porque a sua concepção se desvia na sua totalidade de quem eu sou. E então porque não reinventar o seu autor? A Ana está por detrás de todos esses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alters&lt;/span&gt;. É o seu elo de ligação, a chave-mestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que um artista deve ser livre de se reinventar seja de que forma for. Se é livre de criar porque assim o trabalha, porque é artista, é livre de se recriar a si próprio mais do que aos outros. Modificar-se, renomear-se, apresentar-se como algo totalmente diferente, totalmente novo. Apenas um artista sabe de onde nasce a sua obra, qual a gema da sua criação. E portanto, os nomes apenas a ele lhe sabem a alguma coisa. Ao espectador, é apenas um nome a decorar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3871766154131909514?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3871766154131909514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3871766154131909514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3871766154131909514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3871766154131909514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/08/manifesto.html' title='Manifesto?'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6935350106885055717</id><published>2011-08-01T05:35:00.002+01:00</published><updated>2011-08-01T05:36:21.429+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lulz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>Debates Políticos: a realidade.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.coisoetal.com/wp-content/uploads/2011/05/debatespoliticos.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 418px; height: 380px;" src="http://www.coisoetal.com/wp-content/uploads/2011/05/debatespoliticos.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6935350106885055717?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6935350106885055717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6935350106885055717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6935350106885055717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6935350106885055717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/08/debates-politicos-realidade.html' title='Debates Políticos: a realidade.'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-7125698998735247537</id><published>2011-07-30T06:44:00.000+01:00</published><updated>2011-07-30T06:45:20.067+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>PORQUÊ?!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-UlVC5-Hfi_M/TjOaRD746JI/AAAAAAAAAko/4JchP3l9AIg/s1600/PORQU%25C3%258A-%2521.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-UlVC5-Hfi_M/TjOaRD746JI/AAAAAAAAAko/4JchP3l9AIg/s320/PORQU%25C3%258A-%2521.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635017176675575954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nenhum comentário a apresentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-7125698998735247537?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/7125698998735247537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=7125698998735247537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7125698998735247537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7125698998735247537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/07/porque.html' title='PORQUÊ?!'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UlVC5-Hfi_M/TjOaRD746JI/AAAAAAAAAko/4JchP3l9AIg/s72-c/PORQU%25C3%258A-%2521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3367666412927856138</id><published>2011-07-30T04:24:00.002+01:00</published><updated>2011-07-30T05:01:34.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Circle Song</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/ENhlz6f260I" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alors, j'ai l'histoire d'une fille forte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Une fille qui lutte avec amour&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pour remplir sa mission&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elle me dit que les hommes enfants &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ne sont pas bons pour moi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Puis elle me tient jusqu'à la glace &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et place des bijoux﻿ dans mes yeux &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et j'ai une petite histoire sur&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ce garçon à l'esprit libre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'est mon frère, c'est un pionnier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Il m'a dit﻿ "tu es tout et tout est tien"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensemble ils réparent mon coeur brisé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et en chantant chansons circulaires&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensemble ils sont ma famille&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et avec eux je suis à mort/amour&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu﻿ es un vaillant/brillant cheval noir, me dit-elle&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et un petit chevalier te trouvera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parcourant les rues/routes, parcourant les déserts&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Il viendra, car tu es amour&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bat For Lashes&lt;br /&gt;"Circle Song"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3367666412927856138?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3367666412927856138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3367666412927856138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3367666412927856138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3367666412927856138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/07/circle-song.html' title='Circle Song'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ENhlz6f260I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-548957847914290195</id><published>2011-07-25T23:22:00.001+01:00</published><updated>2011-07-25T23:31:22.210+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tremoços e Imperiais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicidade'/><title type='text'>Começa o lançamento</title><content type='html'>Estamos a ganhar forma. O produto final está-nos cada vez mais próximo. Esta é a parte da nossa história em que contamos com o vosso apoio ao aderirem à nossa febre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, só precisamos que cliquem em 'Gosto' na nossa página. A partir daí, será sempre uma roda-viva. Poderão então ficar a par das nossas novidades, fotografias, vídeos, biografias do elenco e da equipa, e muita interacção e diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo que não se vão arrepender!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/pages/Tremo%C3%A7os-Imperiais/261101623905723"&gt;&lt;br /&gt;http://www.facebook.com/pages/Tremo%C3%A7os-Imperiais/261101623905723&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-548957847914290195?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/548957847914290195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=548957847914290195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/548957847914290195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/548957847914290195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/07/comeca-o-lancamento.html' title='Começa o lançamento'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6932809387031004112</id><published>2011-07-22T09:28:00.002+01:00</published><updated>2011-07-22T09:32:38.688+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tremoços e Imperiais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalhos'/><title type='text'>Meio caminho andado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PxIB0_VVkto/Tik1gCIfALI/AAAAAAAAAkI/hY2D6j9zcW0/s1600/IMG_7512.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 383px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PxIB0_VVkto/Tik1gCIfALI/AAAAAAAAAkI/hY2D6j9zcW0/s320/IMG_7512.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632091633448059058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais chato ainda está para vir, mas depois de um ano atribulado, de obstáculos e desavenças, por fim assentámos. Conquistámos aquilo que hoje chamamos a 'Família Tremoços' que a cada dia cresce mais e mais e gravámos em duas semanas tudo o que havia para gravar daquela que será a primeira temporada da próxima série para a Internet, Tremoços e Imperiais. A conclusão ainda falta, mas conseguimos mais do que há um ano esperávamos. Conseguimos dar vida ao guião a que nos agarrámos durante este tempo todo. Agora só falta moldar o restante. Esperem por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6932809387031004112?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6932809387031004112/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6932809387031004112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6932809387031004112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6932809387031004112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/07/meio-caminho-andado.html' title='Meio caminho andado'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PxIB0_VVkto/Tik1gCIfALI/AAAAAAAAAkI/hY2D6j9zcW0/s72-c/IMG_7512.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-1767303410770819713</id><published>2011-07-06T17:58:00.002+01:00</published><updated>2011-07-06T18:04:25.431+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Fernando Pessoa escreveu argumentos cinematográficos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;"Foram compilados e estão prontos para ser divulgados uma série de argumentos cinematográficos da autoria de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;. Sob o título de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Film Arguments&lt;/span&gt;,  escritos em três línguas, o poeta português terá desenhado um conjunto  de curtas histórias para cinema, ainda na altura do cinema mudo. São  descritas pelos tradutores da obra em que serão lançados (Patrício  Ferrari e Claudia J. Fisher) como thrillers, com toques de comédia,  baseados em trocas de identidade, ressonância temática dos seus  conhecidos e deliciosamente complexos versos. Além disso, terão sido  encontrados planos do escritor para a criação da sua própria produtora  cinematográfica, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ecce Film&lt;/span&gt;, cujo logotipo terá sido desenhado pelo próprio. A obra, Obras de Fernando Pessoa, chega às livrarias a 08 de Julho."&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Retirado &lt;a href="http://agentenaove.blogspot.com/2011/07/foram-compilados-e-estao-prontos-para.html"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-1767303410770819713?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/1767303410770819713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=1767303410770819713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1767303410770819713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1767303410770819713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/07/fernando-pessoa-escreveu-argumentos.html' title='Fernando Pessoa escreveu argumentos cinematográficos.'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-5288191503083413128</id><published>2011-06-26T03:15:00.002+01:00</published><updated>2011-06-26T03:25:07.498+01:00</updated><title type='text'>"How can anyone possibily compose himself to worship if he has to look at you?"</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/XQrZPPv3p9k" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conversations with the Supplicant&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de Mark A. Lewis, com Kris Lemche, Dov Tiefenbach e Lauren Carnovale, baseado no conto de Franz Kafka.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-5288191503083413128?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/5288191503083413128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=5288191503083413128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5288191503083413128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5288191503083413128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/06/how-can-anyone-possibily-compose.html' title='&quot;How can anyone possibily compose himself to worship if he has to look at you?&quot;'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/XQrZPPv3p9k/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-704194738938767331</id><published>2011-06-25T03:35:00.002+01:00</published><updated>2011-06-25T20:07:58.329+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='curta-metragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>With These Hands</title><content type='html'>Curta metragem escrita, realizada e produzida por Joseph Morgan e Matt Ryan, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thriller&lt;/span&gt; psicológico brilhante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://room16productions.com/video.htm"&gt;With These Hands&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-704194738938767331?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/704194738938767331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=704194738938767331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/704194738938767331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/704194738938767331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/06/with-these-hands.html' title='With These Hands'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-473493023115678239</id><published>2011-06-24T11:30:00.002+01:00</published><updated>2011-06-24T11:35:41.919+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>Ele canta, também</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/N-jK5Bk5IDU" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo petisco televisivo das segundas-feiras à noite, da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spin-off&lt;/span&gt; de Mentes Criminosas - Mentes Criminosas: Conduta Suspeita, também tem outros talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt Ryan é dos muitos actores britânicos cuja experiência se familiariza mais com os palcos do que com os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sets &lt;/span&gt;de filmagens. Representação, acima de tudo, surpreendente. E não só. O actor representa Mick Rawson, antigo membro dos serviços secretos Britânicos e ex-atirador furtivo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sniper&lt;/span&gt;). Confia em Sam Cooper (Forrest Whitaker) com a sua vida tendo ambos cumprido serviço militar em Fallujah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vale a pena ligar a televisão às segundas-feiras à noite...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-473493023115678239?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/473493023115678239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=473493023115678239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/473493023115678239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/473493023115678239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/06/ele-canta-tambem.html' title='Ele canta, também'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/N-jK5Bk5IDU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8390283986838594344</id><published>2011-06-24T11:15:00.004+01:00</published><updated>2011-06-24T11:23:05.104+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagens'/><title type='text'>R.I.P.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-URN8ejppsLE/TdQL7mpKw3I/AAAAAAAAKhw/kG-N18Cpk_0/s1600/tumblr_lgbfe5e7Vn1qdho8zo1_400.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-URN8ejppsLE/TdQL7mpKw3I/AAAAAAAAKhw/kG-N18Cpk_0/s1600/tumblr_lgbfe5e7Vn1qdho8zo1_400.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Andy Swan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A mente brilhante por de trás de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; 'Matthew Gray Gubler_ The Unauthorized Documentary' &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e produtor de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;'Mentes Criminosas'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;Matthew Gray Gubler: The Unauthorized Documentary&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=u2Ll4LAoeZE"&gt;Episode 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gA2UZW914xI&amp;amp;feature=related"&gt;Episode 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pySCe4XJX1M&amp;amp;feature=related"&gt;Episode 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MGIQ6Q-wtVY&amp;amp;feature=related"&gt;Episode 4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6WkixNU983I&amp;amp;feature=related"&gt;Episode 5&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_MJvV-M4bnY&amp;amp;feature=related"&gt;Episode 10&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Não existem episódios entre o 5 e o 10!)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8390283986838594344?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8390283986838594344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8390283986838594344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8390283986838594344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8390283986838594344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/06/rip.html' title='R.I.P.'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-URN8ejppsLE/TdQL7mpKw3I/AAAAAAAAKhw/kG-N18Cpk_0/s72-c/tumblr_lgbfe5e7Vn1qdho8zo1_400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-7503756189452225237</id><published>2011-06-16T11:48:00.003+01:00</published><updated>2011-06-25T19:52:00.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém tinha o mau hábito de se exprimir, de quando em quando, com toda a franqueza acerca dos motivos pelos quais agia, e que eram tão bons ou tão maus como os motivos de todas as pessoas. Primeiro, causou escândalo, depois suspeita, pouco a pouco foi terminantemente proscrito e banido da sociedade, até que, por fim, a justiça se recordou de um ser tão abjecto em ocasiões, em que ela não costumava ter olhos ou os fechava. A falta de mutismo quanto ao segredo geral e a irresponsável propensão para ver o que ninguém quer ver - a si próprio - levaram-no à prisão e a uma morte prematura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-7503756189452225237?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/7503756189452225237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=7503756189452225237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7503756189452225237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7503756189452225237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/06/alguem-tinha-o-mau-habito-de-se.html' title=''/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6520454943851312581</id><published>2011-06-16T11:40:00.000+01:00</published><updated>2011-06-16T11:42:10.716+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Para a Psicologia do Artista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;" class="conteudo"&gt;Para que haja arte, para  que haja alguma acção e contemplação estéticas, torna-se indispensável  uma condição fisiológica prévia: a embriaguez. A embriaguez tem  de intensificar primeiro a excitabilidade da máquina inteira: antes  disto não acontece arte alguma. Todos os tipos de embriaguez, por muito  diferentes que sejam os seus condicionamentos, têm a força de conseguir  isto: sobretudo a embriaguez da excitação sexual, que é a forma mais  antiga e originária de embriaguez. Também a embriaguez que se segue a  todos os grandes apetites, a todos os afectos fortes; a embriaguez da  festa, da rivalidade, do feito temerário, da vitória, de todo o  movimento extremo; a embriaguez da crueldade; a embriaguez da  destruição; a embriaguez resultante de certos influxos meteorológicos,  por exemplo a embriaguez primaveril; ou a devida ao influxo dos  narcóticos; por fim, a embriaguez da vontade, a embriaguez de uma  vontade sobrecarregada e dilatada. — O essencial na embriaguez é o  sentimento de plenitude e de intensificação das forças. Deste sentimento  fazemos partícipes as coisas, contragemo-las a que participem de nós,  violentamo-las, — idealizar é o nome que se dá a esse processo.  Libertemo-nos aqui de um preconceito: o idealizar não consiste, como se  crê comummente, num subtrair ou diminuir o pequeno, o acessório. Um  enorme extrair os traços principais é, isso sim, o decisivo, de tal modo que os outros desapareçam ante eles.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);" class="conteudo"&gt;&lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;" class="conteudo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6520454943851312581?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6520454943851312581/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6520454943851312581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6520454943851312581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6520454943851312581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/06/para-psicologia-do-artista.html' title='Para a Psicologia do Artista'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-5529043163969160329</id><published>2011-04-22T00:00:00.003+01:00</published><updated>2011-04-22T01:27:04.986+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coimbra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tuna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Serenata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>'Saudade' é uma palavra portuguesa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine-se: uma cidade inteira, enegrecida pelas capas estudantis que os finalistas envergam, calada perante este fado de tristeza, de despedida, perante esta balada retratista de um final de etapa, de um último degrau na fase de tantas vidas estudantis; um silêncio pesado de respeito que se abate sobre todos os presentes, que é ele mesmo abatido pela força imperativa de um fado que se canta, pelo som das guitarras portuguesas, pela música que canta essa palavra portuguesa que 'Saudade' é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma Universidade portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma Serenata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é Tuna, e Fado, e Toada Coimbrã. É música portuguesa no seu mais profundo coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/f3WGttZdksg" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sentes que um tempo acabou&lt;br /&gt;Primavera de flor adormecida,&lt;br /&gt;Qualquer coisa que não volta que voou,&lt;br /&gt;Que foi um rio, um ar, na tua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E levas em ti guardado&lt;br /&gt;O choro de uma balada&lt;br /&gt;Recordações do passado&lt;br /&gt;O bater da velha cabra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;Capa negra de saudade&lt;br /&gt;No momento da partida&lt;br /&gt;Segredos desta cidade&lt;br /&gt;Levo comigo p’rá vida.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes que o desenho do adeus&lt;br /&gt;É fogo que nos queima devagar,&lt;br /&gt;E no lento cerrar dos olhos teus&lt;br /&gt;Fica a esperança de um dia aqui voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E levas em ti guardado&lt;br /&gt;O choro de uma balada&lt;br /&gt;Recordações do passado&lt;br /&gt;O bater da velha cabra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="font-weight: normal;"&gt;Capa negra de saudade&lt;br /&gt;No momento da partida&lt;br /&gt;Segredos desta cidade&lt;br /&gt;Levo comigo p’rá vida.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-5529043163969160329?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/5529043163969160329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=5529043163969160329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5529043163969160329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5529043163969160329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/04/imagine-se-uma-cidade-inteira.html' title='&apos;Saudade&apos; é uma palavra portuguesa'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/f3WGttZdksg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3179374263429879559</id><published>2011-03-27T00:38:00.004Z</published><updated>2011-03-27T02:01:58.252+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pseudo-Crítica: Tomorrow, When The War Began</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.trailershut.com/movie-posters/Tomorrow-When-the-War-Began-Movie-Poster.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 444px;" src="http://www.trailershut.com/movie-posters/Tomorrow-When-the-War-Began-Movie-Poster.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tomorrow, When The War Began&lt;/span&gt;, em português, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guerreiros de Amanhã&lt;/span&gt;, conta a história de um grupo de adolescentes que decide acampar durante um fim de semana, para encontrar uma desagradável surpresa na manhã seguinte. Alheios aos acontecimentos nacionais, descobrem a sua cidade deserta, sem luz nem comunicação. As únicas presenças que ouvem são os aviões militares que esporadicamente os sobrevoam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrem, então que o país foi invadido, que todas as suas famílias foram tomadas em campos de concentração, e que correm o perigo de serem apanhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que começa por ser um conto de adolescente, desenvolve-se, afinal, numa lição de vida. Lembro-me de ver este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trailer &lt;/span&gt;na televisão e pensar 'mais um filme de terror da tanga'. Às imagens dos 'jovens adolescentes que vão acampar' estava à espera de ver surgir de trás de um arbusto uma besta qualquer de serra eléctrica em punho ou de machado erguido. Em vez disso, cai uma bomba. E foi essa bomba que me fez pensar 'se calhar, este filme até vale qualquer coisinha'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.themercury.com.au/images/uploadedfiles/editorial/pictures/2010/09/10/TOMORROW_STORY_D2609372_144347.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 240px;" src="http://www.themercury.com.au/images/uploadedfiles/editorial/pictures/2010/09/10/TOMORROW_STORY_D2609372_144347.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Embora a construção narrativa não seja por aí além, e em alguns pontos até exagerada, não deixa de se focar no essencial. Os clichés são óbvios: cada personagem é o mais claro estereótipo de todo o santo filme de adolescente com que Hollywood nos esfrega na vista todos os anos. A maria-macho que sabe jogar à bola e pentear-se; a menina loirinha que só sabe pintar unhas e ler revistas; o casalinho perfeito; o gajo estranho que nunca percebemos muito bem porque é que ali está (regra geral, um gajo de nacionalidade diferente à do filme); a menina católica, filha de família religiosa; o gajo rebelde que só se mete em sarilhos. Cada estereótipo é tão óbvio que, numa parte inicial, não deixa muitas esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o ponto de partida deste filme, quer me parecer, é precisamente esse. O que acontece quando estes sete clássicos exemplos, do mais óbvio que pode haver, se encontram cercados por tropas alheias, que tomaram de assalto o seu país? É nesse ponto que o filme quebra os estereótipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigados a pegar numa arma e a defender-se, todos eles começam a testemunhar eventos que nunca imaginariam testemunhar. De crianças, a vida obriga-os a tornarem-se adultos à força. Vemos, ainda no acampamento, a personagem feminina e loirinha sentar-se ao lado da maria-macho e confessar que nunca nenhum rapaz a convidou para sair. Este é o ponto de partida que nos interessa, e o ritmo que o filme assume: lentamente, esses clichés que bem conhecemos, vão se destruindo, quase de dentro para fora, à medida que a história se vai desenvolvendo, ao ritmo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não aborda muito mais do que isso: os adolescentes e a sobrevivência. Quando se apercebem que a única forma de cortar as ligações com as tropas exteriores à cidade é destruindo a única ponte de ligação, dá-se o ponto de viragem essencial: executam o plano como guerrilheiros, mas dentro do camião que dentro de minutos irão explodir, as duas raparigas conversam sobre rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De realçar é a cena em que Robyn é obrigada a pegar numa arma e defender os seus amigos - a única que jurou a Deus nunca ter de pegar numa arma e cometer homicídio. A intensidade é conseguida: os gritos dos seus amigos sobrepõem-se ao disparar constante das metralhadoras; abate-se, no entanto, todo aquele silêncio, sinónimo de uma consciência encurralada pelo dever, mas atormentada pelas promessas de uma moral, no momento em que a criança prime o gatilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não considero o filme uma obra prima. Não considero um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;must-see&lt;/span&gt;. Mas considero uma lufada de ar fresco nos filmes para e sobre adolescentes. Já cansava tanta cena de adolescentes rebeldes a acamparem em matos de assassinos e casas assombradas. Este é um filme que pega nesse tema tão cliché e cansativo - a adolescência - e o explora num novo termo: a sobrevivência. A questão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que acontece a um grupo de adolescentes quando se vêm obrigados a pegar em armas e lutar pela sua vida&lt;/span&gt; é respondida; e a resposta é clara, bem traduzida (embora num final à rambo de escola secundária): unem-se, lutam, crescem à força, mas apesar de tudo, não deixam de ser meras crianças que enfrentam horrores de uma vida que não estavam à espera, e que só queriam acampar durante um fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3179374263429879559?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3179374263429879559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3179374263429879559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3179374263429879559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3179374263429879559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/03/vou-tentar-criticar-tomorrow-when-war.html' title='Pseudo-Crítica: Tomorrow, When The War Began'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-5922998749885463919</id><published>2011-03-26T19:49:00.002Z</published><updated>2011-03-26T19:55:58.507Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anormal sensorial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalhos'/><title type='text'>Novo Video Clip</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, o video clip que eu e a minha colega Helena Neves iniciámos em 2009 está terminado, após as devidas aprovações da Banda respectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Video Clip foi realizado para a música da banda &lt;a href="http://kwantta.net23.net/"&gt;Kwantta&lt;/a&gt;, "Anormal Sensorial", e conta a história perversa de um homem que se vê perspectivado num palco de teatro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/Cf-qWqbfUh0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Créditos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;REALIZAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Helena Neves&lt;br /&gt;Ana Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EDIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ruben Monteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CÂMARA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pedro Barbosa&lt;br /&gt;Leonardo Galliano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ASSISTENTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Inês Pinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ACTORES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Frederico Amaral&lt;br /&gt;Natacha Ávila&lt;br /&gt;Vasco Arranhado&lt;br /&gt;Marta Rodrigues&lt;br /&gt;Miriam Lopes&lt;br /&gt;Carla Couto&lt;br /&gt;"Arc"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GUIÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ana Rita Siva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MAQUILHAGEM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Andreia Fiães&lt;br /&gt;Nicole Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AGRADECIMENTOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Grupo Desportivo do BES - GBES&lt;br /&gt;ETIC&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-5922998749885463919?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/5922998749885463919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=5922998749885463919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5922998749885463919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5922998749885463919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/03/novo-video-clip.html' title='Novo Video Clip'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Cf-qWqbfUh0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3590206897969973954</id><published>2011-03-16T02:44:00.002Z</published><updated>2011-03-16T02:48:06.666Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acordo Ortográfico'/><title type='text'>Novamente a luta, novamente o Acordo Ortográfico. Uma nova forma de o impedir</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que não compreender o que é 'Cultura' e qual o seu valor  num país, eu vou passar a explicar recorrendo a uma metáfora:&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Existe um livro de João Aguiar intitulado&lt;em&gt; O Jardim das Delícias&lt;/em&gt;.  Este passa-se numa Europa futura em que deixam de existir países mas  sim Estados Federais. Esta história situa-sem portanto, na Federação  Europeia, cujo centro é Bruxelas. Nos, então, antigos países,  encontramos apenas regiões. A história centra um jornalista que reside  na capital da Região Portuguesa - a que chamaremos, então, a antiga  Lisboa. Porém, nesta Europa em que tudo parece espectacular e com um  nível de vida fantástico, esta Federação Europeia 'limpa' do mapa  pequenas regiões que não lhe parecem ter razão de existir. A Região  Portuguesa anexa-se, então, à Espanhola e passamos a uma Região Ibérica.  E os costumes e tradições são então proibidos: chegamos ao cúmulo de  tráfico de queijos da Serra.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Parece uma ideia ridícula,  mas pensemos sobre o assunto: a cultura é a seiva de um país, aquilo que  o caracteriza no seu mais puro ser, em toda a sua origem. Já disse isto  e repito: podemos ver os países perderem guerras e batalhas, entrar em  crise e perder dinheiro, mas nunca perder a sua cultura. E o epicentro  de cada cultura, o coração que pulsa o sangue de cada aflorar dessas  culturas características de cada país, é a língua.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Foi a  língua que fez nascer o Fado em Portugal. Porque o Fado nasceu no século  XIX sob o desejo de exprimir as tristezas de um povo. Não haveria  literatura sem língua, e portanto, não teríamos as grandes epopeias  clássicas, nem a poesia lírica ou trovadoresca, nem o soneto ou as  simples quadras.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora que já se riram da questão do  tráfico de queijos da Serra, vamos pensar assim: e se o Fado fosse  proibido? E se corrêssemos o risco de ir parar à prisão por cantar Fado?  Já Zeca Afonso, entre tantos outros, são exemplo disso quando eram  mandados para o Tarrafal por cantar os descontentamentos perante o  Estado Novo; portanto, não deixo de pensar que talvez voltaríamos à  estaca zero.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quero com isto estabelecer um paralelismo muito simples: a partir de 2012, passa a ser &lt;strong&gt;ilegal &lt;/strong&gt;escrever  com o antigo acordo ortográfico, aquele que nós, asnos da sociedade,  andámos a vida toda a aprender como portugueses que somos. Portanto, as  palavras com 'C' e 'P' mudos passam a ser esses Queijos da Serra d&lt;em&gt;'O Jardim das Delícias&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;'Vender'  a nossa língua ao Brasil é 'vender' a nossa cultura. E ao fim de tanta  merda, há que admirar o Governo por até esta proeza ter conseguido.  Falo, aqui, como, antes de mais, amante da nossa língua, como ávida  escritora e apaixonada leitora. Recuso-me a ler Saramago sob este  acordo. Ou Peixoto. Ou o que for. A minha língua não é brasileira e não  são esses pseudo-intelectuais que me vão obrigar a falar assim. Eu não  sou xenófoba - sou portuguesa. E tenho o direito de falar e escrever a  minha língua.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para quem ainda acha que isto do acordo  ortográfico é um 'puxar os cordelinhos aqui e ali p'rá cena funcionar  para toda a gente' e acha que há coisas que até fazem sentido, eis  algumas razões pelas quais é, na verdade, estúpido:&lt;/p&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;O  que distingue as duas línguas é todo um rol de influências etnológicas e  etimológicas das diversas línguas que convergiram em ambas: o português  de Portugal e o português do Brasil, e não é assim tão estranho que  existam dicionários de português PT para português BR, tendo em conta  que várias são as línguas que se distinguem de igual maneira: o espanhol  de Espanha em muito se difere do espanhol da Argentina, e somos desde  jovens ensinados na escola a falar inglês Britânico e não inglês  Americano.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;A queda dos C's não é lógica - é estúpida.  Os C's existem por uma razão na nossa língua, e não existem na língua  brasileira por outra razão. Isto porque o C torna-se mudo no Brasil  porque, em Brasileiro, acentua-se todas a sílabas, como no Espanhol. A  existência do C assinala a sílaba tónica, caso contrário, a sílaba  tónica mudaria. 'Directo' tem C porque a sílaba tónica é di&lt;strong&gt;RE&lt;/strong&gt;cto. Caso contrário, ler-se ia dirêto. Exemplo disso é &lt;strong&gt;corretor &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;corrector&lt;/strong&gt;. O mesmo acontece com os P: Baptista passar-se-á, então, a ler bâtista.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;A  queda do P em Egipto não altera só a raiz da palavra da qual derivam  todas as outras, mas também a fonética: o P, na verdade, lê-se. E até  não é assim tão difícil dizê-lo. O facto de este P cair em Egipto mas  não Egípcio ou Egiptólogo só prova que esta foi daquelas ideias sem nexo  que nunca saberemos muito bem de onde veio.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Por  exemplo, em 'pêlo' (de pêlo de cão, por exemplo) cai o acento  circunflexo. A verdade é que ele existe por outra razão. Se não o  tivesse leríamos 'pelo' como em 'se'. Ora este acentozinho existe  precisamente para demarcar diferença com a palavra 'pelo' (pelo caminho,  por exemplo) que ao contrário daquilo que todos dizem, não se lê PÊLO,  mas sim PELO. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Existem &lt;em&gt;softwares &lt;/em&gt; e foruns que  já adoptaram o novo acordo. Ou seja, já não votamos, mas ENQUETAMOS,  nem apagamos, DELETAMOS. A prova disto é que até já o Google Tradutor  tem apenas Português, e ao traduzirmos, aparecem-nos palavras sem C's e  P's, etc.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Os livros escolares de 2012 deverão incluir  todos o novo Acordo. O que significa que os nossos filhos crescerão num  país de língua vendida, aprenderão Camões sem perceber porque é que o  senhor escrever de maneira esquisita e vão ler Eça de Queiroz sem P nem  C.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Em Portugal, 65% das pessoas rejeitam o acordo e  cerca de 30% diz ser a favor. 28 em cada 30 universidades e editoras  consultadas relativamente a este acordo rejeitam-no, igualmente. O  próprio Brasil, na sua maioria, não apoia este acordo. Afinal, esta  merda foi criada para agradar a quem?&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;No país Basco  fala-se a língua basca, um sítio onde vivem alguns 200.000 habitantes, e  eu não vejo a Espanha a fazer acordos com eles.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Consideremos  este acordo também como uma negação das nossas raízes: a palavra  'actor' assim se escreve não só pela razão que já acima referi como  também por provir do latim, 'actor'. Em Francês, por exemplo, diz-se da  mesma forma, porque provém da mesma língua. As línguas derivadas do  latim contêm todas sílabas mudas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Essas constantes  quedas de palavras são ilógicas por causa da nossa fonética.A riqueza  fonética do português de Portugal é bem mais vasta do que a do Brasil. A  sua forma de escrever entra em concordância com a sua pronúncia. Se em  Portugal acha-se estúpido por haver palavras com letras mudas, é porque  não sabemos falar. E escusam de vir com merdas aqui, porque é verdade  que há muita gente que não sabe falar. Então, porquê adoptar um modelo  de escrita que está mais próximo de uma fonética que não é a nossa?&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Mas  é que nem pensem que eu vou escrever janeiro e não Janeiro. Um mês  escreve-se com letra maiúscula. Se no Brasil não é assim, não consigo  perceber porquê, mas é lá da língua deles. Só falta também adoptarmos o  modelo das datas norte americanas e indicarmos o mês, dia e ano.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Posto isto, realço que existe uma maneira de travar este acordo. E esta está disponível aqui:&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.portuguespt.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.portuguespt.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Existe  uma ILC (Iniciativa Legislativa de Cidadãos) que visa acabar com esta  palhaçada e que procura 35.000 assinaturas até ao final de Abril. O site  acima explica tim-tim por tim-tim como se dá o processo. Podem  preencher formulários e enviar por correio ou por e-mail. Necessitam  apenas saber o vosso número de eleitor (podem sabê-lo em &lt;a href="http://www.portaldoeleitor.pt/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.portaldoeleitor.pt/&lt;/a&gt; através do vosso número de B.I. e data de nascimento apenas).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O texto desta ILC encontra-se disponível aqui:&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ilcao.cedilha.net/?page_id=92" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://ilcao.cedilha.net/?page_id=92&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Site oficial desta luta:&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ilcao.cedilha.net/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://ilcao.cedilha.net/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Peço-vos:  mexam-se, lutem por esta causa. Eu sei que tuga que é tuga prefere  ficar de cu no sofá enquanto coça os tomates e queixar-se. Mas as  mentalidades estão a mudar. Ainda há menos de uma semana mobilizámos  mais de 300.000 pessoas para a rua por todo o país para lutar por uma  causa, e fizemo-lo pacificamente.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este país está a  fundar-se cada vez mais. Já não bastam as situações de corrupção, as  injustiças sociais, a ascensão de elites que resulta num incrível  crescimento de pobreza, um governo ladrão que gasta milhões em despesas  desnecessárias e afunda o seu povo numa crise que não lhes pertence. Já  não basta termos um primeiro ministro que conduz um carro de meio milhão  de euros, que gastou 65.000 euros em flores só em 2009, e que vem para a  televisão afirmar que beber pacotinhos de leite com chocolate é um luxo  e que ordenados de 800 euros é mais do que bom. Já não basta isto.Ainda  somos vendidos ao estrangeiro. Ainda vendemos a cultura. E fazemos dela  lei - somos multados e presos se não escrevermos como um país que não é  nosso? É isto uma ditadura disfarçada de acordos e legalidades da  merda?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portugal é a puta europeia.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Imploro-vos  que se mexam e façam alguma coisa relativamente a isto. Não custa muito  do vosso tempo e, no fim, agradecerão. Não se deixem vender mais.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Façam alguma coisa.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3590206897969973954?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3590206897969973954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3590206897969973954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3590206897969973954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3590206897969973954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/03/novamente-luta-novamente-o-acordo.html' title='Novamente a luta, novamente o Acordo Ortográfico. Uma nova forma de o impedir'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3702472792759053159</id><published>2011-03-13T22:37:00.005Z</published><updated>2011-03-13T23:38:54.340Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12 de Março'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geração à Rasca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestação'/><title type='text'>Um mar de gente invadiu as ruas de todo o Portugal. E assim começou a luta de uma geração</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Krbz6IMpgvM/TX1Io_UAGKI/AAAAAAAAAjI/iiEcIXLiykY/s1600/Untitled-1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 349px; height: 193px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Krbz6IMpgvM/TX1Io_UAGKI/AAAAAAAAAjI/iiEcIXLiykY/s320/Untitled-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583698982036576418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao todo, fomos cerca de 300 milhões só em Lisboa e no Porto. Em Espanha, dizia-se nos jornais que não se via tamanha mobilização pacífica em Portugal desde o 25 de Abril de '74. No estrangeiro, portugueses reuniram-se na praça pública ou em frente à embaixada empunhando cartazes. Até em Nova Iorque dois portugueses ergueram&lt;br /&gt; cartazes na rua. Fomos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zBQud56gOJw/TX1VM_wxAcI/AAAAAAAAAjQ/fufCOjXbCP4/s1600/Untitled-2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zBQud56gOJw/TX1VM_wxAcI/AAAAAAAAAjQ/fufCOjXbCP4/s320/Untitled-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583712794772046274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E é disto que é feito Portugal. De um povo cansado de sofrer na pele a crise que não lhe pertence após anos e anos de gatunagem, de roubos, de injustiças. O povo saiu à rua e marchou para gritar e ser ouvido, para se manifestar contra a situação que sofre. Marchámos em conjunto com artistas como os Homens da Luta, a Florbela Queiroz, a Raquel Freire, o Vitorino ou a Joana Amaral Dias, todos eles unindo as suas vozes às nossas para gritarem o mesmo: basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis representar o ser estudante numa situação em que não há certezas quanto ao futuro. Quis que o Governo sentisse a pele daqueles que se licenciam com uma licenciatura desvalorizada por um processo mal aplicado, daqueles que arriscar a seguir um sonho e a estudar durante três anos aquilo que sabem que não lhes dará emprego - é assim ser-se artista em Portugal. Quis, como todos os meus camaradas artistas, historiadores e apreciadores da arte, que o governo sentisse a incerteza em relação a um futuro que não nos parece promissor, a ideia de se aproximar a conclusão da licenciatura e o sufoco de não fazer ideia daquilo que vamos fazer com ela. E o desespero que nos leva a pensar que não queremos que os nossos pais paguem mais anos de estudo, mas que com esta situação, não deixa opção. Quis eu e todos os meus camaradas estudantes, muitos envergando o traje académico - entre eles, os meus venerados padrinhos de faculdade - outros na sua própria pele, erguendo cartazes, não ocultando o facto de que são, também eles, a geração enrascada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos milhares a gritar pelo nosso futuro. Muito mais do que uma revolta, isto foi uma mudança de mentalidades. O povo saiu à rua e gritou. E como disse o Jel na entrevista à SIC é na rua que as mudanças ocorrem, é na rua que se conseguem os direitos. A revolta sentiu-se no ar, mas sentiu-se também a animação, a música dos Homens da Luta e outros artistas convidados, os gritos em uníssono de manifesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive a oportunidade, devido à minha falta de orientação, de entregar a minha folha, como era sugerido que fizessem todos os participantes deste protesto, com as minhas causas à adesão e propostas de solução. Por isso, e como me pesou na consciência essa falta de contribuição, deixou aqui o meu ponto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Manifesto-me representando a área artística em Portugal - sobre outras áreas que não domino, não falarei. Como artista, como futura historiadora da arte, manifesto-me por nós, pelo nosso futuro, pelas nossas dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe em Portugal uma apetência especial por tudo o que é estrangeiro. Como se o exterior às nossas fronteiras justificasse qualquer qualidade inerente a este facto. Facto, esse, é que o Tuga não gosta do produto nacional - se é de lá de fora, é mais fino. Verifica-se isso no constante consumo que parece inconsciente desta crise, deste pseudo-capitalismo americano que nos domina a cabeça, que os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;media&lt;/span&gt; nos enfia na alma nos intervalos dos programas televisivos. O português quer ser estrangeiro. Mas já como o anúncio do Azeite Galo mostrava há algum tempo atrás, esta geração é mais do que uma geração enrascada e preocupada e pronto a fazer alguma coisa pelo seu futuro e o futuro da geração próxima: esta geração é, acima de tudo, portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de dois anos atrás (não me recordo com exactidão) Portugal contratou fotógrafos e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;designers &lt;/span&gt;estrangeiros para criarem uma nova publicidade para vender o Turismo de Portugal. Como quem vem à peixaria para fazer um guisado para o jantar. E não só isso como pagou milhões a estes artistas. A questão nunca é colocada à qualidade dos outros lá fora - mas o que é que falta aos portugueses para atingirem esse nível. Estudei numa escola profissional que tinha cursos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Design &lt;/span&gt;e fotografia. Já tenho conhecido fotógrafos e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;webdesigners freelancers&lt;/span&gt; que ganham a vida ao acaso dos trabalhos. Trabalhos a sério são uma miragem. Sei que, entre eles, muitos dariam um pedaço de si para contribuírem com um trabalho tão íntimo como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;design&lt;/span&gt; de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;outdoor&lt;/span&gt; publicitário ao nosso turismo. Mas até para vender a nossa própria imagem Portugal sentiu a necessidade de chamar aqueles que são estrangeiros - porque soa melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias atrás, dois arquitectos portugueses foram distinguidos com prémios de grande mérito do mundo da arquitectura no estrangeiro pelo edifício da Vodafone no Porto. No entanto, na mesma cidade, encontramos um edifício único (em vários aspectos, nenhum deles em beleza) arquitectado por um «estrangeiro de renome» a quem a câmara (e uns bolsos extra) pagarão milhões para fazer aquele trabalho: a Casa da Música. Com o seu aspecto de pedra da calçada gigante lapidada, as salas claustrofóbicas em cores mortas ou berrantes e o chão riscado pelos instrumentos dos músicos que têm de os carregar - porque o dito artista de renome que arquitectou a obra de arte se recusa a cobrir o chão com uma matéria que impeça a degradação deste - ninguém diria que quem arquitectou uma peça de arte destas tenha sido alguém com mais de dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país divide por elites uma área que não deve ter elites. Quando falamos em cinema português, ocorre-nos apenas Manoel de Oliveira. E a seguir talvez António-Pedro Vascocenlos. E se tivermos sorte, Leonel Vieira. Então e João César Monteiro? E Raquel Freire? E Marco Martins? Os financiamentos do ICAM limitam-se àquela lista anual de um punhado de nomes que são sempre os mesmos ano após ano. Os meninos formados pela Escola Superior de Teatro e Cinema saem empunhando o seu canudo orgulhosos, mas esquecem-se de referir que o que lhes deu entrada não foi a média de 13 valores do secundário, mas a nota fechada no envelope que passou debaixo da mesa. Não somos país de indústria cinematográfica, mas somos país de arte. Onde estão aqueles que querem tantas oportunidades como os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos todos os dias na televisão as mesmas caras. No cinema,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; idem&lt;/span&gt;. Se sai filme português sem o Nicolau Breyner, a Alexandra Lencastre e as mamas da Soraia Chaves, estamos perante um fiasco de bilheteira. Porque o povo não sabe quem é. Então e as dezenas de alunos que o Chapitô forma todos os anos? E os da ACT? E os da ESTC? E os das outras instituições de ensino espalhadas por esse Portugal fora? Se não renovam os talentos, o que acontece àqueles que procuram novas oportunidades? Pergunta-te, Portugal - onde estão esses teus talentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protestei por isto, por muitas coisas, muitas mais coisas, em nome de mim, em nome dos meus camaradas, em nome de todos os jovens e graúdos que sofrem com as calúnias que nos são impostas. Já é tempo do povo parar de sofrer, parar de sentir os bolsos rotos, de se escravizar por uma mera oportunidade. Acabem-se com as regalias, com as elites. Ouve a ti próprio antes de ouvires os outros, Portugal. Olha para dentro e depois para fora. Oiçamo-nos todos uns ao outros e encontremos depois as razões para esse tão aguardado despedimento da classe política. Para acabar com a corrupção é necessário, antes de mais, uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso 12 de Março foi apenas o começo. Foi uma brisa de mudança. Mais virão, mais vozes gritarão, mais povo se unirá. Agora que derrubámos o muro da vergonha que nos separava da realidade que nos custava a aceitar, não pararemos. Algo mudou, toda uma mentalidade de uma geração. E isso trará muitas e mais mudanças a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3702472792759053159?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3702472792759053159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3702472792759053159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3702472792759053159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3702472792759053159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/03/um-mar-de-gente-invadiu-as-ruas-de-todo.html' title='Um mar de gente invadiu as ruas de todo o Portugal. E assim começou a luta de uma geração'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Krbz6IMpgvM/TX1Io_UAGKI/AAAAAAAAAjI/iiEcIXLiykY/s72-c/Untitled-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-3300257526698081225</id><published>2011-03-09T00:19:00.002Z</published><updated>2011-03-09T00:33:20.378Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>E eis que isto nasce a propósito do título do último post</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na escola, ensinaram-nos que é a parvoíce que nos leva à salvação. Gil Vicente disse isso até aos padres que foram levados p'ró inferno pela barca do Diabo. O Parvo Joane é a única personagem que chega ao Limbo desprovido de objectos e que se acusa como sendo ninguém. A sua ingenuidade quase de criancice, a sua modéstia e ignorância dos termos do mundo que o rodeiam levam-no ao Paraíso, à Salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que crescemos, de facto, apercebemo-nos que mais valia não sabermos de muita coisa, e fôssemos todos uns ignorantes, o mundo parecia-nos um local bem mais bonito. Lá diz o povo que quanto mais aprendo, menos acho que sei, e esse paradoxo circular que rodeia a ignorância e a sabedoria persegue-nos até ao fim da vida. Parece-nos sempre o tempo curto demais para aprendermos aquilo que queremos aprender a tempo e horas, mas aquelas merdices que nos dão cabo das cruzes, ou não tivéssemos todos costas largas, são as que os media, os professores e os outros nos forçam a enfiar nas entranhas da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a pergunta que colo é: e quem sabe, e sabe muito e mais que os outros, mas tem que se julgar ignorante? Então e aqueles que disfarçam a ignorância que são obrigados a manter perante os outros? Então e toda essa sabedoria que dita qualquer regra que não pode ser partilhada? E aqueles que são apenas ignorantes à força, aqueles que são forçados, por obra e graça talvez da sociedade, talvez de outrem, a incutir todo esse aspecto de parvos sobre si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas julgam muito rapidamente o conteúdo pelo pacote, nos dias de hoje. Não me refiro a estereótipos ou merdices de adolescência que nos fica para a vida. Falo mesmo dos cochichares que cruzas os olhares dos outros, dos gestos de quem acha que esconde. Há pessoas por aí que sabem ler as entrelinhas da vida melhor que muita gente. Há pessoas por aí que disfarçam essa sabedoria que os outros não se apercebem que absorvem. Há pessoas que sabem ler os olhares e os toques de mãos, os gestos ocultos e as linhas do rosto. Há pessoas por aí que percebem tudo isso e não o revelam. E no fim, uma autoridade moral qualquer os obriga a manterem-se de boca fechada, a disfarçar um suspiro ou um sorriso ou um grito nos momentos apropriados ou constrangedores, a fingirem a sua ignorância, a armarem-se em parvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem duas vezes antes de dramatizarem secretismos e cochicharem uns à frente dos outros. Pensem duas vezes antes de armarem esquemas só porque a vossa vida vos parece aborrecida. Inscrevam-se no ginásio, ou assim. Vão ter aulas de Sala. Mas escusam-se dessas merdas de montar enredos e cochichar porcarias. Há quem se aperceba de tudo sem piscar o olho ou abrir a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a galinha da vizinha sabe mais do que a minha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-3300257526698081225?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/3300257526698081225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=3300257526698081225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3300257526698081225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/3300257526698081225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/03/e-eis-que-isto-nasce-proposito-do.html' title='E eis que isto nasce a propósito do título do último post'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-4987018885836065460</id><published>2011-03-01T01:47:00.003Z</published><updated>2011-03-01T01:53:57.097Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geração à Rasca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Já dizia Gil Vicente que o Parvo era o mais feliz por ser Parvo.</title><content type='html'>No passado dia 17 de Fevereiro, salvo erro, Isabel Stillwell, directora do jornal grátis Destak, publicou o seguinte artigo de opinião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a  pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar».  Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque  gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não  aprender nada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Já que aprender, e aprender a um nível de ensino superior para  mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a  ser capaz de dar a volta à vida.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não  tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela  simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais  do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à  idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a  guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a  todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem  julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado  nenhum.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo  foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos  económico com que as empresas se debatem e de leis de trabalho que se  viraram contra os trabalhadores.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Empolgados com o novo ‘hino’, agora propõem manifestar-se na rua,  com o propósito de ‘dizer basta’. Parecem não perceber que só há uma  maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução.  Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para  encontrar a saída. Bem precisamos dela."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;O artigo indignou muita gente. Eu inclusive. A ignorância e completa falta de noção de um problema social grave deixou-me a pensar que a senhora certamente vive debaixo de algum calhau e de estabilidades fortes o suficiente para a levarem a acreditar que isto de não conseguir arranjar emprego, já dizia a Floribela, é uma questão de querer muito. De modos que de todas as respostas atiradas à cara de dita senhora, houve uma que se realçou, de um «parvo» indignado, que a meu ver, vale a pena realçar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Cara Isabel Stilwell,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antes de mais espero que este a-mail a encontre bem, se é que algum dia chegará aos seus olhos. Espero que sim!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Custa-me acreditar que alguém com o seu  nível possa sequer pensar em fazer um artigo com este título e teor (o  artigo encontra-se transcrito no post). É ridícula a forma como pensa e a  falta de informação que pelos vistos tem, porque a demonstra, nos  assuntos por si abordados no mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeiro de tudo, vou-me identificar e  situá-la um pouco, para que possa ter uma noção do porquê desta minha  reacção ao seu artigo. O meu nome é Gonçalo Morgado Marques, tenho 25  anos e sou formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade  Lusíada (sim, uma universidade privada! Que parvo que sou por gastar  tanto dinheiro em estudos!). Trabalho desde os meus 15 anos, logo já  conto com 10 anos de trabalho e respectivos descontos. Habituado a fazer  a vida sem depender de ninguém, cedo me apercebi que era realmente  importante ingressar numa formação superior, tentando assim, com o  tempo, melhorar a minha condição de vida. Com grande sacrifício pessoal e  também dos meus pais, consegui fazer o curso de direito e terminá-lo  nos 5 anos (duração do curso). Digo sacrifício porque ao longo de todo o  meu curso não fui só um estudante, fui também um trabalhador por conta  de outrem! Se não tem noção, digo-lhe já que não é tarefa nada fácil e  pouco ou nada compensadora para quem aufere 750€/mês (o que já é muito  bom!). Tal não é o meu espanto que quando acabo o curso e sou obrigado a  fazer um estágio profissional de 2 anos (inerente à profissão de  advogado em que pretendia ingressar) e me dizem que não existe nenhuma  obrigatoriedade de pagamento de tal estágio, ou seja, seria um escravo  (é essa a definição que tenho).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tentei vários escritórios de advogados e  havia sim os que realmente pagavam aos seus estagiários (cerca de 5%),  mas as funções eram sempre as mesmas e pouco ou mesmo nada se aprendia  (o estágio serve para isso mesmo, aprender!). Optei por um escritório de  advogados mais pequeno em que pudesse realmente aprender qualquer  coisa, mas tal como 95% dos escritórios em que fiz entrevistas, este não  pagava aos estagiários. TORNEI-ME UM ESCRAVO! Ou melhor, PIOR QUE UM  ESCRAVO pois pagava para trabalhar (despesas de transporte, alimentação,  telemóvel, entre outras). E no meio disto tudo, como pagava essas  despesas!? Com outro trabalho, que me pagava e em que tinha funções que  V. Excia certamente considera “inferiores”. Ou seja, para me sustentar e  sustentar o meu estágio fui forçado a ter dois Trabalhos (muita gente  diria empregos, mas eu digo TRABALHO!). Certo e sabido que a energia e o  ânimo para manter esta situação foi-se desvanecendo, tornando-se a  mesma, com o tempo, impraticável!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tomei uma decisão, abdiquei dos meus  sonhos e EMIGREI! Hoje, estou a viver em Maputo, Moçambique, trabalho  num escritório de Advogados conceituado, em que sou Consultor Senior  (imagine-se em Portugal ser senior com 25 anos, IMPENSÁVEL!). Tenho a  minha vida de novo nos carris e não tenciono sair daqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas eu não estou a responder a este seu  artigo para falar de mim, agora que já a situei, posso passar à minha  crítica às barbaridades (peço desculpa, mas não encontro outro nome para  definir) que escreveu neste artigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sempre me disseram que para criticarmos  alguém devemos primeiro colocar-nos nos sapatos dessa pessoa.  Experimentou colocar-se nos sapatos de um comum jovem português? Digo  comum, referindo-me aqueles, que tal como eu, não têm pais influentes  que conseguem “cunhas” e “tachos” para os filhos! Não encare isto como  uma crítica a esses jovens, porque não é.. nessa posição faria talvez o  mesmo… Agora coloque-se nos sapatos de um jovem comum, recém licenciado,  que procura desesperadamente o primeiro emprego e tudo o que lhe  oferecem são estágios de curta duração que nem remunerados são. Não  pensaria na mesma linha que a Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda)? Eu  acho que sim! E mesmo aceitando essa proposta, na esperança de: “eu vou  provar as minhas capacidades e irei ficar nesta empresa”, essa esperança  irá, na GRANDE maioria dos casos, sair frustada. Pois qualquer empresa  prefere contratar mais um “parvo” (como refere) que irá preencher aquele  lugar e a quem não terá de dar boas condições, nem mesmo pagar o que  quer que seja. Já se colocou nestes sapatos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como directora de um meio de comunicação  era inteligente da sua parte informar-se sobre os assuntos sobre os  quais escreve. Sabia que em termos proporcionais, são mais os  desempregados com Formação superior do que aqueles que não a têm!? Ainda  acha “parvo”  o refrão da música dos Deolinda? Explique-me por favor o  que se aprende num curso superior que nos possa fazer dar a volta a esta  situação! Como, com o que aprendemos, podemos dar a volta à  precariedade laboral, à ganância de gestores e empresas, à ganância  política, ao aproveitamento de quem precisa e ao “desumanismo”. Ainda  digo mais, vá para uma faculdade de hoje e, SEJA ELA QUAL FOR, veja se  ainda mantém esta definição de ensino superior, face à realidade que  hoje se vive.. Parva é esta sua frase: “aprender a um nível de ensino  superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os  desafios e a ser capaz de dar a volta à vida”. Acho que não está  totalmente ciente da realidade social dos dias de hoje nem àquilo que se  passa à sua volta… Talvez tenha ficado perdida num dos seus romances  históricos sobre raínhas e princesas…. OLHE À SUA VOLTA!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No seu “parvo” artigo, refere que 80%  dos licenciados ganham duas vezes mais do que a média (comparando com  aqueles que não têm licenciatura ou formação superior). Não duvido! Mas  isso aplica-se aos licenciados que realmente têm um trabalho!!! Quando  se faz um comentário destes deve-se ver “a coisa” por várias  perspectivas e não só por aquela que mais nos convém! É “parvo” pensar e  actuar assim! É ÓBVIO que a crise afecta-nos a todos e nós não somos as  vítimas exclusivas! Mas tal como todos, temos o direito a demonstrar a  nossa insatisfação! Não somos vítimas! Não somos os “Coitadinhos”… &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas  como sabe, e certamente melhor que eu, é difícil um jovem ser ouvido,  respeitado e entendido, porque pessoas como V. Excia têm ideias  pré-concebidas e pouca ou nenhuma atenção dão. PARA SE APRESENTAREM  SOLUÇÕES É PRECISO QUE QUEM AS TENHA SEJA OUVIDO! Não quer soluções? Não  acha que deviam partir de nós (jovens)!? então oiçam-nos!! Estão à  espera que apliquemos o que aprendemos!? Como? Para isso é preciso dar  oportunidade aos jovens!! Onde está essa oportunidade? No trabalho  precário? No trabalho escravo!? No trabalho a recibos verdes!? Essas  coisas não foram criadas para nos escravizar, mas somos nós enquanto  jovens que estamos a pagar por anos e anos de má gestão das gerações  anteriores. Detesto generalizações e normalmente não as faço, mas como  as fez, vou seguir a sua linha de raciocínio! Se estamos nesta situação a  culpa é de quem!? Nossa!? Não me vai dizer que é da economia mundial!?  Também é, é um facto, mas então e os anos de má gestão por parte dos  políticos que pessoas da sua idade ajudaram a eleger? Então e se não  estão contentes com a situação porque não se fazem ouvir? O nosso  problema enquanto jovens é a vossa herança, são os problemas que vocês e  mais ninguém ajudaram a criar! Ponha-se no “nosso” lugar de “parvos” e  verá a sua atitude a mudar um pouco!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta resposta não tenta proteger aqueles  jovens que pouca ambição e vontade têm, que os há! Mas sim defender  aqueles, que como eu se sentiram ofendidos com aquilo que escreve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso, e em modo de conclusão, a  única “parva” aqui, já ficou definida e dá pelo nome de Isabel Stilwell.  Espanta-me que ainda esteja como directora do Destak e não como  Directora de um Jornal Expresso, ou diria mesmo de algum conhecido  jornal internacional! Ahhh, caso não tenha percebido, estou a ser  irónico! Ponha um “parvo” (leia-se jovem) no seu lugar e verá que ele  fará certamente um melhor trabalho ou, no mínimo, irá abster-se de  escrever artigos de opinião “parvos”!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lanço aqui um desafio. Vá para a rua nesse dia e fale com os “parvos”… verá que não são todos tão parvos como a Sra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os Melhores Cumprimentos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gonçalo Morgado Marques"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;E, com isto, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obrigada Gonaçlo Morgado Marques&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-4987018885836065460?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/4987018885836065460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=4987018885836065460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/4987018885836065460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/4987018885836065460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/03/ja-dizia-gil-vicente-que-o-parvo-era-o.html' title='Já dizia Gil Vicente que o Parvo era o mais feliz por ser Parvo.'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-1744344440669982245</id><published>2011-02-20T16:36:00.005Z</published><updated>2011-02-20T19:17:58.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Protesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geração à Rasca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manifestação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Da Geração à Rasca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://geracaoenrascada.files.wordpress.com/2011/02/geraccca7acc83o-acc80-rasca5-1.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 500px;" src="http://geracaoenrascada.files.wordpress.com/2011/02/geraccca7acc83o-acc80-rasca5-1.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manifesto do Protesto APARTIDÁRIO, LAICO e PACÍFICO:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;"Nós, desempregados, “quinhentoseuristas”  e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados,  contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores  intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes,  estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Nós, que até agora compactuámos com esta  condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de  desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque  não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos  arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para  merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas  da nossa vida.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Protestamos para que todos os  responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos,  empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida  desta realidade, que se tornou insustentável.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Caso contrário:&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;a) Defrauda-se o presente, por não  termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a  melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as  aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;b) Insulta-se o passado, porque as  gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa  segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade.  Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;c) Hipoteca-se o futuro, que se  vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas  para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e  competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Somos a geração com o maior nível de  formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo  cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas.  Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro  melhor a nós mesmos e a Portugal.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Não protestamos contra as outras  gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os  problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte  dela."&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://geracaoenrascada.wordpress.com/"&gt;http://geracaoenrascada.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/_rgOFS7UZ2I" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada vez mais os jovens desistem dos estudos. Desistem de continuar a sua educação e de aprofundarem os seus conhecimentos. De gastarem propinas de mil euros anuais em universidades públicas ou milhares avultados em universidades privadas. Já não vale a pena. Porque não há emprego, não há oportunidades, e isto é o salve-se quem puder. Porque um jovem de canudo na mão é demasiado qualificado para servir às mesas, mas não tem qualificações suficientes para trabalhar numa empresa de sua área, ou seguir os seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos a geração filha daqueles que nos dizem que não tiveram tantas oportunidades para estudar, como nós hoje temos. Aqueles que tiveram, foi uma sorte. Trabalharam dia e noite para colectar cada cêntimo que viria a pagar as propinas. E hoje, proporcionam-nos essa oportunidade. Os meninos dos papás que esfalcaram o couro para pagar os estudos, e que aos vinte e oito anos ainda vive nas casas dos papás. A televisão di-lo, a imprensa e comunicação social grita-o (como se verificou na reportagem transmitida pela SIC), porque é que o povo não há de acreditar? E a pergunta impõe-se: para quê estudar? Tenho amigas que não estudaram e que decidiram trabalhar para uma caixa do Mini Preço, depois para uma caixa do Pingo Doce, depois para uma loja de acessórios e talvez mais uma papelaria. Vivem na sua casa, pagam as suas contas, alimentam as suas bocas. Enquanto eu estudo. Enquanto tantos outros que também conheço terminam os seus cursos, sem qualquer perspectiva de oportunidade à vista. Então, para que é que estudamos? Os cursos são cada vez mais selectivos, as médias aumentam que é um disparate. A selectividade é toda ela errada. Os talentos não têm média para seguir os seus sonhos, e aqueles que estão indecisos na vida roubam-nos as vagas. As oportunidades começam a desaparecer logo assim que decidimos iniciar o percurso académico - a universidades são, cada vez mais, para as elites (nomeadamente as artísticas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para quê estudar? Para quê estarmos três anos a tirar uma licenciatura que, graças ao processo de Bolonha, veio a perder o seu valor? Para quê prosseguir com mestrados e pós-graduações se as empresas preferem explorar aqueles que procuram apenas uma oportunidade? Porquê dar-me ao trabalho se tudo o que se me avizinha são estágios não remunerados, empregos mal pagos e uma vida inteira de recibos verdes, tudo para que os quadros superiores continuem a proporcionar àqueles que conduzem os BMW e Mercedes das nossas vidas uma vida de luxos e regalias? Então, para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque esta geração não desiste e persiste na procura dos seus sonhos, de uma carreira estável, de um emprego decentemente remunerado e todo um propósito para os milhares gastos em propinas de anos e anos de estudo que, cada vez mais, nos parecem desvalorizados, desnecessários, inúteis; porque esta geração ainda assim procura uma melhoria, para si e para a próxima, vamos todos sair à rua no dia 12 de Março, por todo o país, para nos fazermos ouvir. Para o desejo de uma geração safa, em que a promessa do seu futuro não se limite a recibos verdes, estágios não remunerados e empregos mal pagos. Velorizem-se os estudos, valorizem-se as competências, os balúrdios gastos por ricos e pobres em educação. Valorize-se a vida académica que muitos se esfalcam para poder obter sob a promessa de um futuro melhor do que alguns dos nossos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página Facebook do evento (com todas as indicações necessárias): &lt;a href="http://www.facebook.com/#%21/event.php?eid=180447445325625"&gt;http://www.facebook.com/#!/event.php?eid=180447445325625&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lisboa: dia 12 de Março, às 15:00h, Avenida da Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="font-style: italic;" class="artigoTit"&gt;             &lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Que parvos que os precários são!           &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;               &lt;h2 style="font-style: italic;" class="artigoIntro"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;             "&lt;b&gt;Que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar&lt;/b&gt;". A frase resume a "&lt;b&gt;geração sem remuneração&lt;/b&gt;", que só por acaso até é o futuro do país. &lt;b&gt;Afinal, quem são os parvos? &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Paula Cosme Pinto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Tenho uma amiga que trabalha há doze anos a recibos verdes na mesma  empresa, sem perspetiva de ser inserida no quadro. Tenho outra amiga  que, embora tenha um doutoramento, trabalha num call center onde  ganha mais do que na profissão para qual estudou tantos anos. Tenho  outra amiga que adiou durante três anos a vontade de ter um bebé porque é  precária desde sempre. O tempo do seu relógio biológico estava a  esgotar-se e partiu para a maternidade sem saber se será despedida  quando descobrirem que a barriga está a crescer. Tenho uma amiga que fez  uma gigante dívida na Segurança Social porque, durante vários anos,  ganhou €500 a recibos verdes, sem obviamente ter hipótese de pagar os  29,06% do ordenado que lhe eram exigidos por lei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="newsP"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta lista de amigas podia continuar por inúmeros  parágrafos. Um reflexo preocupante da dita "geração sem remuneração",  que não pode fazer planos de futuro tão simples como dar o passo para  sair da dita "casinha dos pais". Talvez porque durante vários anos  também eu fiz parte dessa geração, fui uma das centenas de pessoas que  deu por si a levantar-se, emocionada, para dar a maior salva de palmas  de todos os tempos aos &lt;a href="http://www.deolinda.com.pt/" target="_blank" class="" rel="nofollow"&gt;Deolinda&lt;/a&gt;    pela sua nova música, "Parva que eu sou", apresentada ao vivo nos Coliseus do Porto e Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: justify; font-style: italic;" class="news_subtit2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Estagiar já é uma sorte"&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="newsP"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre o público vi jovens que abanavam com a cabeça  em sinal de total compreensão. Muitos tinham as lágrimas nos olhos  quando a música chegou ao fim. E acreditem: não estou a enfatizar. Vi  pais que agarravam nas mãos dos filhos, com a preocupação estampada no  rosto. Afinal, como será o futuro desta geração precária, para quem  "estagiar já é uma sorte"? Vi senhores de ar altivo, com botões de punho  e esposas de casaco de peles, a pararem de rir e baixarem os olhos.  Talvez envergonhados, gostava eu de acreditar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="newsP"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não duvido de que esta música se vá transformar num  hino para a geração dos recibos verdes. De todos os que vivem na corda  bamba, sem conseguirem sequer pedir um empréstimo ao banco caso não  tenham a sorte de ter os pais como eternos fiadores de uma vida a prazo.  Muitos deles a trabalharem há já demasiados anos de forma ilegal,  explorados por empresas que teimam em descartar-se das suas  responsabilidades. Já para não falar da fiscalização tantas vezes  inexistente por parte das autoridades competentes. Nem muito menos da  falta de proteção a quem decide quebrar o silêncio e denunciar uma  situação irregular. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="newsP"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oiço a música mais uma vez, abano a cabeça ao  sentir a pele ficar, novamente, tipo galinha, e fica-me a pergunta a  ecoar na cabeça: afinal, quem são os parvos no meio disto?"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="newsP"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="newsP"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É mais fácil lutar contra a ditadura do que contra a ditamole!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="newsP"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Yana António.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt; &lt;div&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É inacreditável o ódio que escorre pelas caixas de comentários das  notícias relativas à manifestação marcada para dia 12 de Março, ódio  pelas pessoas que querem continuar a lutar por este país. E é  inacreditável o “tom” do especial informação da SIC – que é  recorrentemente mencionado nestes comentários – “Geração à rasca” – que  tenta passar a ideia de que os precários são todos uns meninos que  querem é carros e telemóveis de última geração: “vícios de quem quer ser  moderno e nem pensa na velhice” – como se o sistema de transportes  públicos que temos permitisse a todos chegar ao emprego, e como se  abdicando do telemóvel se resolvesse o problema do desemprego –  deveríamos todos virar mórmones para fazer face à crise? Se passarmos a  dormir numa tenda à porta do emprego e usamos pombos correio para  comunicar, tudo ficará bem. Os recém-licenciados desempregados  entrevistados vivem todos em casa de familiares. Gostava que tivessem  procurado os licenciados que saíram de casa dos pais e que estão a  trabalhar precariamente e a partilhar apartamentos com mais 5 ou 6  pessoas. Nem todos podem ficar em casa dos pais, mas ninguém se lembra  desses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O jornalista pergunta ao pai de um licenciado em cinema há 7 meses,  que vive em casa dos pais: “Então? Não está farto deste filme? Pagaram  os estudos ao menino e agora têm o menino a viver cá em casa” – coitado  do “menino”, neste país não lhe valeu estar licenciado há apenas 7 meses  e já ter um prémio de realização português e um sérvio… devia era ir  lavar sarjetas, para saber o que é a vida, em vez de contar com a ajuda  dos pais mais 2 ou 3 anos, até um dia o ICAM se lembrar que há mais  talento em Portugal para além da lista de 15 ou 20 nomes que vão todos  os anos buscar para atribuir financiamentos…&lt;/span&gt; Segue-se uma comparação das  vantagens de se ser mais velho e as desvantagens de se ser mais novo:  reformas, saúde, acesso ao crédito. Esta história de tentar virar os  pais contra os filhos e os filhos contra os pais mete mesmo nojo. Os  vampiros não são os filhos, nem são os pais. São as empresas sem  princípios, os abusos e a ganância generalizada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parece emergir a ideia de que estes jovens – que estão muito  desiludidos porque as licenciaturas não lhes valeram um posto de  trabalho – teriam feito uma aposta melhor se não tivessem procurado o  ensino superior. Felizmente aparece o Reitor da Universidade de Coimbra,  João Gabriel Silva, que lembra que “o desemprego é mais significativo  entre os não licenciados”. – Pois é. Se os licenciados estão mal, os não  licenciados estão bem na m… parece ser necessário lembrar também que a  formação superior não serve só para ter um emprego, serve para a  formação pessoal e para elevar o nível intelectual de um país. Como  ficamos face ao resto do mundo? E falando em resto do mundo, sugere-se  aos jovens recém-licenciados que vão para fora. Como se ir para fora não  implique liquidez financeira, e esteja ao alcance de qualquer um.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por fim aparece a crítica aos jovens “que não querem “sacrificar o  sonho pelo possível” – querem mesmo convencer-nos que “isto” é o  possível. E o “isto” não se esgota nos licenciados que não conseguem um  emprego digno – nas áreas para as quais estudaram, ou noutras – “isto”  chegou ao ponto a que chegou porque a maior parte do tecido empresarial  português acha que a competitividade se consegue pagando o mínimo  possível, escravizando pessoas com ordenados próximos ou por vezes  abaixo dos ordenados mínimos. O que está mal é ser normal as empresas  recorrerem a falsos recibos verdes e a estágios não remunerados para  manter lucros obscenos e os ordenados e privilégios dos quadros  superiores muito acima da média europeia. O que está mal é a corrupção e  a exploração selvagem. Se não há trabalho na área para a qual os jovens  estudaram, há-de haver noutra área qualquer, mas convém que paguem o  trabalho, ou não? A competitividade consegue-se com um produto de  qualidade, e isso não se consegue com empregados deprimidos que lutam  para comprar comida no supermercado, nem com comboios de “estagiários”  que se substituem uns aos outros sucessivamente, nunca ficando tempo  suficiente para fazer o melhor pela empresa para a qual querem  trabalhar. A verdade é que não os deixam trabalhar e os tratam abaixo de  cão, porque há sempre outro estagiário que pode ficar com o lugar. O  trabalho não será tão bom, mas serve para “tapar o buraco”. Não os  deixam crescer como profissionais, e depois queixam-se da “falta de  competitividade”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sou licenciada, estou nos quadros de uma empresa, e faço o que sempre  quis fazer. Sou uma excepção. Mas não tenho a ilusão pretensiosa de que  foi única e exclusivamente por lutar muito que consegui. Lutei muito, e  sou boa no que faço, mas acima de tudo tive sorte. Antes disso fui  muitos anos precária, e conheço profundamente a realidade. Aceitei  trabalhos fora da área que me iam comprometendo para sempre o meu  projecto de vida. Por isso, porque quero um futuro melhor para os meus  filhos, e porque este é o meu País: vou à Manif. E tu?"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;Todas as vozes se farão ouvidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-1744344440669982245?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/1744344440669982245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=1744344440669982245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1744344440669982245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1744344440669982245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/02/nos-desempregados-quinhentoseuristas-e.html' title='Da Geração à Rasca'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/_rgOFS7UZ2I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-5894108877769476727</id><published>2011-02-04T08:54:00.002Z</published><updated>2011-02-04T08:57:04.976Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animação'/><title type='text'>A Animação de Kristen Lepore</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5mVEapKnS1c"&gt;"Bottle"&lt;/a&gt;, de Kristen Lepore (5'25'').&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-5894108877769476727?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/5894108877769476727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=5894108877769476727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5894108877769476727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5894108877769476727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/02/animacao-de-kristen-lepore.html' title='A Animação de Kristen Lepore'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-75662428150438632</id><published>2011-02-02T04:04:00.001Z</published><updated>2011-02-02T04:04:47.704Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>Crónica Boémia</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Despertaram. Em uníssono silêncio. Abaixo de si, as rotinas; em volta, as azáfamas diárias. O quotidiano urbano e rural. Um pássaro canta lá fora no jardim, ela desperta sob um olhar cansado de olhos ainda colados da sonolência, dos pesos e contrapesos dos desvaires da noite anterior. Uma mulher grita para a outra, ele desperta sob um movimentar brando do corpo cansado dos desvaires da noite já ida. Estão rodeados de branco e de amarelos mortos do sol das três da tarde. O peso da vida reflecte-se no peso das cabeças ocas de encosto ao colchão. Ali, não existe nada. A vida corre diária num sábado tardio, ouvem-se carros, ouvem-se gritos, ouve-se o vento e a chuva, ouvem-se as turbulências da vida diária frenética, desenfreada, perdida nas artérias pulsantes do coração de Lisboa; mas ali, onde eles estão, não existe nada. Não existem almas nem sopro de vida algum que se faça valer. Não existe cor nem ânimo nem qualquer suspeita de humanismos que possam povoar o chão, as paredes, o colchão onde se deitam ou até mesmo a manta com que se tapam. Não existe vida nas garrafas de álcool vazias à sua volta ou nos cigarros que agora acendem e repousam nas suas bocas. Não existe matéria nos corpos gelados da tarde fria de inverno em que acordam tardiamente. Não existe nada; não existe sequer a evidência da própria ausência. Ali fica o limbo de duas almas perdidas nos reboliços daquela juventude de que não conseguem largar. Ali fica a linha invisível e divisível entre a loucura e a sanidade, entre os desesperos humanos e senso comum. Ali, todas as coisas morrem na entrada e renascem à saída. Ali, não se sorri nem se chora. Não existem emoções. Existem apenas duas faces apáticas olhando o tecto de tinta oca e estalada a abater-se sobre si de tão alto se encontra, de tão distante lhes parece. Ali existem apenas os olhos vazios e secos que observam o tecto clareado de um sol morto tardio salpicado pelas nuvens carregadas de chuva que mancham os céus. Ali existem apenas os lábios que seguram os cigarros de onde pende a cinza morta que desce pelos tecidos que mancha, que flutua no ar vago que os circunda. O que ali existe não é justificável a toda a lógica exterior, porque ali existe um nada que se demonstra como tudo para o nada que o habita. É uma constante ausência das presenças que o habitam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando um dos corpos se move finalmente, é para olhar o outro que está do seu lado: a primeira evidência de matéria, um negro de cabelos que pinta todo o claro morto e irritante em sua volta. Riscos de um peso moral que atingem aquele corpo que se move como uma flecha no peito; o outro corpo, não se move. Nada dizem, esperam comunicar-se assim mesmo, através dos mistérios telepáticos que ambos desejam possuir. Assim como nada existe, e tudo se revela, também as palavras por lá emanam, mas nenhuma, na realidade existe. Não existem palavras para serem pronunciadas naquele espaço. Um espaço sem língua. Um espaço sem fala. Os corpos comunicam-se com os olhares que vão provocando; quando o outro corpo responde, é olhando também para o lado, para os outros olhos baços da sonolência e do abate desordeiro das rebeldias alheias, é seguindo aquele rosto, que num momento em que as coisas começam a ganhar formas e significados à medida que todos os sonos se esmorecem e a vida pinta-se de novo perante as paredes e o sol morto, se revela de mulher. E terão então Adão e Eva, eles próprios, deitados numa tarde de desobediências sobre um colchão numa casa que não é abandonada, mas abandona qualquer lógica. Já teremos matéria; ali, começam a surgir as significâncias outrora perdidas no fulgor da noite; ali se entendem as discrepâncias que outros se recusarão a sentir, as amálgamas de cores e sons e vidas e sonhos e todas as ausências que agora se revelam e se justificam. Tudo nasce, tudo renasce. Tudo se revela quando os olhos se olham e se deixam colorir por essas misteriosas cores do acordar. Tudo o que se encontrará para trás desaparece. O sol que entra pelas janelas abertas das salas ao lado apagará todas a infâmias daquela escuridão que os sugou. Os cigarros acabam de queimar. As cinzas flutuam tão cinzentas e mortas como o que aí se passara na obscuridade da noite ida. Mas quando o sol pinta as paredes mal pintadas e a tinta lascada e os entulhos de cartões e madeiras de uma tonalidade amarela morta, quando os pássaros chilreiam e as mulheres gritam em seu ofício rotineiro das tardes de sábado nas artérias e veias e todo o sangue corrido do centro de Lisboa, tudo renasce, tudo ganha forma, tudo se converte na matéria perdida da ausência do acordar, do limbo em que se perderam. Tudo porque se olham, e numa das faces, naquela feminina que outrora olhara o tecto e vira a coluna de fumo, a nuvem imensa cinzenta que lhe turvara a visão, que lhe distorcera o mundo, que lhe secara os olhos ensonados, tristes, perdidos, ocos, nos seus lábios secos, nos lábios sensabores e recheados de bafos idos das loucuras de uma noite arrojada, esboça-se um sorriso, como suspirar de alívio por algo que, para aqueles que não o terão presenciado, que não o poderão presenciar ou entender em qualquer outra forma lógica que não nos enquadramentos daquele quarto, não poderiam saber o que era. Não foi retribuída. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os corpos moveram-se ainda mais. A matéria estava completamente formada; o sol já não era amarelo morto, era apenas sol; a nuvem de tabaco acima de ambos desaparecera. Os corpos voltaram a regelar de frio. Toda a beleza dessa ausência se quebrara como fino vidro. Todo esse limbo se desmitificara para sempre; permanecia a memória fotográfica daquele que o deveria relembrar e registar. Toda a ausência de essência desaparecera. Todos os motivos se esmoreceram. Levantaram-se. Vestiram-se.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-75662428150438632?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/75662428150438632/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=75662428150438632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/75662428150438632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/75662428150438632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/02/cronica-boemia.html' title='Crónica Boémia'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8285552248328794917</id><published>2011-02-01T03:27:00.000Z</published><updated>2011-02-01T03:28:46.088Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>Crónicas da Inocência ou Como Apanhar a Primeira Desilusão</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando era adolescente, tive uma amiga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nomes, não tínhamos, por ordem às nossas mães nos terem baptizado com nomes idênticos. Os professores baralhavam-nos porque éramos muitas, muitas Anas Filipas, lista abaixo na chamada de presença, e depois havia aquelas duas que estavam sempre juntas, que se confundiam. Quando nos fartámos dos nossos nomes por serem iguais e não nos distinguir, inventámos novos nomes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A nossa amizade regia-se por essa estranha espontaneidade que residia algures sobre uma ténue linha situada entre a rebeldia e a criatividade. Era algo como nunca nenhum dos nossos colegas tinham visto; era estranho e delicioso ao mesmo tempo, e como quem olha por estranheza, assim ninguém nos conseguia largar o olhar. Éramos pontos coloridos num mundo monocromático escolar; partilhávamos os mesmo gostos e paixões, queríamos mudar o mundo através da arte. Achávamos que tínhamos tanto para dizer, tanto para mostrar. Achávamos que as nossas vozes seriam um dia ouvidas e que esta amizade seria o nosso nó de marinheiro unificador das nossas crenças. Porque as nossas mães nos deram os mesmo nomes e, mesmo assim, nós decidimos mudá-los. Reinventámos a nossa individualidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando estávamos aborrecidas da ausência de cada uma, fugíamos de manhãzinha para a escola, embora as aulas só começassem de tarde. Encontrávamo-nos no portão traseiro e subíamos a rampa alcatroada por onde cortávamos caminho pela escadaria pequena construída sob troncos de árvores cortadas. E falávamos. Falávamos sobre tudo aquilo por que uma adolescente se sente impelida a falar na sua idade. Apontávamos para os rapazes sentados sob o banco grafitado debaixo do pinheiro e avaliávamos cada um deles. Todos os dias, uma nota diferente. Discutíamos os rapazes da banda da escola escondidas sob algum telheiro de zinco nas escadarias que ligavam os pavilhões. Sussurrávamos, para que não no ouvissem. Quando a campainha soava o chamamento ordeiro para a primeira aula da manhã, ficávamos sozinhas no pátio e falávamos mais alto. Às vezes, voltávamos a sussurrar para que as contínuas não nos ouvissem, não compreendessem as nossas palavras. Inventámos códigos e criámos piadas privadas; ninguém nos entendia – privámo-nos do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Havia uma inocência presente nas nossas palavras. Uma ausência de matéria carnal que se cospe nos dias que correm pelos dentes dos adolescentes. Existia toda uma inocência pura nas palavras que escolhíamos para descrever os nossos rapazes preferidos. Às vezes, inventávamos histórias. Escrevíamos essas histórias ou contávamos em voz alta quando ninguém nos ouvia. Por vezes, um professor saía do pavilhão para nos mandar calar quando os nossos risos ecoavam demasiado alto por um Pragal adormecido. Quando os rapazes sentados debaixo do pinheiro iam para as aulas, sentávamo-nos naquele banco grafitado, como se conseguíssemos absorver alguma informação perdida, algum segredo masculino, qualquer informação que nos ajudasse a conquistá-los, a apreciá-los.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando tínhamos muito sono, saíamos da escola e íamos ao café debaixo da arcada dos prédios ao lado, onde o senhor nos vendia &lt;i&gt;Red Bulls&lt;/i&gt; cegamente. Após a primeira vez, instaurou-se a tradição e passámos a beber &lt;i&gt;Red Bulls&lt;/i&gt; todas as manhãs para o pequeno almoço. Às vezes, as pessoas falavam. Insultavam-nos, chamavam-nos loucas, parvas, crianças. Achavam que éramos rebeldes. Vejo hoje nada mais que um ritual de adolescente, isso de apontar dedos aos considerados inferiores e rir. Hoje, eu mesma aponto o dedo àquelas duas adolescentes sentadas atrás do pavilhão de educação física, ou nas traseiras da cozinha da cantina, ou nos banquinhos ao lado da secretaria, ou até na escadaria ao lado do pinheiro; aponto os dedos a essas duas adolescentes que bebiam &lt;i&gt;Red Bulls&lt;/i&gt; pela manhã porque assim instauraram um ritual cerimonial da celebração da sua amizade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando faltávamos às aulas, fugíamos para a biblioteca da escola para ler livros de poemas, e ficávamos ali sentadas, àquela mesa junto à janela onde uma planta pendia as suas folhas sobre as minhas páginas, onde as sombras se deixavam incidir sobre as palavras românticas por que me deixava deliciar. Líamos poesia, às vezes prosa, contos, livros inteiros; as contínuas mandavam-nos calar por cada cochichar que sussurrávamos. Outras vezes, escapulíamo-nos para a biblioteca da cidade e sentávamo-nos durante horas na secção infanto-juvenil a olhar para as capas coloridas dos livros que lêramos na nossa infância ainda mais ida. Às vezes, requisitávamos esses livros. Outras, escondíamo-los atrás de outros, guardávamos mensagens secretas dentro de alguns desses livros, abandonávamos textos à espera de serem encontrados por algum apreciador, por alguém que os valorizasse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Falávamos de cinema e de literatura; discutíamos Almeida Garret e Tolkien, gabávamo-nos das bandas de &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt; que os outros rapazes ouviam e nos levavam também a ouvi-las. Falávamos dos filmes que víamos, como ela, a minha amiga, se deslumbrava com o &lt;i&gt;Fight Club&lt;/i&gt; e eu contava a história de como &lt;i&gt;Van Helsing &lt;/i&gt;me fizera apaixonar por cinema. Vestíamos roupas originais; não usávamos botões, mas alfinetes-de-ama; enrolávamos tererés nos nossos cabelos feitos com lã que comprávamos nas retrosarias de Almada; escapulíamo-nos para aquela loja sem nome no M Bica, nas horas de aulas, e gastávamos o dinheiro em &lt;i&gt;piercings&lt;/i&gt;, em &lt;i&gt;pins, &lt;/i&gt;em cintos coloridos, em malas de celebridades americanas, em fitas coloridas para o cabelo, em maquilhagem, em brincos e colares. Às vezes, comprávamos um lanche no supermercado mais próximo e lanchávamos bolachas e pacotinhos de leite ou sumos no jardim, sob a sombra de uma árvore, deitadas ao comprido sobre a relva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia, deitámo-nos sob uma das árvores a uma tarde de primavera; olhámos o céu azul e deixamo-nos deixar ficar a sentir a brisa cuspida pelo rio, lá ao fundo, em Cacilhas, e a ver as folhas a abanar. Estava um silêncio de uma paz abismal. Apenas se ouviam as vozes de crianças que regressavam da creche ou da escola. Quando o vento voltou a soprar, lembro-me perfeitamente das minhas palavras ao observar as folhas da árvore abanarem, ao delinear os traços luminosos do sol dourado a escapulirem-se por entre elas, ao escutar o seu ruído. Disse: «Parece que as árvores nos estão a aplaudir».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia, achámos que iríamos ser músicas e decidimos escrever canções. Eu roubava a guitarra do meu irmão e tocava-a às escondidas, aprendia sozinha. Levava-a com os meus outros amigos para a praia, nas manhãs de calor que aproveitávamos, e tocava sozinha enquanto eles tomavam banho no mar. Compus canções através daqueles poemas que eu escrevia, a maioria de amor, inspirados naquele rapaz de quem tanto gostava. Enchemo-nos de orgulho, de ilusões de futuros promissores; deixávamo-nos influenciar por aqueles artistas que ouvíamos todos os dias, à noite, enquanto conversamos pela &lt;i&gt;internet&lt;/i&gt;. Quando os nossos dedos não aguentavam escrever mais, passávamos horas a falar ao telefone. E, às vezes, eu tocava as músicas novas que compunha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Éramos, antes de tudo, amigas. A nossa amizade era feita de pactos e acordos. Trocávamos pulseiras que fazíamos uma para a outra e fazíamos juras de estima para com a outra. Tirávamos fotografias nas máquinas instantâneas do Centro Comercial Sommer e às vezes fugíamos para a loja do chinês em frente à escola para roubar pulseiras de plástico coloridas. Quando haviam greves de estudante, faltávamos às aulas e entregávamos justificações assinadas pelos nossos pais que nos comprovavam como participantes na greve – nessas tardes, íamos à &lt;i&gt;praia&lt;/i&gt;: deitávamo-nos nas caixas de areia do campo de educação física para os saltos em comprimento sob o sol da tarde e deixávamo-nos ali, apreciando a brisa que nos lavava a realidade das faces, enquanto líamos os poemas e as histórias que escrevíamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A vida, como toda a realidade que nos circunda, estragou-nos toda essa inocência. As pessoas queixavam-se; éramos amigas demais. Depois, veio a tragédia. A tragédia de nos tornarmos adultos depressa demais, o trágico-romântico que é a entrada para a (primeira) universidade, de celebrarmos os dezoito anos e nos tornarmos adultos. Aprendi que a desilusão e a mentira caminhavam lado a lado, de mãos dadas, demasiado cedo. Aprendi que a bondade a inocência eram coisas facilmente disfarçáveis, e que o pintar de uma vida ligeira e plena de amizade, como aquela que sempre levara, era um trabalho artístico bem mais fácil do que o fazia na minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A amiga desapareceu para sempre. Estava doente – mas não era das doenças que nos afectam fisicamente. Ela tinha doenças na sua mente, doenças que a projectaram perante mim de uma forma que na realidade não o era. Essa doença em particular assombrou-a, e aquele esfriar da traição que nos aperta o pescoço à noite, quando nos deitamos e pensamos que mal fizemos para merecer tudo aquilo, essa sensação de peso morto sobre os nossos ombros assolou-me era ainda criança demais para saber o que era. Aprendi que os poemas que a minha amiga escrevia eram falsos; que as suas palavras eram ocas; que as suas histórias erma mentira; que os seus filmes eram paixões falsas. A doença manipulou-a; manipulou-nos. Escorracei-a. Cresci.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tornei-me adulta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, sentada em esplanadas enquanto mexo o meu café com uma colher de metal, puxando do cigarro que, com aquela idade, jurara nunca fumar, e acendendo-o com o isqueiro que tanto apreciava quando era mais nova e pegava fogo, divertidamente, aos lenços de papel que retirava da mesa, recordo essa amizade e o que dela se pode aprender.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Éramos jovens com grandes aspirações; éramos artistas precoces que o tempo e as doenças separaram. Éramos aspirantes a músicas, a cineastas, a artistas plásticas, até a actrizes. Todos os sonhos de duas crianças adolescentes passaram pelas nossas cabeças – fomos vegetarianas e activistas, fomos artistas e rebeldes, fomos revoltadas e românticas, fomos alunas exemplares e castigadas. O tempo passou. A doença levou-a.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando a minha amiga nos contou da sua doença, não a quis perdoar, e a minha inocência de criança fez de mim demónio. Insultei e humilhei e virei as costas e cresci, cresci em direcção àquela nova etapa da minha vida que era a universidade. Cresci em direcção aos meus dezoito anos, à inauguração da minha idade adulta. Achava que cresci – achava que ela parara no tempo. Doente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A guitarra que eu tocava apanha pó atrás da porta da sala de jantar; já não a sei tocar, já não entendo a música, já não a sei ler nem compreender. Os poemas desapareceram, voaram, foram levados, talvez pela doença; outros permanecem esquecidos na caixa atrás da porta do meu quarto, amarelecidos pelo tempo. As histórias foram esquecidas. Os rapazes cresceram também. Eu cresci. Crescemos todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, falta-me essa espontaneidade que um dia nos marcou, que um dia nos tornou únicas na nossa maneira de ser, que levou os dedos a apontarem para nós e a franzir o sobrolho. Éramos olhadas não por desdém, mas porque &lt;i&gt;tínhamos&lt;/i&gt; de ser observadas. Éramos duas figuras centrais escandalosas de um enredo pleno de dramas e inocências adolescentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Éramos, sobretudo, amigas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8285552248328794917?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8285552248328794917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8285552248328794917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8285552248328794917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8285552248328794917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/02/cronicas-da-inocencia-ou-como-apanhar.html' title='Crónicas da Inocência ou Como Apanhar a Primeira Desilusão'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6192622919706914982</id><published>2011-01-28T04:08:00.003Z</published><updated>2011-01-28T04:32:13.160Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Vamos ao que interessa</title><content type='html'>&lt;div class="award"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Best Motion Picture&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;127 Hours: &lt;/span&gt;Christian Colson, Danny Boyle, John Smithson&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Black Swan:&lt;/span&gt; Mike Medavoy, Brian Oliver, Scott Franklin&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Fighter:&lt;/span&gt; David Hoberman, Todd Lieberman, Mark Wahlberg&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inception: &lt;/span&gt;Christopher Nolan, Emma Thomas&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Kids Are All Right:&lt;/span&gt; Gary Gilbert, Jeffrey Levy-Hinte, Celine Rattray&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The King's Speech:&lt;/span&gt; Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Social Network: &lt;/span&gt;Scott Rudin, Dana Brunetti, Michael De Luca, Ceán Chaffin&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Toy Story 3:&lt;/span&gt; Darla K. Anderson&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;True Grit: &lt;/span&gt;Ethan Coen, Joel Coen, Scott Rudin&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Winter's Bone:&lt;/span&gt; Anne Rosellini, Alix Madigan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Best Achievement in Directing&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Darren Aronofsky&lt;/b&gt; for Black Swan&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ethan Coen, Joel Coen&lt;/b&gt; for True Grit&lt;br /&gt;&lt;b&gt;David Fincher&lt;/b&gt; for The Social Network&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tom Hooper&lt;/b&gt; for The King's Speech&lt;br /&gt;&lt;b&gt;David O. Russell &lt;/b&gt;for The Fighter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu critico. Critico o facto de novamente meterem um filme de animação na categoria de melhor filme. Ninguém vai comprar tomates na secção da fruta, pois não? Então aprendam a categorizar as coisas como deve ser, se faz favor. E, como se não bastasse, a pérola está ainda nomeada para melhor filme de animação. Qual é a distinção? Ser melhor filme de animação não está à altura de um filme sem ser de animação, logo têm de o inserir numa nova categoria? Então e se ganhar os dois, como é? 'Vencedor da categoria de Melhor Filme e Melhor Filme de Animação'? Se eu entrar no continente e perguntar por tomates, não me dizem 'Tem ali na zona dos vegetais, mas se for à secção de casa de banho encontra lá uma selecção de tomates importados espanhóis muito boa'. Novamente. Categorias. Hollywood, nem todo o mundo do cinema é feito dos mesmo pseudo-intelectuais que se sentam nas vossas cadeiras de júri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu critico também a nomeação do Inception, que me parece mais um favor ao público do que uma nomeação de mérito. Mas ninguém reparou que a cena do pião é uma merda de uma manobra de distracção? Hollywood, vai directa ao assunto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu critico esta merda desta ideia de serem dez os filmes nomeados para melhor filme. Qual é o sentido? Duplicar o nervosismo e ansiedade depois do 'And the oscar goes to...'? Aumentar o ego de mais cinco realizadores só para terem direito a um autocolante na capa do DVD que diz que tiveram nomeados para Óscar e logo de melhor filme? Não tem cabimento um filme ser nomeado para melhor filme com apenas uma nomeação numa categoria anterior, e muito menos sem uma nomeação para melhor realizador. Então se para a categoria de Melhor Filme é atribuído o prémio a um filme que não está nomeado para melhor realização, isso não é paradoxal? Alguém disse que Van Gogh era o génio do expressionismo, mas falhava na técnica? Usava as tintas erradas? Usava pincéis baratos? A concepção de um filme e toda a sua qualidade reside num trabalho de equipa dirigido por uma única entidade - o Realizador. Como se pode falhar esta categoria? Ao ser seleccionado na categoria de Melhor Filme, assume-se que assim o seja porque a sua realização se sobressai de todos os outros que não foram nomeados. Hollywood - e mundo: um filme não é só actores. É tanta outra coisa. Sabiam que Harrison Ford era carpinteiro num set de filmagens? Então e agora, já querem atribuir o Óscar de Melhor Carpintaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não critico, no entanto, a nomeação de Aronofsky. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Finalmente&lt;/span&gt;. Andou aí &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Requiem for a Dream&lt;/span&gt;, e Hollywood ignorou. Andou aí o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Fountain&lt;/span&gt;, e Hollywood ignorou. Andou aí o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Wrestler&lt;/span&gt;, e novamente, Hollywood ignorou. Agora, o mundo abriu os olhos e reconheceu o talento deste mestre da arte de Realizar (e eu já nem falo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pi&lt;/span&gt;). Sonhei com o dia em que Aronofsky receberia a sua nomeação desde que vi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Fountain&lt;/span&gt; pela primeira vez e continuamente sonhei com a atribuição da estatueta a este mesmo. Critico, no entanto - assim no critério mais de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jealous bitch&lt;/span&gt; - a competição que enfrenta. Mas é que jamais um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;thriller&lt;/span&gt; psicológico sobre duas bailarinas ganhará ao filme do Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não referindo as restantes nomeações, que para mim, é tudo o que me interessa. Agora, rezo a Deus que seja desta que o mundo reconheça o talento deste grande mestre. Torço por ti, Aronofsky.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6192622919706914982?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6192622919706914982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6192622919706914982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6192622919706914982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6192622919706914982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/01/vamos-ao-que-interessa.html' title='Vamos ao que interessa'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-1008332997138334330</id><published>2011-01-28T02:12:00.003Z</published><updated>2011-01-28T02:19:46.828Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A inspiração é aquele alento caloroso que nos afaga o ser no desordeiro desenrolar da rotina. É um momento de deliciosa sensação em que a fluidez da arte nos desliza pelos nossos meios de trabalho, nos floresce nas mãos, pelas veias e músculos e todas as sinapses que picam e remexem o nosso corpo em criações.&lt;br /&gt;A criação é um dom, é um poder de manipulação e de transmissão, uma mensagem enviada em línguas reinventadas e recriadas ou construídas a partir de nadas, é fogo que se alastra nas mentalidades e queima e queima e queima e contamina como o ar infectado de uma doença, alastra a palavra, a crença, a visão, são as paixões que se multiplicam através dos olhos daqueles a que chamamos público, é um amor eterno pela camisola que vestimos que se desdobra e se deixa contagiar nas faces daqueles que observam.&lt;br /&gt;Podiam me tirar tudo desta vida. Podiam me fechar todas as portas em volta e entabuar todas as janelas. Podiam me tirar os prazeres mundanos e rotineiros da banalidade e vicissitudes da sociedade. Podiam me tirar o ar, a luz, a sombra, as águas, o sol, os ventos, e tudo aquilo que me rodeia e que é natureza. Tudo, desde que à minha frente esteja um papel e uma caneta. Porque quem me tira o acto do criação, tira todas essas razões para viver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-1008332997138334330?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/1008332997138334330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=1008332997138334330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1008332997138334330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1008332997138334330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/01/inspiracao-e-aquele-alento-caloroso-que.html' title=''/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6817326411988508559</id><published>2011-01-14T03:25:00.000Z</published><updated>2011-01-14T03:26:15.784Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>And I kick you like a dog that never gets fed</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:PMingLiU;  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;The screams had stopped. The crying had ceased. Even the fear had vanished. He might even had been replaced by a new self, one more fierce and perhaps strong. But the ghosts would forever haunt his soul, and those never seemed to go away. He could still see her, at night, with those bags under her shadowy, empty, colorless eyes; he could feel those projected, angry words spat and their faces. And he knew what would come next. He knew that was the moment when he could do nothing else but watch; watch the buckle of that belt crushing his big sister like a tiny bug, as those so apparently weak and skinny arms would throw such brute force onto the little girl. And he would then recall the aftermath of that same little girl laying on the floor, into some dark corner of the house, with a single ray of silver light kissing her face; sometimes, there would be a drop of blood hanging from her lip, or a bruise on her forehead; sometimes her hands would be holding onto some inexistent soul inside her chest; sometimes her whole body would shake. He could still her the banging of the front door and other doors being locked along the way and some brutal, angry kick onto some trash can coming from outside the house, and through it all he could not move one inch. And as he would realize as his own sister could not move one inch either from all the pain and the shattered bones and bruised skin, he would break into tears and silently cry. None of them would ever know how long it would be before they started to move, but no matter how long would go by, the little big sister would be the first to push her body up with her weakened fists, crawl across the dark, wipe the blood away with her little hand and sit next to her crying little brother and share her warmth with him; as the shining ray of light that lighted up whatever tragedy was left inside that room, the little boy would anger himself at none other than his own self for once again watching it all and doing nothing as he would see his sister’s dried up face, for not a single tear could be found in her eyes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6817326411988508559?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6817326411988508559/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6817326411988508559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6817326411988508559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6817326411988508559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/01/and-i-kick-you-like-dog-that-never-gets.html' title='And I kick you like a dog that never gets fed'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-1812498445257098173</id><published>2011-01-08T04:44:00.000Z</published><updated>2011-01-08T04:54:29.760Z</updated><title type='text'>Quem semeia ventos, colhe tempestades</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Surge, no início, como um aperto no peito que desfaz e torce o coração como uma toalha molhada num dia frio e húmido. Persegue-nos infinitamente até ao momento em que nos deitamos no escuro e olhamos o ar vago perguntando-nos onde haveremos de ter errado, onde terá acontecido o erro que nos propulsionou a esta desgraça. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ninguém sabe o vazio de um coração até o sentir; e eis que mundo ordinário como este julgará todos estes momentos como nada mais que pinturas externas das histórias românticas de que tanto fugimos e que nos banham diariamente as infantilidades do dia-a-dia, impossíveis de se viver, ladeadas de mentiras belas suficientes para nos cercarem de ilusão. Até o sentirem, a dor de sentir aquele espaço vago entre o sentimento e a saudade; até sentirem o seu ardor inconstante, ninguém o sabe, nem o saberá até que dor essa lhe corra pelas veias e lhe suba pela sangue até ao cérebro. Ninguém sabe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E podem julgar e apontar dedos e citá-la como ridícula ou inóspita; verdade é essa que ela existe e atormenta as mentes mais puras que nada mais que um bem universal desejam; e espelham seu esforço nos olhos tingidos de um ardor inefável que escondem nos acontecimentos secretos do dia-a-dia. Verdade é essa a que se esconde nos olhares alheios e nos braços trémulos de quem deseja o bem e embebe o mal nas suas mãos trémulas e cansadas de uma tristeza desconhecida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O bem, esse, esconde-se por entre as ervas daninhas da vida e se disfarça por entre as ervas verdes que pintam os prados da cor da inveja e matam os bichos alegres que nos alimentam a terra. O bem esconde-se por onde não pode ser encontrado e é esmurrado e espancado porque ninguém se apercebe de onde ele está. O bem infiltra-se nas situações e nos momentos em que não deverá existir ou presencias, apenas deverá ser procurado. Do bem, ninguém sabe dele. E os outros que o procurem sem o êxtase que ele próprio encontra ao sorrir e ao segurar essa mão alheia que não o reconhece e o pinta como o malvado. Esse que anda aí, e lacrimeja as verdades que todo o restante mundo se recusa a sentir por si.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela pinga sobre a pedra da calçada que vai pisando languidamente e sente essa dor escondida dos corações palpitantes que sentem e sentem tudo e os sentimentos como uma pedra que se infiltra no calçado do homem vagabundo que procura nada mais do que a felicidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não recorram a ela como quem precisa de favores últimos e não sabe achar as verdades nos recantos mais reconhecidos de sua juventude, ou se deixa conduzir por banalidades inexistentes de uma mente sã e material que nada mais quer que o seu próprio conforto, bastante anterior a qualquer outra sensação universalizante da boa-ventura. Não a tomem por garantida. Para sempre estará ela sob uma dúvida divina ou humana de suas qualidade enquanto confiante de tais instintos. Para sempre deveria ela ser duvidada enquanto é ela mesma tida como uma garantia irredutível. Pois sua confiança não se compra a troco coisa barata, mas cara também não o é. O segredo, sempre e sempre, permanece em palavras mágicas escondidas entre os infinitos disfarçados de embriaguez. E nada mais vos custará.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-1812498445257098173?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/1812498445257098173/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=1812498445257098173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1812498445257098173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1812498445257098173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/01/quem-semeia-ventos-colhe-tempestades.html' title='Quem semeia ventos, colhe tempestades'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-9133773194625029417</id><published>2011-01-07T02:45:00.004Z</published><updated>2011-01-07T02:48:38.920Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PostSecret'/><title type='text'>PostSecret versão Portuguesa</title><content type='html'>Alguma boa alma decidiu adaptar este maravilhoso projecto à língua lusa e criou o PostSecret Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projecto é muito recente e ainda está muito fresco. Ajudem a comunidade a crescer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://postsecretpt.blogs.sapo.pt/"&gt;http://postsecretpt.blogs.sapo.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enviem os vossos segredos para o:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apartado 52&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cova da Piedade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2806 - 801 Almada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Portugal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-9133773194625029417?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/9133773194625029417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=9133773194625029417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/9133773194625029417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/9133773194625029417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/01/postsecret-versao-portuguesa.html' title='PostSecret versão Portuguesa'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6410068029168589643</id><published>2011-01-05T04:02:00.001Z</published><updated>2011-01-05T18:25:16.567Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano Novo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Welcome, 2011</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antes da meia noite, já os copos se enchiam de champanhe, e ao ressoar das últimas doze badaladas do ano, o tilintar foi quase uníssono numa melodia que antecipava uma diferença de alguma mudança que aí advinha. Desta vez, não houve fogo de artifício, ele surgia lá ao longe como ruídos e luzes coloridas indistinguíveis; não tinha importância. Desta vez, quando olhei para o céu, não me choveu na cara como se o próprio Deus se lamentasse em lágrimas qualquer tristeza por que viesse a passar nesta nova era. Desta vez, tudo correu pleno de sorrisos e animação, como parecia havia tanto tempo não corria. E colocando-me &lt;a href="http://torradasepapel.blogspot.com/2010/01/nao-nao-tive-uma-passagem-de-ano-por-ai.html"&gt;daquela perspectiva que exactamente um ano antes me projectou para uma esperança que parecia não corroborar a realidade&lt;/a&gt;, é como um suspiro de confusão que se pergunta de onde veio tudo isto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Registamos cada momento da nossa vida nas paredes para onde falamos, no chão que pisamos, nas linhas das palmas das nossas mãos, nas feições daqueles que nos ouvem e nos respondem, nas folhas dos diários e nas teclas dos computadores que ditam as alegrias e tristezas por que passamos. Paramos um segundo e pensamos no que vamos dizer daqui a vinte, trinta anos. As caras que vemos diariamente; onde estarão? Será uma prece ousada e talvez disfarçada quando fechamos os olhos à noite, na cama, depois de uma noitada de diversão, depois de uma festa, depois de um momento longo de felicidade desejado, e pedimos, pedimos a alguém que nos oiça, alguém de todo, que nos guarde esses momentos para sempre, que nos proteja os amados, que nos dê aquele terceiro braço que enrola e protege aqueles de quem mais gostamos; suplicamos por tudo que daqui a vinte, trinta anos, nos sentemos a uma mesa de um restaurante, segurando copos de vinho, brindando aos ‘bons velhos tempos’ e olhemos para o outro lado da mesa apenas para reconhecer estas mesmas caras que acabámos de ver. Que elas se mantenham. Que sejam os padrinhos do meu casamento; que sejam os padrinhos dos meus filhos; que me segurem a mão durante o divórcio; que estejam cá para me reconfortar no funeral dos meus pais; que estejam cá para me apoiar quando for despedida; que me venham visitar ao hospital todos os dias quando apanhar aquela doença; que até lançarem o meu corpo para a vala envolta em carvalho e sedas, sejam sempre as mesmas caras, de sorriso estampado e uma mão pronta a receber a minha sempre que a precisar; e aconteça o que acontecer, que desta vez eu não estrague tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há reviravoltas que a vida toma que não conseguimos explicar, e quando paramos no nosso cantinho e olhamos para trás, tentando perceber qual foi o ponto de viragem que tudo alterou tão bruscamente, descobrimos que talvez tenha sido – não, de certeza que foi – aquele momento em que tanta gente duvidou de nós, em que mais nos criticaram, em que os dedos apontaram e disseram ‘cuidado’. Talvez tenha sido a única acção que não tivera qualquer tipo de explicação na hora em que foi cometida, não tenha tido qualquer contexto lógico. E no entanto foi feita, e dela, algo grande germinou. A minha reviravolta revirou o negro e tornou-o colorido, e nem dei por isso. No momento das doze badaladas, soou uma onda de alegria que há muito não se fazia sentir no ar. As caras novas que nos preencheram o vazio que 2010 deixou no coração estão a rodear-nos e a pintar o nosso ar dos tons que procuramos nas fotografias antigas do passado. Pintam novas fotografias; pintam os sorrisos do presente e preenchem o vazio com novas sensações que desconhecíamos até então. É a altura de dizer ‘nunca isto me aconteceu antes’; é altura de acontecer. E na hora das doze badaladas, distribuímos o beijo da meia noite, do ano novo, o abraço caloroso de quem cumprimenta 2011 com uma lufada de esperança plena de um amor raro. O sorriso que se desenha nas faces não é suficiente para agradecer. Para explicar o que estava atrás das suas linhas e o que agora se avizinha. Não existem cores suficientes para pintar os dois quadros de diferenças abismais. E tivesse eu conseguido, durante as últimas doze badaladas de 2010, explicar a essas caras novas que salvamento foi esse ao meu espírito desmotivado, hoje o meu sorriso estaria ainda mais largo, e quem sabe, receberia mais daquilo que ofereço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6410068029168589643?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6410068029168589643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6410068029168589643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6410068029168589643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6410068029168589643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/01/welcome-2011.html' title='Welcome, 2011'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-7142639387834498980</id><published>2011-01-03T03:53:00.002Z</published><updated>2011-01-03T03:55:18.195Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagens'/><title type='text'>2011</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_H0HHzcphqb0/TSFIkUBlR6I/AAAAAAAAAiM/-lNWqvWZr-M/s1600/tumblr_lcbb3sdAfY1qziw8jo1_400.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0HHzcphqb0/TSFIkUBlR6I/AAAAAAAAAiM/-lNWqvWZr-M/s320/tumblr_lcbb3sdAfY1qziw8jo1_400.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557803203839739810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_H0HHzcphqb0/TSFIgaOLKYI/AAAAAAAAAiE/yLuJtsTBHfw/s1600/tumblr_lb8xepEopZ1qd82f6o1_400.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_H0HHzcphqb0/TSFIgaOLKYI/AAAAAAAAAiE/yLuJtsTBHfw/s320/tumblr_lb8xepEopZ1qd82f6o1_400.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557803136783690114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_H0HHzcphqb0/TSFIOFTKVVI/AAAAAAAAAh8/l_w1R3T9UpQ/s1600/tumblr_lbjdxiwjju1qc1mk9o1_400.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 224px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0HHzcphqb0/TSFIOFTKVVI/AAAAAAAAAh8/l_w1R3T9UpQ/s320/tumblr_lbjdxiwjju1qc1mk9o1_400.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557802821929817426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-7142639387834498980?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/7142639387834498980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=7142639387834498980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7142639387834498980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7142639387834498980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2011/01/blog-post.html' title='2011'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H0HHzcphqb0/TSFIkUBlR6I/AAAAAAAAAiM/-lNWqvWZr-M/s72-c/tumblr_lcbb3sdAfY1qziw8jo1_400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-2301945573862184402</id><published>2010-12-04T04:33:00.002Z</published><updated>2010-12-04T04:42:47.163Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Cenas diárias de um plebeu num transporte público #1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho um pequeno ódio àquelas pessoas que entram num transporte público e reconhecem alguém conhecido seu lá ao fundo, e fazem questão de lhes falar, mas não em qualquer tom, não como uma pessoa normal, que ora se senta ao seu lado, ora se abeira a si, mas sim na verdadeira peixarada, em que fazem questão que todas pessoas dentro do dito transporte oiçam as conversas sobre as suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gaja, nestas brincadeiras, inadvertidamente até aprende cenas culturais como a diferença entre os vários tipos de crioulo. E já não ter sido uma criancinha a berrar e a espernear e a mãe a achar aquilo tudo muito giro em vez de dar um palmete na criança, foi uma sorte. Mas para isso, tenho as filas da caixa do Mini Preço às quatro da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que cena destas só se poderia passar na TST, esse latifúndio de peixarada. Claro que só num TST as senhoras falam sobre as suas vida para o autocarro inteiro, mesmo que o receptor da mensagem esteja à sua frente. E se calha apanharem um olhar furibundo lançado na sua direcção, como o gajo que está cheio de dores de cabeça e não encontra maneira de as mandar calar, ainda metem conversa e esperam reacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de admirar que «os jovens» desrespeitem tanto as outras pessoas (entenda-se, tudo o que está para lá da faixa dos quarenta anos). Minha senhora, não é desrespeito: só me estou pouco cagando para a sua vida e sinceramente agradecia que falasse mais baixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-2301945573862184402?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/2301945573862184402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=2301945573862184402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2301945573862184402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2301945573862184402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/12/cenas-diarias-de-um-plebeu-num.html' title='Cenas diárias de um plebeu num transporte público #1'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-2070375471344300146</id><published>2010-12-04T03:06:00.006Z</published><updated>2010-12-04T04:02:58.327Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Dura praxis, sed praxis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradição académica é, por excelência, portuguesa. Já cá anda desde os tempos de D. Diniz e por cá andará durante muito mais tempo. E deverá ser sempre respeitadinha e levada a sério, seja por outros estudantes, seja por quem for. Se já o governo se acha no direito de impor limites nos decotes das camisas das funcionárias públicas, então só tem é que baixar o focinho e respeitar a nossa tradição académica tão distinta dos outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As praxes são, sim, rituais de inserção social e de pura diversão e integração na faculdade em questão. A humilhação não deve ser levada a peito, e todo o caloiro deve se inteirar de que, no seu primeiro ano, se é caloiro, é asno. É uma forma de adquirir o respeito pelos colegas e aprender a honrar a instituição académica. Se caloiro acha que vai chorar porque é sensível, então declare-se anti-praxe antes de ir a tribunal queixar-se dos «abusos» dos outros, pois se há coisa que aprendemos desde pequeninos é a dizer que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, até já fui praxada duas vezes em duas instituições diferentes, e não tenho queixa alguma a fazer. Não houve vez alguma em que me sentisse humilhada ou física/psicologicamente abusada, e em toda e qualquer altura, em ambas as instituições em que participei nas praxes, e foi colocada a questão, bem mais do que uma vez, se queria mesmo estar na praxe, sendo posta a hipótese de desistir para aqueles que se estavam a sentir mal com aquilo tudo. Se o governo acha que isto das praxes é um abuso ao alheio, devia tentar dialogar com os senhores dos quisoques da TST da Praça de Espanha ou de Cacilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo estudante portuguesa, imagino o orgulho que será envergar o Traje Académico, ter a Capa traçada pelos nossos padrinhos e ostentar os emblemas das instituições e restantes. É esta uma tradição que dura faz séculos. É motivo de orgulho para o país que temos, ou não fossem estas coisas para animar o pessoal em tempos de crise. A única coisa que é preciso ter, no meio disto tudo, é o bom senso. Há limites para tudo, e as praxes são giras desde que se respeite sempre a integridade dos outros. Mas enquanto houver camelos que não sabem dizer que não e depois vão a tribunal pedir indemnizações, a mentalidade não avança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, meninos Lisboetas, vamos lá a aprender a trajar como deve ser. Larguem os brincos e tirem as maquilhagens, os relógios de pulsos e deixem as pochettes em casa. E era bem mais bonito que usassem os sapatinhos condignos da questão, e não sapatilhas do chinês pintadas de preto ou sapatos de salto alto. Se não for pelo respeito ao curso ou à faculdade, ao menos que o seja por D. Diniz, que se não fosse o senhor, não teria Coimbra fundado uma das tradições mais importantes de Portugal, e a meu ver, das de maior orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, Portugal é a nação dos quatro F's: Futebol, Fado, Fátima e Faculdade!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-2070375471344300146?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/2070375471344300146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=2070375471344300146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2070375471344300146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2070375471344300146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/12/dura-praxis-sed-praxis.html' title='Dura praxis, sed praxis'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-1518744369092923641</id><published>2010-11-10T18:12:00.005Z</published><updated>2010-11-10T19:15:26.577Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lulz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Os vários distúrbios histriónicos e as variantes de prostitutas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Puta Social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A oferecida. A puta social conhece toda a gente. Ir sair à noite com este tipo de puta pode gerar mal estar ou desconforto social. A puta social encontra pessoas conhecidas em todas as ruas que passa, mas faz questão de parar, chamar à atenção dos ditos conhecimentos, altura em que começará uma ávida e animada conversa com referidas pessoas. Notar-se-á uma estranha ambiência entre a puta social e os seus "conhecimentos": geralmente, ninguém gosta dela. A puta social faz questão de mostrar que conhece toda a gente, é faladora e por vezes acaba por dizer determinadas afirmações que não lhe são devidas. Para este tipo de puta, a imagem e a popularidade são tudo. Falam bem de toda a gente, ideia geralmente induzida em frases como «é o maior» ou «adoro este gajo», mas regra geral, o contrário se sucede nas costas desta puta.&lt;br /&gt;Esta puta insere-se socialmente em qualquer grupo, embora seja provavelmente a última a aperceber-se que nem toda a gente no mundo gosta de si. Geralmente ataca recorrendo a afirmações de cariz comico-erótico (no caso dos homens) ou através de flirt (no caso das mulheres). Quando se sente integrada no seu alvo, a puta então tende a ignorar tudo o resto. A puta social sofre um medo terrível de não ser aceite pela sociedade, e por consequência, não consegue dizer "não".&lt;br /&gt;Exemplo A: A Puta Social (diga-se homem) encontra três amigos na rua quando sai à noite com a namorada. A namorada tem frio e esqueceu-se do casaco em casa. A Puta Social conversa com os amigos durante um quarto de hora, enquanto sua namorada lhe implora que se vão embora porque tem frio. A Puta Social ignora a namorada porque prefere os amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Puta Sentimental&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A introspectiva. Por suas palavras, é "aquela que se apaixona facilmente". A puta sentimental terá tido, em alguma altura da sua vida, falta de carinho. Não é esta apenas uma puta que se apaixona facilmente, mas antes uma puta que procura apaixonar-se, mesmo que forçadamente. Afecta, na sua maioria, mulheres. A puta sentimental não consegue estar sozinha, porque assim não tem valor, e portanto, constantemente procura um parceiro. Quanto mais velha esta puta é, maior o nível de desespero, o que resulta numa extasiante procura pelo parceiro. A este ponto, a puta estará disposta a fazer qualquer coisa. A sua média de duração num relacionamento será, então, cerca de duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Puta Fixe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A disfarçada. Aquela que está sempre à frente do seu tempo. Para quem os outros olham com os olhos plenos de admiração e espanto e pensam "Eh pá, ela é tão fixe por ser como é". Na sua maioria, chamam-lhe "personalidade" e não "puta". É aquela que adora oferecer-se (em toda a conotação possível da palavra) e mostra-o, e ao mostrá-lo, fá-lo por forma a que tudo se resume à sua personalidade. Gosta muito de referir o belo ditado do "quem não gostar de mim, azar", mostrando-se bastante forte. Na verdade, este tipo de puta possui um nível alto de insegurança que lhe permite agir de tais formas em público. Regra geral, esta puta não conhece limites.&lt;br /&gt;Embora afecte igualmente homens e mulheres, não só se torna mais evidente em mulheres como o sexismo permite o homem, quando afectado por este tipo de putedo, antes de ser puta, ser macho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-1518744369092923641?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/1518744369092923641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=1518744369092923641' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1518744369092923641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1518744369092923641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/11/os-varios-disturbios-histrionicos-e-as.html' title='Os vários distúrbios histriónicos e as variantes de prostitutas'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-7926795493501255007</id><published>2010-11-09T00:33:00.005Z</published><updated>2010-11-10T19:20:12.888Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>Crónica do Monstro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deixou-se arrastar pelo milheiral muito verde com medo de tocar naquele ferro frio que cortava toda a sua paisagem. Atrás de si, existia um rasto da sua existência, do milho pisado pelos pés nus da criança cheia de sonhos que nunca vira um pedaço de ferro na sua vida. As linhas horizontais estendiam-se até ao horizonte, até um fundo finito sob uma linha branca de nuvens que se formava debaixo do céu azulado. O mundo acabava ali, e começava na cabana de madeira envelhecida, atacada pelas térmitas, onde a Mãe cozia pão no forno de pedra. Pé ante pé, calcou o milheiral e fundamentou aquele seu rasto atrás de si. E, à sua frente, o ferro. Frio; e tocou com a ponta do pezinho. Áspero; e arrastou-o pela madeira. Pesado; e tocou-lhe com as duas mãos ainda muito pequenas. E, atrás de si, o milheiral marcava o caminhar longo de regresso à cabana, onde a Mãe cozinhava o pão no forno de pedra, onde o cheiro da massa cozida emanava e viajava e percorria o caminho calcado pelos pezinhos dela até à linha de ferro no chão.&lt;br /&gt;Ao longe, ouviu um apito. E com ele, deixa-se acompanhar um conjunto de baques secos em concordância com um cuspir agreste de algo no ar. Havia fumo, havia barulho, e a terra tremia. Os pezinhos no frio ferro sentiram as vibrações de um futuro que desconhecia. Um elemento novo, e com ele, novas sensações. Uma curiosidade arrebatadora preenchida por uma excitação inquieta de criança de aventura alheia, desconhecida. Ao longe, o Monstro erguia-se de preto contra a linha branca das nuvens abatidas sob o céu azulado. O milheiral muito verde estremeceu, e a terra vibrava, e o Monstro aproximava-se. E voltava a apitar, e cada vez mais perto, as linhas de ferro no chão vibravam e estremeciam estranhamente. Ela soltou um pulinho para a terra, onde o chão ainda ganhava vida própria. Esperou que a terra se abrisse em círculo sob os seus pés e fosse toda ela engolida pelo milheiral; que o Monstro se aproximasse dela e a matasse numa só golpada; que o milho muito verde se abrisse em cúpula sobre ela e a abatesse como uma formiga na terra. Mas tudo o que o Monstro fez foi apitar uma vez mais e correr; correr à sua frente sobre a linha de ferro na terra, muito rapidamente, e desaparecer perante os seus olhos. E depressa, ele fugiu. E a linha de nuvens o sugou, e o céu azulado que sobre elas se abatiam o engoliu, e o Monstro desapareceu.&lt;br /&gt;Quando correu de volta para a cabana, agarrou-se às saias repletas de pão da mãe e sacudiu-a de sorriso airoso na face. De pés na terra e aos saltinhos, perguntava em berros estridentes «Mãe, Mãe, eu vi um Monstro!» E a mãe nunca retirou os olhos do seu pão, que numa curta caminhada lançava-os para uma cesta no chão. «Não é um Monstro, filha,» respondeu «é um comboio. Serve para as pessoas viajarem para sítios muito longínquos»; «E quando for grande também posso andar de comboio?»&lt;br /&gt;A Mãe poisou o último pão na cesta e colou as costas da mão à testa suada. Limpou a outra no seu aventarl branco e falou com uma seriedade respeitosa, «se viajas no comboio, vais à cidade. E quando conheceres a cidade, vais te esquecer do campo. Queres deixar o campo, filha? Queres esquecer o nosso milheiral e a nossa vista e a nossa vida?»&lt;br /&gt;Surgiu uma expressão de desalento no seu rosto quando ouviu estas últimas palavras da Mãe. O cão preso na corrente nas traseiras da cabana ladrou e sacudiu a cauda como quem sente a ausência breve de um espírito prestes a partir, e ela desviou os olhos para o animalzinho peculiar. «Mas eu nunca me vou esquecer da nossa casa, Mãe», respondeu, com uma lagrimazinha pendurada no cantinho do seu pequeno olho.&lt;br /&gt;«Um dia, vais partir para a cidade. Está em ti seres criada por entre uma civilização e não no nosso milheiral. Cabe a ti decidir isso, mas quando o fizeres, vai haver uma maturidade em ti que te impede de olhar para o nosso milheiral como agora olhas.»&lt;br /&gt;Não lhe fizeram efeito tais palavras, porque eis que tal menina poucas delas terá compreendido, e portanto, nos anos que se seguiram, surgia este estranho binómio interior da menina que se transformava em mulher enquanto via o comboio passar nas linhas de ferro que nunca antes vira e desaparecer sob a linha de nuvens, abatidas sob o céu azulado. E enquanto percorria aquele caminho pisado do milheiral verde, o cão ladrava, excitado por entre as correntes, no desespero de uma chamada pela menina quase mulher que via desaparecer pelas linhas de ferro vincadas no chão; num âmago clamor por um augúrio que se aproximava, por cada dia, hora mês, ano, que aquele comboio atravessava e pisava e riscava e rasgava as linhas do campo verde plantado pelo milheiral.&lt;br /&gt;Quando era a menina já mulher, sem que sua Mãe soubesse, galgou ela para cima do comboio às escondidas e deixou-se levar pelo caminho a descoberto da descoberta por que ansiava. De cabeça para fora da carruagem, viu a cabana de madeira reduzir-se a um pequenino fio de castanho fundido com todo o verde forte do milheiral, enquanto ofegava a ânsia da sua entrada nas nuvens brancas, abatidas pelo céu azulado. Acima de si, até o sol iluminava o caminho com clareza esperta. O vento forte arrebatava-lhe as faces rosadas do frio que não parecia sentir, fosse esta sensação assimilada à liberdade por que tanto ansiara. Galgada sobre aquele que um dia fora o Monstro, via as coisas correrem para lá de si como se a abandonassem a ela, e não ela abandonasse aquele lugar. E por toda essa paisagem que lhe fugia através do vento gélido, apenas distinguia o verde do milheiral e o seu carreiro outrora calcado pelos calcanhares da criança curiosa que tocara nas linhas de ferro com os dedinhos um dia, quando vira o Monstro aproximar-se do milheiral pela primeira vez. Mesmo ali, à medida que a cabana desaparecia, agora ela abatida sob a nuvens, engolidas pelo céu azulado, ela conseguia distinguir o castanho da terra mesclado com o verde do milheiral.&lt;br /&gt;O sol desapareceu-lhe subitamente e toda a luz foi sugada por uma força misteriosa que lhe rondava todo o ser inerte no seu susto de viver. Parecia que entrara num espaço vazio de negro onde o vento mais gélido se tornava e a ausência da matéria lhe proporcionava um ar aterrador. Como se o Monstro tivesse, finalmente, aberto a sua boca e a tivesse engolido. Sentou-se sobre o chão sujo e agarrou as próprias pernas. Escorria-lhe o suor frio pela testa enquanto limpava com os dedos trémulos. Encaracolava-se sobre si e contorcia os dedos dos pés como se a sensação não parecesse ter fim. E eis que quando se encontra embebida naquele misto de horror com uma leve pitada de prazer desconhecido, ela destaca a luz a um fundo inalcançável, que depressa fica ao alcance da sua vista. E gradualmente, um sol brilha de novo, diferente, para lá da negridão em que penetrara.&lt;br /&gt;O ar é então substituído por um bafejo quente e um aroma estranho a algo que lhe arranhava os canais nasais. Um misto de doces com mau cheiro, um cheiro que não sabia identificar, um pesado de agreste que era que lhe causava peso sobre a cabeça, e uma tontura assolou-lhe o espírito quando se ergueu sobre os pés trémulos e espreitou para lá da carruagem. No que viu, havia um fascínio claro e um delírio límpido, havia uma liquidez de prazer no deleite em que se encontrava. Era tudo tão nítido como a satisfação que lhe pintava as faces de rubro e lhe secava lentamente as gotas de suor da testa e da palma das mãos.&lt;br /&gt;E enquanto ela se deleitava, a Mãe deixara de fazer pão no forno de pedra. E o cão ladrava. Agarrado à sua corrente, arrastava-a todas as noites, e quando não ladrava, soltava gemidos noite fora, sob um luar plácido, pintado de horrores assombrados pelo Monstro que, duas vezes por dia, rasgava o milheiral verde da terra e se deixava devorar pelas nuvens muito brancas, engolidas pelo céu azulado. E a Mãe levava as mãos à cabeça e clamava, «Levaste a minha filha, Monstro» e chorava «comeste a minha menina e engoliste-a, devolve-ma, Monstro, ela não te pertence, devolve-ma!» E sempre que o Monstro passava, ele não respondia, se não em ruídos e baques e barulhos graves dos raspares de metal e do seu rugido rebelde.&lt;br /&gt;Passaram-se dias até que o Monstro devolvesse a menina, agora mulher, à sua Mãe, e dia algum teria havido tão horrível como o dia em que o Monstro levara a menina da sua Mãe. Vem ela suja, com as mesmas roupas, coberta de pó e de atrocidades, mas maior atrocidade para a Mãe era o sorriso orgulhoso na sua face. E mesmo tornando as sua próprias frases em profecia, Mãe nunca abdica de uma filha; e assim, a Mãe lutou. E quis abraçar a filha quando a destacou caminhando pelo milheiral, esse tal carreiro que de tanto andar sobre ele se formou. Mas a menina, agora mulher, não deixou. E ao repeli-la, explodiu estrondosa discussão essa que terá sido a de Mãe e filha. Os gritos sobrepunham-se ao Monstro, e desta vez, o Monstro não engoliu ninguém. O cão não se atreveu a ladrar, roçou as correntes umas nas outras, escondeu o focinho nas patas e esperou.&lt;br /&gt;O milheiral verde anteviu a desgraça. O cesto não tinha pão nesse dia. O Monstro correu mais depressa. Esperou.&lt;br /&gt;Os gritos da agora mulher soavam a diabo de pernas de mulher e a vozes ruidosas de um além de raiva extremo. Nem o Monstro se atreveria. E quando ela pegou na pá de metal que a Mãe usava para tirar os pães do forno, não anteviu que impulsão sua era a de a soltar sobre a cabeça da Mãe. Não anteviu que sua raiva a levasse a agir perante um extremo tão inóspito. Não se vira vez alguma embriagada de tamanha raiva e ódio como no momento em que as mãos tocaram no metal da pá e a balouçaram, aguçada, na direcção da cabeça da Mãe.&lt;br /&gt;Deitou-se, então, no chão ensanguentado enquanto recapitulava os erros. O sangue vermelho escorria pela cabeça da Mãe até à terra; pintava o milheiral muito verde, muito vivo, com o cheiro fétido do matricídio. Nas suas mãos, escorria-lhe o sangue da morte; e nas veias, o sangue da vergonha. Sem que alguma vez viesse a saber como, o cão soltou-se da sua corrente e veio deitar-se ao lado da dona desgraçada. Do bolso do seu avental, caía um pão fresco que acabara de retirar do forno de pedra, o único que cozera enquanto a menina, agora muito mais que mulher, se ausentava. E também nele o sangue manchava o miolo branco e penetrava a côdea castanha torrada. O cão cheirou o pão, não com fome, mas como se sentisse nele o último toque humano da mulher assassinada, e encontrasse nele um toque reconfortante de despedida que não conseguira encontrar. E assim, a menina tirou o pão das mãos da Mãe morta e comeu-o; comeu o corpo instigado representado numa massa cozinhada de côdea e miolo e absorveu na sua língua o sangue que embebia. Comeu e chorou enquanto das suas mãos pingava sangue; sabia-lhe a morte.&lt;br /&gt;E quando terminou, levantou-se. Durante horas, o Monstro não voltou a passar. Então, deitou-se sobre as linhas de ferro que rompiam a beleza e paz do milheiral verde vivo, agora atravessado por aquele riacho vermelho de vida ida; sentiu o ferro frio na sua pele gelada. Não estremeceu uma única vez. Não se atreveu a moveu; esperou apenas que o Monstro passasse.&lt;br /&gt;Sobre o milheiral verde, pintava-se a desgraça. Da cesta, comera-se o último pão. E o monstro apitou. O ferro tremeu. Ela não.&lt;br /&gt;Esperou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-7926795493501255007?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/7926795493501255007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=7926795493501255007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7926795493501255007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/7926795493501255007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/11/cronica-do-monstro.html' title='Crónica do Monstro'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-2356648983397595699</id><published>2010-11-06T21:03:00.004Z</published><updated>2010-11-06T21:10:09.591Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos'/><title type='text'>O Coração da Cidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Era uma vez um habitante de uma cidade estranha e longe de todas as outras cidades, em forma de coração, chamado Co. Era clandestino nessa mesma cidade e, por isso, tinha mudado de nome para Cu. Ele gostava muito de comer ração, mas não tinha dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi então que o pequeno Cu foi trabalhar para as obras, mas o patrão, era um quadrado (daí chamarem-lhe besta quadrada, por ser uma besta), pagava-lhe apenas nove euros à hora e não dava para comprar a sua ração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia, o pequeno Cu, ao fim de um mês após ter ganho duzentos e setenta e nove euros, foi  uma loja onde havia à venda a ração que ele queria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– Olá! – Disse o pequeno Cu. – Eu queria um pacote de ração grande. Quanto custa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– Custa cinquenta euros. Só pode comprar este pacote se me mostrar o B. I. Como se chama?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– O… O B.I.?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o pequeno Cu saiu a correr da loja. No dia seguinte, Cu mudou o seu nome para Co e levou o seu bilhete de identidade antigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando lá chegou, havia uma rapariga ao balcão. Ele pegou no pacote de ração e levou-o à caixa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– Nunca mais baixam os preços! – Disse o Co, sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A rapariga passou-lhe a factura e ele reparou que na factura só estavam quarenta euros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– Quarenta euros? – Exclamou Co.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;– Sim. Apesar de você não ser deste país – disse a rapariga, tentando não dizer que era clandestino – você é um coração com um coração muito grande. A partir de agora, você vai ser o coração desta cidade. Daí o desconto que fiz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E assim nasceu a palavra coração e o coração existente em todas as cidades!&lt;/span&gt;»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrei este texto numa folha, que a avaliar pela letra, tê-lo-ei escrito por volta dos meus doze anos. Não tenho qualquer memória de o ter escrito e de onde veio, mas sinto que existe alguma moral estranha escondida para lá das parábolas anais estranhas...&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;ZH-TW&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;HE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="&amp;#45;-"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:Arial;  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-2356648983397595699?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/2356648983397595699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=2356648983397595699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2356648983397595699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2356648983397595699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/11/o-coracao-da-cidade-era-uma-vez-um.html' title='O Coração da Cidade'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8412931818625151162</id><published>2010-11-04T01:05:00.003Z</published><updated>2010-11-04T01:24:07.330Z</updated><title type='text'>Dos Homenzinhos e dos Rapagões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser-se homem é coçar os tomates em público sem pudor. Ser-se homem é usar boxeres e deixar descair as calças para mostrar a toda a gente qual a marca e o padrão seleccionado naquela manhã quando se agacha para abrir a mochila. Ser-se homem é não usar mochila, é levar a carteira no bolso e ir para as aulas de caneta no outro bolso e cadernos amachucado na mão. Ser-se homem é cuspir em público quando se fuma um cigarro e arrotar depois de beber a Coca Cola. Ser-se homem nem é beber Coca Cola, é beber-se cerveja. Ser-se homem é ter os bolsos de trás rotos. Ser-se homem é vestir uma t-shirt, umas calças de ganga, calçar o primeiro par de ténis que aparecer e mostrar-se despreocupado com isso. Ser-se homem é não comer pastilha eslástica - só às escondidas, antes de ir ter com a namorada ou a mãe. Ser-se homem é comentar o rabo da miúda que passa com um som de lábios suspeito suficiente que faça a fêmea em questão voltar o olhar e impingir a ideia de badalhoco. Ser-se homem é mostrar interesse por uma miúda fazendo-se difícil ou perverso. Ser-se homem é mostrar que não lhe faz diferença as opiniões que elas lhe dão. Ser-se homem é encolher os ombros com um sorriso e seguir em frente, não olhando para o lado para reparar nos danos que, na realidade, «ser um homem» podem causar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Ser homem é meter a mão no bolso e não mostrar em público que tem comichão nas miudezas. Ser homem é usar boxeres e um cinto para as calças. Ser homem é usar mochila para que não passem o tempo todo a pedir à rapariga ao lado que guardem as suas coisas na mala dela. Ser homem é cuspir disfarçadamente e arrotar quando está entre os amigos.  Ser homem é beber aquilo que se quiser, desde que no momento certo, lhe ofereça outra bebida. Ser homem é comprar um par de calças novas quando as velhas já se estão a romper por todo o lado. Ser homem é ter consciência de que a sua aparência é importante, e quanto mais não seja fazer questão de vestir roupa lavada. Ser homem é tirar a caixa de pastilhas do bolso, tirar uma para si e ainda oferecer às pessoas à volta. Ser homem é respeitar a aparência física das mulheres quando passam por eles, e não as reduzirem a pedaços de carne sexual. Ser homem é mostrar interesse por uma miúda demonstrando que a merece. Ser homem é ouvir aquilo que a mulher lhe diz. Ser homem é pensar nas causas e efeitos que isto de «ser homem» implica e tomar consciência dos seus erros e problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8412931818625151162?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8412931818625151162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8412931818625151162' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8412931818625151162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8412931818625151162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/11/dos-homenzinhos-e-dos-rapagoes.html' title='Dos Homenzinhos e dos Rapagões'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8393537334466442329</id><published>2010-10-25T21:04:00.002+01:00</published><updated>2010-11-04T00:50:12.658Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Das lutas entre gerações...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu e as pessoas da minha idade crescemos a dizerem-nos que não vivemos a  ditadura, a guerra colonial, o 25 de Abril, etc. Acredito que a culpa  dessa ignorância é, efectivamente, das pessoas que nos apontam o dedo,  uma vez que elas não souberam explicar essas vivências às gerações mais  novas. Ter nascido já em democracia permite-me ser, talvez, um pouco  mais imparcial, não estar contaminado pelas paixões e ódios dessas  questões. E assim, tentar explicar aquilo que está tão mal explicado  para tantos."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;José Luís Peixoto em entrevista ao Mundo Universitário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8393537334466442329?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8393537334466442329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8393537334466442329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8393537334466442329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8393537334466442329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/10/das-lutas-entre-geracoes.html' title='Das lutas entre gerações...'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8926219455213049961</id><published>2010-10-24T22:45:00.001+01:00</published><updated>2010-10-24T22:46:25.092+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Pensamento do dia</title><content type='html'>As redes sociais foram criadas para espetar mais fundo no coração aquela faca que a sociedade espeta sozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8926219455213049961?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8926219455213049961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8926219455213049961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8926219455213049961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8926219455213049961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/10/pensamento-do-dia.html' title='Pensamento do dia'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-264484241667475733</id><published>2010-10-10T01:47:00.006+01:00</published><updated>2010-10-10T02:48:50.970+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Expectations vs Reality</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://26.media.tumblr.com/9Cunhv1v4qsau7w0WYlNBiIoo1_500.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px; height: 276px;" src="http://26.media.tumblr.com/9Cunhv1v4qsau7w0WYlNBiIoo1_500.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Tom walked to her appartment, intoxicated by the promise of the evening. He believed that, this time, his expectations would allign with reality.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes termos, a comédia romântica, esse estilo de filme de um domingo à tarde pleno de estrogénio, impõe-se como comédia negra. Enquanto um desfilar de desgraças alinhadas defronte de um só personagem, encafuada nessa trincheira de guerra pura que será para si o amor, nós, como espectador, rimo-nos. As desgraças parecem-nos engraçadas, as trapalhices são estímulos visuais de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;situation comedy&lt;/span&gt; que nos provocam gargalhadas e a dor sentimental, a dor do clássico romântico que faz tudo para conseguir a miúda que parece não lhe ligar nenhuma, essa dor parece-nos que tem piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em (500) Days of Summer, a dualidade dor/felicidade de Tom que o filme nos apresenta na primeira hora de filme é-nos engraçada. Todo o subjectivo presente na montagem tem o propósito que nos capte a atenção e provoque gargalhadas. O próprio arranque do filme nos proporciona um momento engraçado perante uma situação impensável aos olhos da sociedade actual: o choque de gerações, criança/adulto, e a eventualidade de - por sugestão ou não do realizador - a sociedade dar ouvidos àqueles que menos idade têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, as situações vão surgindo e ressurgindo e como um novelo de lã  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;à la telenovela, &lt;/span&gt;não perdendo o clássico fio condutor hollywoodesco, as coisas lá se complicam. E parece que quanto mais se complicam, mais engraçadas se tornam. Quanto mais a dor de Tom é agravada - que surge corroborada pelos constantes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flashbacks&lt;/span&gt; desses momentos alegres - mais engraçada se torna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que surge o momento de sobriedade. Este ritmo é completamente quebrado em  em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;split screen&lt;/span&gt; e ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hero&lt;/span&gt; de Regina Spektor. O momento em que o narrador anuncia em voz-off a situação em que a personagem se encontra, explica superficialmente a dualidade da situação, e em duas frases resume todo o complexo que as seguintes imagens irão mostrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é daquelas situações que é como tudo na vida. Em qualquer momento de altas expectativas, tendemos sempre a ignorar a realidade por escassos segundos, até que um fio de desilusão nos encha os pulmões de ar ao expirarmos essa tristeza disfarçada. Marc Webb leu a vida dessa forma, classicamente da esquerda para a direita - Expectations =» Reality.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo um ritmo de comédia é quebrado por este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;split screen&lt;/span&gt; que nos representa uma realidade crua raramente representada. A expectativa à frente da própria realidade, de uma forma tal esmagadora que gradualmente assistimos ao desenrolar de uma inexplicável sensação de ardor que se acresce à desilusão. E um pano fino lentamente se ergue perante a visão, uma cortina da ilusão que sobe. O que tornará, no entanto, esta cena tão crua será o planar de ambas as situações perante os nossos olhos. O desdobrar de uma realidade/expectativa que, projectada num ecrã à nossa frente, apenas vincula essa desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desenrolar da acção, Tom dá por si cercado numa situação que deixa de reconhecer, embora ainda embebido numa leve esperança ilusória de que a expectativa se venha a sobrepor à realidade. No momento dessa tomada de consciência - o anel no dedo daquela que outrora fora o seu amor - todo o mundo colapsa de forma quase épica à volta do protagonista. Primeiro, caem as cores. As linhas esborratam-se, confundem-se ao perderem significado. Todo o contraste da vida é de um negro contra um branco muito claro. E por fim, as linhas começam a desaparecer, apagadas por ninguém mais que o próprio protagonista, que seguro atrás de uma cortina ilusória, lendo os sinais da vida da esquerda para a direita, sobrepondo a expectativa à ilusão e fechando os olhos ao óbvio de toda uma situação, assim se encontra estagnado num mundo pálido e plano, sem linhas, sem desenhos, sem qualquer preenchimento que não o apagado de um passado que não parece conseguir largar, nada mais que um corroborar de expressão essa que diz o povo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;só vemos aquilo que queremos ver&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-264484241667475733?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/264484241667475733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=264484241667475733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/264484241667475733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/264484241667475733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/10/reality-vs-expectations.html' title='Expectations vs Reality'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-415943665361691046</id><published>2010-09-14T22:33:00.003+01:00</published><updated>2010-09-14T22:41:41.400+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homenagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Dumb Man'/><title type='text'>«I have no words to tell...»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;The Dumb Man&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;by Sherwood Anderson&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250008"&gt;"There&lt;/a&gt; is a story.--I cannot tell it.--I have no words. The story is almost forgotten but sometimes I remember.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250009"&gt;The&lt;/a&gt; story concerns three men in a house in a street. If I could say the words I would sing the story. I would whisper it into the ears of women, of mothers. I would run through the streets saying it over and over. My tongue would be torn loose--it would rattle against my teeth.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250010"&gt;The&lt;/a&gt; three men are in a room in the house. One is young and dandified. He continually laughs.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250011"&gt;There&lt;/a&gt; is a second man who has a long white beard. He is consumed with doubt but occasionally his doubt leaves him and he sleeps.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250012"&gt;A&lt;/a&gt; third man there is who has wicked eyes and who moves nervously about the room rubbing his hands together. The three men are waiting-- waiting.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250013"&gt;Upstairs&lt;/a&gt; in the house there is a woman standing with her back to a wall, in half darkness by a window.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250014"&gt;That&lt;/a&gt; is the foundation of my story and everything I will ever know is distilled in it.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250015"&gt;I&lt;/a&gt; remember that a fourth man came to the house, a white silent man. Everything was as silent as the sea at night. His feet on the stone floor of the room where the three men were made no sound.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250016"&gt;The&lt;/a&gt; man with the wicked eyes became like a boiling liquid--he ran back and forth like a caged animal. The old grey man was infected by his nervousness--he kept pulling at his beard.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250017"&gt;The&lt;/a&gt; fourth man, the white one, went upstairs to the woman.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt; &lt;span class="sky-creative-left"&gt;   There &lt;/span&gt;&lt;a class="anchor" name="2250018"&gt;&lt;/a&gt;she was--waiting.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250019"&gt;How&lt;/a&gt; silent the house was--how loudly all the clocks in the neighborhood ticked. The woman upstairs craved love. That must have been the story. She hungered for love with her whole being. She wanted to create in love. When the white silent man came into her presence she sprang forward. Her lips were parted. There was a smile on her lips.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250020"&gt;The&lt;/a&gt; white one said nothing. In his eyes there was no rebuke, no question. His eyes were as impersonal as stars.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250021"&gt;Down&lt;/a&gt; stairs the wicked one whined and ran back and forth like a little lost hungry dog. The grey one tried to follow him about but presently grew tired and lay down on the floor to sleep. He never awoke again.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250022"&gt;The&lt;/a&gt; dandified fellow lay on the floor too. He laughed and played with his tiny black mustache.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250023"&gt;I&lt;/a&gt; have no words to tell what happened in my story. I cannot tell the story.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250024"&gt;The&lt;/a&gt; white silent one may have been Death.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250025"&gt;The&lt;/a&gt; waiting eager woman may have been Life.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250026"&gt;Both&lt;/a&gt; the old grey bearded man and the wicked one puzzle me. I think and think but cannot understand them. Most of the time however I do not think of them at all. I keep thinking about the dandified man who laughed all through my story.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250027"&gt;If&lt;/a&gt; I could understand him I could understand everything. I could run through the world telling a wonderful story. I would no longer be dumb.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250028"&gt;Why&lt;/a&gt; was I not given words? Why am I dumb?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;a class="anchor" name="2250029"&gt;I&lt;/a&gt; have a wonderful story to tell but know no way to tell it."&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XnR_yYe9JmQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XnR_yYe9JmQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-415943665361691046?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/415943665361691046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=415943665361691046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/415943665361691046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/415943665361691046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/09/i-have-no-words-to-tell.html' title='«I have no words to tell...»'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-2507182783299002728</id><published>2010-08-02T19:37:00.003+01:00</published><updated>2010-08-02T19:46:32.521+01:00</updated><title type='text'>R.I.P.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Pia7GshKNzA/SibL3Wm64CI/AAAAAAAAQ9k/NymHSomRWS0/s400/antonio+feio2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Pia7GshKNzA/SibL3Wm64CI/AAAAAAAAQ9k/NymHSomRWS0/s400/antonio+feio2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-2507182783299002728?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/2507182783299002728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=2507182783299002728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2507182783299002728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/2507182783299002728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/08/rip.html' title='R.I.P.'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Pia7GshKNzA/SibL3Wm64CI/AAAAAAAAQ9k/NymHSomRWS0/s72-c/antonio+feio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-8971563539415122410</id><published>2010-07-29T02:34:00.009+01:00</published><updated>2010-07-29T04:55:36.791+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lulz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Carta (quase) aberta à Nestea</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nível de ignorância e estupidez deste movimento é tanto e de tantos níveis, de uma qualidade tão suprema e de categoria tão distinguível de todas as acções de dúbia credibilidade que o ser humano, como ignorante que pode ser, já praticou, que estou há uma hora a tentar escolher as palavras certas para a comentar, por um lado porque o meu lado socio-aprazível e pleno de maturidade me dita que não devo insultar ninguém, por outro porque só me apetece dizer "Cagasti!" todos os caramelos que acham que em todo este processo existe o menor pingo de lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a bela ideia de enfiar de rajada a palavra Mudasti - que só um corno é que não se apercebe de que se trata de uma manobra de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;marketing &lt;/span&gt;- no Dicionário da Língua Portuguesa não fosse um insulto suficientemente categórico, ainda existe a segunda parte deste afoite, cuja ofensa ao bom senso de qualquer gajo com os mínimos dois dedos de testa é qualquer coisa como uma mulher a raspar unhas num quadro de ardósia. Com isto, é de minha suspeita que a Nestea só pode ter uma espécie de sociedade secreta de intelectuais da actualidade que se ache exímia na arte de compreender e de todo o modo contribuir para a evolução da Língua Portuguesa - traduza-se, enfiar clisteres linguísticos pelo cu acima de Eça de Queiroz e mandar um pontapé nos tomates de Camões - para justificar tal movimento. Devem ser os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Illumudasti&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de minha opinião que o anseio tamanho por esta coisa de introduzir uma palavra que nada significa no dicionário de Língua Portuguesa a ninguém ofende, que não nossos pais da Língua (deve estar tudo às voltinhas nos caixões), mas, como já referi, é de uma qualidade de burrice tão extrema que nem Zeus em seu Olimpo tanto talento teria para criar coisinha mais lerda que esta, que isto é de um nível néscio que só com categoria é que se lá chega. Querem fazer petições para se meter a palavra no dicionário, que as façam, sendo de sabedoria geral que em vez alguma tal coisa acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como nestas coisas, assim numa de desenrasque, estas merdas têm de ter sempre uma justificação minimamente plausível, como não podia deixar de ser, a Nestea tinha de se justificar através da bárbara criação do Lixionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lixionário surge, então, porque a Nestea, exímia na arte do falar bom português, achou que razão suficiente era para meter no dicionário a palavra Mudasti o simples facto da existência de determinadas palavras no dicionário que, segundo estes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Illumudasti&lt;/span&gt;, "não servem para nada". E como esta caça às bruxas é tal demanda de bravura e alento que a Nestea incentiva seus discípulos a juntarem-se à causa e criarem "&lt;span class="white"&gt;Um contentor de palavras inúteis que estão nos dicionários" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ipsis verbis&lt;/span&gt;): "&lt;/span&gt;&lt;span class="white"&gt;Ajuda-nos a encontrá-las para dar espaço a “Mudasti” e vai a Nova Iorque".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;Como se a decisão da Nestea - que é aquela marca de chás gelados que um gajo vai ao café e diz "Era um Ice Tea de Limão, se favor" e o senhor ainda responde "Olhe, só tenho Nestea, pode ser?" -, plena de astúcia e de uma categoria fora do comum, de inserir esta pequena maravilha da ignorância e da falta de bom senso não chegasse, eis que qualquer gajo, da Picheleira à Coina, pode enviar para a sede do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Illumudasti &lt;/span&gt;sugestões de palavras inúteis que encontram no nosso dicionário, a troco de uma viagem a Nova Iorque. (Note-se que serve este processo de proposta para se tirarem palavras do dicionário) Tudo o que têm de fazer é preencher um pequeno formulário e responder a apenas três simples tópicos: tópico 1, "Palavra proposta para sair do dicionário"; tópico 2 "Definição que se encontra no dicionário", tópico 3 "Justificação original para excluir a palavra". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;E como se o nível de nabice não fosse já tal que dá tiques de nervosismo, experimentem passear pelas páginas e páginas de palavras aparentemente inúteis. De palavras do dia a dia a substantivos comuns que todos lemos em livros, é nomes técnicos, é até palavras do foro profissional (medicina, psicologia, etc), é tudo, é só escolhe-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;(Depois de toda esta lenga-lenga toda, sinto que já fiquei sem sinónimos politicamente correctos para ignorante (e não é que encontro a palavra "energúmeno" no Lixionário?), só me apetece recorrer ao bom e velho português.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta é daquelas coisas que uma gaja não sabe se há de rir se há de chorar. A insipiência é uma coisa que me deixa ora divertida ora triste. É como aquele gajo, que a certo ponto todos conhecemos, que nos diz que não quer saber de História para nada, já que nem sabe quem são os avós. Como se já não bastasse uma pessoa ter de cruzar com estes bestalhões no dia a dia, ainda tem de levar com uma milícia deles, e ainda por cima com exigências a nível de cultura. Parece que os asnos, agora, são como as baratas: chuta-se uma pedra da calçada, e saem logo vinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais depressa a Sociedade Língua Portuguesa manda este motim e sua milícia de asnos se irem «metaforicamente defecar» do que um gajo entra num café com a intenção de pedir um Nestea e nem por isso bebê-lo como restos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia Gil Vicente, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;SAMICAS DE CAGANEIRA&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Também sabem o que é um manifesto ou só usaram a palavra para fingir que até sabem umas coisas? É que, de facto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;manifesto &lt;/span&gt;é uma coisa assim fixe para um gajo se dizer quando quer dar naquela de que até é culto e sabe umas coisas. E quem sabe, até se consegue umas gajas. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manifesto Mudasti&lt;/span&gt;" é coisas d'homem.&lt;br /&gt;&lt;span class="white"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-8971563539415122410?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/8971563539415122410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=8971563539415122410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8971563539415122410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/8971563539415122410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/07/carta-quase-aberta-nestea.html' title='Carta (quase) aberta à Nestea'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-5406166055445847918</id><published>2010-07-26T00:15:00.005+01:00</published><updated>2010-07-26T01:07:27.826+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/06/contraluz.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 448px; height: 639px;" src="http://www.ante-cinema.com/wp-content/uploads/2009/06/contraluz.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E é isto. Se se resumisse a uma impressão, traduziria-a como uma lufada de esperança. A longa metragem de Fernando Fragata excedeu as minhas expectativas, nomeadamente vindo de um realizador com ideias alucinadas e um fetiche pelo Helder Mendes a correr descalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é simples, coesa: Jay (Joaquim de Almeida) quer pôr termo à sua vida, Lucy (skylar Day) sente-se encurralada pela mãe (Michelle Mania) e um telemóvel vidente, Daniel (Joey Hagler) acredita que consegue viajar no tempo. Em cada personagem, existe um pesar da existência que se transforma em fardo. Cada uma, encurralada nos seus fracassos e portas fechadas à sua volta, descobre-se trancado numa obscuridade da vida que não parece ter saída.Mas a magia da existência de cada um resume-se a um mero encontro comum, um entrecruzar de vidas que, perante tal porta fechada, encontram uma janela aberta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fragata já se revelara um gajo de coisas grandes. Mesmo os seus telefilmes parecia fruta a mais para a nossa televisão sensacionalista de Telenovelas e concursos para ganhar dinheiro. À parte de, como já referido, os pés de Helder Mendes serem um ponto em comum em cada filme, e até os seus passados argumentos nos parecem pouco credíveis para mente portuguesa, sempre se pressentiu o bichinho da grandeza, de alguém que queria fazer mais, melhor e mais caro, como quem diz "eh pá, este gajo tem ideias lá para Hollywood".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contraluz &lt;/span&gt;resume-se a uma bonita história hipotética (e quase utópico) perante a eventualidade destas personagens se cruzarem, dadas as circunstâncias. E nada mais haverá a dizer sobre a sua breve sinopse, a não ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vão ver o filme e depois percebem&lt;/span&gt;. O argumento é sólido, com personagens caricatas, distinguíveis. O encadeado de acontecimentos repete-se sem que o seja cansativo - pelo contrário, torna-se delicioso vê-lo duas e três vezes. E os clímaxes de cada evento resumem-se a bonitos planos, devidamente metaforisados através das suas luzes (ou contraluzes) de tons quentes e de enquadramento subjectivo (e mais espectaculares seriam não tivesse a Lusomundo a ideia de fazer um intervalo a meio). Já os diálogos nos parecem construídos por um português - falta-lhe um pouco a dialéctica americana, não digo um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fuck &lt;/span&gt;para aqui ou um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shit &lt;/span&gt;para ali, mas umas expressões idiomáticas que tornassem o sotaque do Joaquim de Almeida um pouco mais americano - mas a bem dizer, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contraluz &lt;/span&gt;deste filme ofusca qualquer falha a nível de diálogos (que me pareceu ser a única). Diálogos à parte, retenho apenas uma crítica: o Scott Bailey estava ao telefone com a irmã ou a ouvir um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pitching &lt;/span&gt;de uma empresa de produtos das televendas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que prezar tudo o que gira à volta deste filme. Para começar, a iniciativa de um realizador português pegar, finalmente, nos tomates e arrancar para Hollywood para dizer assim aos americanos "Lá, na minha terra, é assim que se fazem filmes". Depois, pelo belíssimo produto final que daí se concluiu, em que se confere que cada plano, cada enquadramento, cada movimento de cada actor e diálogo falado são nada mais que o resultado do esforço e bom planeamento da situação, quer seja por terras lusas que seja por terras do Tio Sam. E, finalmente, o esforço da parte do realizador que venceu, precisamente, naquilo que todos os filmes portuguesa falham: publicidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Gostava de realçar a majestosidade do final do filme. Trágico? Feliz? A questão será se o próprio começo é trágico ou feliz, para, então, definirmos o final. A reacção que denotei foi a típica do leigo, ou do gajo que não quer pensar. Num culminar de situações, a conclusão, de facto, está lá. A explicação? A explicação não existe, pelo menos, não mais do que uma sugestão sentida em determinados momentos, sensações sugeridas pelo próprio realizador. A explicação, no fundo (que comparada ao peso da mensagem transmitida, se perde um pouco), cabe a cada um de nós chegar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E verdade seja dita até me pareceu bastante óbvio, ainda que inexplicável, mas a minha questão é MAS TUDO TEM QUE SE JUSTIFICAR NUM FILME, principalmente quando está na categoria de ficção científica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-5406166055445847918?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/5406166055445847918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=5406166055445847918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5406166055445847918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/5406166055445847918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/07/e-e-isto.html' title=''/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-212436481983917815</id><published>2010-07-11T21:13:00.002+01:00</published><updated>2010-07-11T21:16:31.463+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='actualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Defesa do cinema português, por Manoel de Oliveira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Senhora ministra, peço-lhe que pense bem nos problemas que estamos a  viver, de modo a encontrar soluções eficazes e justas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Em defesa dos realizadores e dos produtores de filmes portugueses neste  difícil momento por que estão a passar, em defesa desta boa causa, tenho  a dizer o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Os filmes portugueses nunca foram ruinosos para o país e os seus custos  cremos serem os mais baixos em relação à maior parte dos países. É  certo que o momento é de crise, mas o cinema português está longe de ser  motivo de ruína para o país e exactamente pelo seguinte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Cada um dos nossos filmes move um grupo de actores, outros tantos  figurantes e uma equipa técnica completa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Este conjunto de contratados mexe com transportes, com restaurantes, com  hotéis, etc., etc. E toda esta gente, com aquilo que ganha, faz as mais  variadas compras com esses pequenos ganhos do seu trabalho, e isto,  para além dos gastos que as próprias filmagens são obrigadas a fazer  para produzir cada um dos seus filmes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Mais: todos, seja dentro ou fora do filme, pagam impostos e esses  impostos, feitas as contas, serão montantes aproximados, se não iguais  ou até superiores, ao subsídio que o Ministério da Cultura dá para cada  um desses filmes. O que quer dizer que o Estado vem a cobrir ou até a  receber mais do que os subsídios que atribui a cada filme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E quero dizer ainda:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Depois os filmes passam a ser exibidos no país, e quantas vezes vendidos  para diferentes outros países, alguns dos meus filmes já passaram por  esse mundo fora, em cerca de 27 países, bem como acontecerá com outros  colegas, dando a conhecer as nossas expressões cinematográficas e  culturais, uma vez que o cinema figura como uma síntese de todas as  artes; para além de representar um reforço nos lucros dos produtores,  lucros esses favoráveis ao país, como acontece com os livros, com a  pintura ou com a música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Assim como as televisões nacionais mostram aos seus países o essencial  do que se passa no mundo, o cinema nacional divulga a cultura de cada  país ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Nunca senti ser um "peso" para os governos do meu país. Limito-me a  fazer o meu trabalho o melhor que sei e posso para o que sinto ter  nascido, tentando questionar os seres, as coisas, a nossa história e o  mundo através dos filmes que tive o privilégio de realizar. No tempo da  ditadura, fui fazer um curso de fotografia em Leverkusen, oferecido pela  Bayer, nos seus estúdios da Agfa. A seguir, fui para Munique, onde  comprei na Arnold Richter uma câmara de filmar. Montei numa carrinha  tudo o necessário de imagem e som para filmar em qualquer lugar e fiz o  primeiro filme a cores revelado pela Tobis Portuguesa: O Pintor e a  Cidade que ganhou o meu primeiro prémio no Festival de Cork, a Arpa de  Prata. E a seguir filmei sozinho mais quatro filmes, incluído o Acto da  Primavera, o único para o qual recebera uma ajuda do SNI, por se tratar  de um filme religioso e para o qual tive como meu assistente o malogrado  António Reis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Senhora ministra, peco-lhe que pense bem nos verdadeiros problemas que  estamos a viver, de modo a encontrar soluções eficazes e justas. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não  pergunte quanto ganha um cineasta que por vezes trabalha durante dois  anos debruçado repetidas vezes sobre o arranjo do seu guião para o  ajustar ao seu reduzido custo de produção, como fora o caso de alguns  filmes e em particular do Estranho Caso de Angélica. Nós, realizadores,  não temos direito a qualquer reforma. Cada realizador ganha o seu  salário só quando filma, sem garantia nenhuma de continuidade. Não  pergunte quanto ganha um actor ou um bailarino. Calculo que sabe que não  é muito e que a sua derradeira glória poderá vir a ser a de morrer  pobre. Pergunte sim, por exemplo, quanto aufere o administrador da  Lusomundo/Zon, o abafador, aquele que esconde os nossos filmes, e que  não responde mais depois de se assegurar com um contrato, e que não  responde nem a nós nem a quem quer ver e mostrar os filmes portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Neste momento difícil, penso sobretudo nos meus colegas realizadores  mais jovens. Para eles, estes cortes são profundamente injustos. E penso  que, como eu, eles não podem viver sem uma Cinemateca Nacional forte  que possa mostrar, hoje e todos os dias, o que é a história do cinema.  Não podem viver sem um laboratório de imagem e de som, como o da Tobis,  onde há mais de setenta anos faço os meus filmes. Eles precisam de uma  lei do cinema que efectivamente proteja o cinema português. E precisam  de ser ouvidos para isso. Eles, como eu, sempre viveram na precariedade e  na insegurança, sem reforma nem subsídio de desemprego, e sem nunca  sabermos se não estaremos a fazer o nosso último filme. Eles, como eu,  só temos um desejo: todos ambicionamos morrer a fazer filmes.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt; Manoel de Oliveira.&lt;br /&gt;in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-212436481983917815?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/212436481983917815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=212436481983917815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/212436481983917815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/212436481983917815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/07/defesa-do-cinema-portugues-por-manoel.html' title='Defesa do cinema português, por Manoel de Oliveira'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-4657474228875719361</id><published>2010-07-02T03:03:00.004+01:00</published><updated>2010-07-02T03:20:54.088+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WTF'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lulz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>É no que dá</title><content type='html'>O Ketchup do Ronaldo deve ser feito dos tomates do Queiroz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-4657474228875719361?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/4657474228875719361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=4657474228875719361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/4657474228875719361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/4657474228875719361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/07/e-no-que-da.html' title='É no que dá'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-1834991061942398038</id><published>2010-06-30T14:51:00.006+01:00</published><updated>2010-06-30T15:12:02.590+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Mas qual era o feeling, afinal?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.abril.com.br/blog/copa-do-mundo-2010/files/2010/06/comemora_portugal550.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 491px; height: 357px;" src="http://www.abril.com.br/blog/copa-do-mundo-2010/files/2010/06/comemora_portugal550.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, isto com o tuga é muito simples. Somos qualificados para a fase de grupos do mundial por uma unha negra. Abrimos o campeonato mundial com um empate face à Costa do Marfim, que foi jogado a meias-forças e com uma muralha de vermelhos que parecia Afonso Henriques a defender-se de mouros. Metáforas à parte, de conquistas não tivémos nada. Dá-se uma epifania ao Queiroz assim que Deco vai à televisão barafustar das escolhas estranhas do treinador. Parece que, afinal, não está bem. E pimba, sete a zero à Coreia do Norte. Goleada em grande. Somos capa de jornais a nível internacional, a maior goleada deste campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, já o ego do tuga estava lá mesmo em cima. O problema é que aí vinha o Brasil, que não é pêra doce. Ora, por entre os árbitros coxos e as tácticas de merda do Queiroz, outro empate - de prestação miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apurados para os quartos de final por nada mais que sorte. Passámos a fase de grupos a fazer rodinhas à volta da baliza, com medo que entrasse lá uma bola. Não sei se isto são pura e simplesmente ideias de merda do Queiroz ou falta de confiança no Eduardo - que, já agora, nos salvou o coiro mais que muitas vezes, o verdadeiro homem do mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de jogar contra a Espanha, a campeã do Euro 2008, e por obra e graça do espírito santo, o tuga está novamente cheio de esperança. "Vamos ganhar, pá!", "O espanhol é uma merda", "É quinze a zero, vão ver!". Facto é que, lá porque bombardeámos a Coreia com 7 rajadas na baliza, não significa que Jesus desce à terra e nos faz milagres. Não com o Queiroz, com certeza. Nem com o Hugo Almeida no banco no início da segunda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi jogo justo, a Espanha é uma boa selecção, e parece-me que até houve fair play (à parte do golo em fora de jogo e de um cartão vermelho por um gajo se atirar à relva, mas uma vez que isso me parece recorrente este mundial, ignoremos a questão), mas lá que tivémos uma prestação de merda, tivémos. E agora o mundo pergunta-se como é que a terceira melhor selecção do mundo conseguiu fazer tanta cagada num só mundial? Com jogos sem ataque, a correr de rabo entre as pernas e com medo de arriscar, a criar muralhas à frente da baliza com mais medo de levar com um golo do que ousadia para marcar um? Ó Queiroz, mas o que é tu percebes de bola, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Queiroz a treinar a selecção é mais ou menos como o Bio Danone. Cria tantas defesas activas, que dá soltura e resulta em merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda querem que este gajo nos treine para o Euro 2012?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-1834991061942398038?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/1834991061942398038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=1834991061942398038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1834991061942398038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/1834991061942398038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/06/mas-qual-era-o-feeling-afinal.html' title='Mas qual era o feeling, afinal?'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-6128617389947336465</id><published>2010-06-30T02:26:00.004+01:00</published><updated>2010-07-02T01:00:20.610+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Elia Kazan e a poesia - visual e literária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vanjabor.files.wordpress.com/2009/06/nataliesplendor81.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 338px; height: 450px;" src="http://vanjabor.files.wordpress.com/2009/06/nataliesplendor81.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;What though the radiance&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;which was once so bright&lt;br /&gt;Be now for ever taken from my sight,&lt;br /&gt;Though nothing can bring back the hour&lt;br /&gt;Of splendour in the grass,&lt;br /&gt;of glory in the flower,&lt;br /&gt;We will grieve not, rather find&lt;br /&gt;Strength in what remains behind;&lt;br /&gt;In the primal sympathy&lt;br /&gt;Which having been must ever be;&lt;br /&gt;In the soothing thoughts that spring&lt;br /&gt;Out of human suffering;&lt;br /&gt;In the faith that looks through death,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; In years that bring the philosophic mind.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2878441694762827741-6128617389947336465?l=torradasepapel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://torradasepapel.blogspot.com/feeds/6128617389947336465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2878441694762827741&amp;postID=6128617389947336465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6128617389947336465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2878441694762827741/posts/default/6128617389947336465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://torradasepapel.blogspot.com/2010/06/what-though-radiance-which-was-once-so.html' title='Elia Kazan e a poesia - visual e literária'/><author><name>Arannea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13113348127528132694</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-WrngBgDbhB4/TkCpLuFIgDI/AAAAAAAAAnA/KyYEe9tyANA/s220/op%25C3%25A7ao1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2878441694762827741.post-4098104949793446900</id><published>2010-06-28T15:06:00.001+01:00</published><updated>2010-06-28T15:09:50.694+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrelinhas'/><title type='text'>Do Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bastaram escassas pancaditas da franzida menina sobre a porta velha para despertar Alice do seu sono forçado, impingido em si própria por não mais que a sua consciência que observava em espírito e ouvia em presença os passos pesados, carrancudos, de Carlos, numa peregrinação matinal, do seu quarto trancado até à chávena de café morno poisado sobre a cozinha, e algures lançado entre o remexer áspero das folhas do jornal com as notícias do dia anterior. E por isso, forçou-lhe a vontade que os olhos se fechassem, mesmo o sol vespertino pintando as paredes daquele cal sujo; puxou por uma vontade alheia e inóspita de dormir quando sono não tinha porque, ali, fechada naquela casa, em casa de vizinho que não se conhece, ela era tão nada quanto o fantasma do quarto ao lado o era; era tão espírito vagabundo quanto o cárcere do quarto do lado. Como os restantes habitantes, impunha-se uma rotina, um ar de quem aspirava à mudança instaurada pelo alheio, algo que a reduzia a absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pancadinhas na porta logo pela manhã surgiram por volta das dez da manhã – e, portanto, o logo pela manhã resumia-se, por entre aqueles que vão à vida pelo sol nascente e regressam ao lar ao sol poente, algures entre os meados de pequeno almoço e refeição média. Eram leves, primeiro, e vinham acompanhadas de uma voz aguda e suave, de uma rapariguinha que chamava pelo nome daquele anfitrião que já se recolhia ao trabalho. Afinava a voz, e embrulhada por entre aqueles lençóis emprestados, Alice afigurava-a a uma criancinha em bicos dos pés, no seu sapatinho de fivela à moda da sua infância, talvez porque tentasse chegar à campainha, mas suas mãozinhas precárias não a alcançavam, e deixava-se ficar quieta atrás da porta, esperando que esse seu anfitrião lhe desse ordem de passagem para o interior do seu lar. E então, a voz alterava-se. Aquele melódico de um chamar desesperado de criança altera-se, numa súbita ordem, para um chamar cada vez mais grave, que numa ténue gradação, poucos seriam os que dessem por tal alteração a nível vocal daquele tão comum chamamento por parte do que Alice julgava ser não mais do que uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando esse som terá sido interrompido pelo que se assemelhava ao arrombar de uma fechadura, mas ao invés de se usar a força alheia, antes aquela estranha criatura – que Alice, agora, não conseguia correctamente descortinar – usava a devida chave para abrir a porta. Engenho tão simples como esse e que enfurecera Alice de leviana maneira, mas suficiente para a por de pé, enfiada nas suas calcinhas curtas e nas suas combinações rendadas, num frenesi de rebuscas pelos seus sacos velhos, apinhados de roupas velhas, e de onde lá terá descoberto um casaquinho de malha comprido, que o enfiou pelos braços, qual roupão improvisado, e espreitando pela porta enquanto ouvia as voltas e voltas e voltas daquela chave sob a imponência de uma simples porta velha de madeira, que nem forte que encerrasse terríveis segredos sob estas estranhas, estranhas paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Alice a princípio julgou menina, revelou-se senhora, ou mulherzinha, em seu pequeníssimo jeito de menina, e entrou pela porta da entrada, carregando dois livros debaixo do seu braço, e logo atrás de si ela fechou com delicadeza de infância. Abraçou-se a si própria, embrulhada no seu casaco de lã que lhe chegava até ao joelho, encafuada entre o calor das suas roupas quentes de inverno e os caracóis castanhos que lhe caíam pela cara e lhe tapavam o que parecia ser um par de olhos negros que inquisitoriamente revistavam a casa, cada parede, cada porta, à espera de qualquer coisa que demorou a Alice algum tempo a perceber o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos deslizaram pela porta por de trás da qual Alice se esgueirava contra a parede e espreitava através da fresta, por entre duas dobradiças enferrujadas, enquanto os olhos da suposta mulher, com tantos jeitos de apenas menina, avaliavam cada canto da propriedade, tacteando o chão em pezinhos de lã, como se de facto houvesse um espírito adormecido naquela casa, como se alguém, qualquer coisa, não pudesse ser acordado desse seu estranho sono eterno, fosse que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequenina mulher entrou na cozinha. Alice deixou os olhos espreitarem por entre a agora entreaberta porta, não reparando no seu cabelo que rebeldemente se esgueirava para aquele corredor, agora, iluminado pelo sol matinal. Viu-a olhar o espaço em sua volta muito admirada. Passou uma mão sobre a mesa, e outra sobre a bancada de mármore, e outra sobre o fogão, e outra sobre o frigorífico. Estranhos passaram os seus olhos por cada superfície límpida de cada canto daquela divisão da casa, sem as típicas camadas de gordura, sem loiça suja, aguardando o dia seguinte para que fosse lavada, sem qualquer que fosse a situação incriminatória que alma que entrasse naquele lugar, em imediato segundo, diria ‘Aqui vive um homem praticamente sem alma’. E agora que os seus olhos, carregados de um negrito estranho, deslizavam e passeavam por uma estranha ambiência onde um velho rasto de cheiro a mel e amêndoas era impingido, onde se detectava a estranha ausência da antiga ausência de alma daquele que, em dita situação, precisamente, se ausentava; naquele lugar onde havia qualquer coisa fora de lugar por tudo estar tão perfeitamente localizado em seu devido lugar. E num suspiro trémulo quer fosse de raiva, quer fosse de outra coisa qualquer desagradável àquela mulher, quase menina, Alice, mesmo àquela distância, conseguiu sentir os pensamentos daquela sua co-habitante estranha, como uma forma telepática inédita, uma sensação estranha que lhe era transmitida como um estranho arrepio na espinha, embora de apenas uma criança se tratasse: “Aqui esteve uma mulher.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por qualquer razão, alheia ao seu ser racional, achou por bem Alice sair do seu esconderijo, e em pé descalço sobre o soalho rachado do chão daquela casa velha, enfrentar a rapariguita à sua frente, enfiada na cozinha, com uma mão pressionando dois livros sobre a mesa, e que, ao voltar-se para trás, após uma longa admiração da perfeita arrumação à sua frente, se deixa ficar parada sobre o soalho limpo de uma cozinha outrora suja, tanto assustada, tanto confusa, por estar ali, perante ela mesma, uma estranha mulher que nunca antes vira na vida daquele misterioso anfitrião, de pernas desnudas, de casaco velho, de cabelo despenteado, de aspecto vagabundo com as suas equimoses, os seus cortes e a sua pele machucada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca da menina gaguejou umas quantas vezes antes de soltar um único som, e qual actriz teatral em pico de carreira, altíssima na sua virtude, mesmo sem dizer nada, num só agrupar de gestos complexos, ora apontado para aqui, ora apontado para ali, ora franzindo as sobrancelhas ainda que por segundos, ora gaguejando mais um pouco, ela descortinou o que nos seus pensamentos se baralhava como um novelo infinito; e, num todo, como um quadro que, por fim, se movia, pintando mais que um quadro – um filme – Alice conseguiu ler-lhe, novamente, os pensamentos, traduzindo-os na sua cabeça: “É por isto que está tudo tão arrumado?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Quem é a senhora? Porque é que está em casa do senhor Carlos quando ele saiu para trabalhar… vestida assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu faro feminino, Alice detectou um misto de ansiedade com ciúme. E concluiu, quebrando todo o seu suspense de mera observadora daquela peculiar situação, que aquela pequena garota se enamorara do ausente anfitrião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se sabia que ele não estava, porque é que bateu à porta e chamou por ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Às vezes, o senhor Carlos atrasa-se para o trabalho. Nos dias em que tem dois jornais para ler, e bebe dois cafés. Quem é a senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era difícil ter chegado à conclusão a que Alice chegou, não só devido ao suspeito oscilar de tom da suas cordas vocais como ao nervosismo em que todo aquele seu febril corpo de adolescente mergulhava por cada vez que referia o dito anfitrião, ausente pela altura da dita conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sou uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O senhor Carlos nunca traz mulheres cá para casa. De facto, só uma vez trouxe alguém, e era um gajo bêbado, daqueles seus amigos duvidosos que… Ai, não interessa! Porque é que está vestida assim se é só uma amiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porque vou cá ficar durante alguns dias e estava precisamente a dormir. Esta é a minha primeira noite nesta casa, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos outrora escuros, misteriosamente cobertos pelos caracóis castanhos, descobriram-se claros agora que ela caminhava para o sol e rebaixava o olhar, como cãozinho arrependido de ter estragado o chinelo de seu dono. E alguma tomada de consciência se apossou dela à medida que desfilava ao longo do corredor, sabiamente evitando cruzar olhares com a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desculpe, pensei que fosse…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Uma prostituta, talvez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela riu, pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É mesmo raro o senhor Carlos trazer para casa uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bom, eu não tenho mais ninguém a quem contactar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mais ninguém? Mas como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas isso não interessa, eu sou aborrecida. Chamo-me Alice, e já agora, talvez me possa ajudar. Como é que entrou aqui…?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ora, sou vizinha do senhor Carlos, do andar de baixo. E tenho uma chave. O senhor Carlos empresta-me livros, às vezes, e quando não está em casa, deixa-me entrar e vir cá deixar-lhos. Costumamos ter longas conversas pela noite, às vezes. Ah, e chamo-me Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pode mesmo ajudar-me. Acha que me podia emprestar essa chave…?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah… Mas e se o senhor Carlos não deixa? Não sei, a Alice terá de falar com o senhor Carlos primeiro, bem antes de me consultar, ele pediu-me especificamente que não desse esta chave a ninguém e muito menos que… – Parou de falar subitamente, como se o que viesse a dizer a seguir fosse uma pequena tragédia na sua adolescente vida. E depois, falou muito devagar: – Dissesse a alguém que tenho a sua chave…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Parece que já quebrou uma regra, não fará mal nenhum quebrar a segunda. O senhor Carlos saiu de casa e esqueceu-se de deixar uma chave comigo. Não está à espera que fique aqui trancada o dia todo, pois não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as decisões daquela menina, quando tomadas assim, de livre arbítrio mas exercidas forçosamente por convencimento de pessoas alheias, vir-se-iam a revelar desta mesma forma: primeiro, bufa para o ar, num pesado suspiro, como um castigo dos anjos que lhe pesam as mentiras sobre os ombros; e depois, como se todos os males do mundo desaparecessem da face da terra num espaço de um segundo, a sua face ficava em paz e consentia com um anuir da cabeça muito leve, para o lado, enquanto brincava com um caracol do seu cabelo, envergonhadamente. Daí para a frente, Alice não se viria a esquecer deste tique, de tão peculiar este lhe parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Posso te tratar por tu, Maria? Já comeste? Eu faço-te um pequeno almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, claro. Porque me está a oferecer um pequeno almoço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tenho umas perguntas para te fazer. O… senhor Carlos não é completamente honesto comigo. Talvez me possas ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou-a confusa, atarantada que nem bicho preso no abrasador calor de verão numa parede de uma habitação citadina, cirandando de encontro à superfície rugosa e branca das paredes, não sabendo exactamente para que lado se virar; parada, e depois movimentando-se confusamente pelo corredor, ficou Maria imersa na luz matinal do sol que avançava rapidamente para os meados do dia, abandonando as vespertinas horas do dia, enquanto atrás da porta do quarto, na única divisão da casa em que toda a luz que inundava cada cantinho do espaço era vívida e semeada de tons de amarelos salpicados de brancos e cores-de-rosa e cores-de-laranja, Alice procurava roupas dentro dos seus sacos, enfiando já umas calças de ganga pelas pernas acima à pressa, em saltinhos pequenos, quando Maria espreitou pela porta entreaberta, confusa entre a difícil decisão sobre se deveria entrar no quarto ou conceder-lhe a devida privacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não sei se devo fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice parou de se mover; esqueceu o cabelo emaranhado que ia começar a escovar naquele preciso momento; esqueceu os botões das calças que acabara de abotoar e da camisola quente de inverno que ia vestir por cima da fina e fraca camisolinha de verão de alças que envergava, ainda fresca do seu odor matinal. Voltou-se para trás e olhou para o que ainda não conseguia descortinar se era uma criança ou uma senhora, mas desconfiou que jamais viria a sabê-lo. É que, figura peculiar era esta tal que, apresentando-se sob luz matinal que tal esta com que se depara Alice, imersa no seu quarto, é-lhe imposta tal transformação que a própria Alice se vê vendada de confusão nos seus olhos franzidos quando olha para a sua figurinha confusa, à coca de qualquer novidade naquele quarto estranho; padece, então, de tal beleza nobre de tamanha raridade que revela-se, naqueles olhos – por finalidade, revelados verdes! – espelhados na confusão que lhe é para a cabecinha adolescente ver uma mulher na casa do senhor Carlos que lhe é fardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está presa, pensa Alice enquanto se limita a abotoar o casaquinho grená sobre a camisolinha fina, botão a botão, pacientemente enquanto olha para a rapariguinha esguia, de olhos saltitantes de parede em parede, de prateleira em prateleira, de canto em canto, confusos que nem passarinho nocturno. Está presa naquele homem, pensou Alice, e ao pensar tal coisa, um milhão de razões falsas e razões verdadeiras, e histórias reais e irreais lhe saltam à cabeça, mas nem por uma vez, nem por parte ou tempo algum lhe surge uma plausível razão sólida para que assim o seja, para que aquele distante, frio homem razão alguma encontre para manipular duas vidas como aquelas, para distorcer a doçura e calor dos outros para a sua insípida razão de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não te preocupes, Maria. Isto fica entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas… Ai, não gosto de entrar assim na vida do senhor Carlos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê, quereria perguntar-lhe, não valeria a pena ela dizer, porque razão, essa, era simples; porque a ilusão é conquistadora das almas amorosas, suga essas falsidades, um transformador de mentira em ilusão e, consequentemente, em realidade. E esta criancinha que ali estava, parada à sua frente, ainda mergulhada algures entre os limites da raiva e do ciúme, da inveja e da incompreensão, esta portadora de beleza insólita mas não mais que um desenho pueril de futuras banalidades de mulher, absorvida 
